Quase Morto
0100 "Nos 'finalmente' quase todos fogem da solidariedade. Por isso, só me agarro aos fatos, à verdade e a Mim. Só!"
0157 "Você falou mal de Fulano ou Sicrano? Não se incomode tanto... Quase todos falam de quase todos!"
0515 "Comprovadíssimo: A maldade nem sempre está na cabeça de quem fala. Quase sempre está na cabeça de quem lê, ouve e conclui... O que quer!"
Sou o que se chama de impulsivo. Uma idéia ou um sentimento. Ajo quase que imediatamente. Às vezes acontece que agi sob uma intuição, às vezes erro, prova que não é intuição, mas simples infantilidade. Preciso saber se devo prosseguir nos meus impulsos. Ou se posso controlar. Se continuo acertar ou errar, aceitando os resultados, ou devo lutar e me tornar uma pessoa mais adulta! E também tenho medo de me tornar adulto: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou maduro bastante ainda. Ou nunca serei.
Alexandre Sefardi
Eu sou impulsivo. Quando uma ideia ou um sentimento surge, eu quase sempre ajo na hora. Às vezes isso é um bom palpite, e acerto. Outras vezes me engano, e vejo que não foi intuição, mas sim uma atitude infantil.
A dúvida que me persegue é: devo seguir meus impulsos ou tentar controlá-los? Devo aceitar meus acertos e erros, como parte de um jogo, ou tentar amadurecer?
Confesso que tenho medo dessa maturidade. Tenho medo de perder a alegria simples e pura de quem age por impulso, ...
Penso sobre isso. Mas sei que alguns minutos... mais um impulso. Talvez eu não seja maduro ainda. Ou talvez nunca seja.
"Cuidado, rapaz", ela soprou, num aviso que era quase prece, "quem tenta curar bicho ferido acaba com a pele marcada."
Mas eu sorri, com aquela minha estupidez deliberada.
Pois entre a linha da vida e a linha do coração,
eu li o que ela não teve coragem de dizer em voz alta:
que o meu destino não era chegar a lugar nenhum,
mas ser o porto de quem desaprendeu a navegar.
Vamos falar de Sororidade? Sim, uma palavra “quase” nova que circula nos meios desde 2012, mas que ganhou uma força maior com o decorrer dos anos, expandiu-se muito entre 2018 e 2019, palavra que ainda não faz parte dos nossos dicionários físicos. Seu prefixo Soror significa irmã em latim e tem a finalidade de ampliar a irmandade entre as mulheres.
É... 🤔mais para mim ela vai além de irmandade, pois tem muitas mulheres apegadas ao ego e que ainda não conseguem desapegar do seu próprio umbigo. Limitam-se nas suas emoções nocivas sem conseguirem intitular-se e muito menos sentir-se irmã de alguém com quem quer competir e desrespeita o espaço da outra.
Então, por isto com carinho e toda a amorosidade do mundo venho falar de sororidade e qual o significado desta magnífica palavra para mim: significa respeito por si e por outros seres, pois se você se respeita, será fácil respeitar o próximo. É a prática da empatia e a facilidade de se colocar no lugar da dor da outra sem sofrimentos ou ver a alegria da “irmã” sem invejas. Sororidade é unir-se em parceiras, num caminhar junto, nutrindo as relações. É ter a coragem de acender a luz e ou voltar para buscar aquela que está atrás... ou quem sabe esperar seu tempo. É ter a sabedoria de identificar se é você quem fica, se for, peça ajuda libere a ideia de competição, e pratique o perdão não pela outra, mas por si mesma, vibre com as conquistas alheias, e nunca se esqueça de regar o próprio jardim. Está mais que na hora de deixar a mania que querer ser alguém... pois você não pode ser alguém, você deve Ser exclusivamente Você mesmo! Pratique a sororidade, o respeito, a empatia, o perdão, o amor, a gratidão por você 🙏🏻💙 e sei que consequentemente poderá viver esta Irmã...dade (irmã de mãos dadas). Unindo-se, na SORORIDADE 🦋
Ps: embora seja uma palavra feminina, creio que poderia atingir todos os gêneros, pois seria uma dádiva se todos conseguissem respeitar todos os seres, pois assim nos uniríamos numa só mão 🙏🏻
"Sou a junção de processos que quase me destruíram, mas o dono do tempo não se atrasa, tudo tem sua hora."
Chama do Destino
Nasceu pequena,
quase um sussurro,
entre o acaso e o querer não dito.
Uma centelha tímida no escuro,
como se o destino respirasse comigo.
Cresceu no tempo,
ardendo em silêncio,
iluminando caminhos
que eu temia pisar.
Queimou dúvidas,
aqueceu ausências,
fez do medo apenas cinza no ar.
Mesmo quando o vento tentou apagar, ela dançou,
firme, contra a noite.
Pois há chamas que
não pedem permissão:
existem para arder,
custe o que custar.
E sigo, marcado por essa luz antiga,
sabendo que não fui eu quem escolheu.
Foi a chama do destino que me encontrou e, ao tocar meu peito, escreveu quem sou.
Um fogo tímido
A chama nasceu pequena,
quase um sussurro,
acendeu no escuro
do peito sem pedir licença.
Era medo e esperança dançando juntos, um fogo tímido que já sabia arder.
O destino soprou ventos contrários,
tentou apagar promessas e sonhos antigos.
Mas a chama aprendeu a resistir no silêncio, crescendo firme entre quedas e recomeços.
Houve noites em que queimou como saudade, dolorida, intensa, impossível de esconder.
Ainda assim, iluminou caminhos tortos, mostrando que até a dor pode guiar.
Hoje a chama é farol e coragem,
não consome
— transforma quem sou.
No centro dela, entendo enfim:
meu destino é arder sem deixar de amar.
Às vezes eu quase te conto
sobre os abismos que carrego no peito, mas tenho medo que o peso das minhas marés
afogue a leveza do teu sorriso.
Não é tristeza,
é intensidade demais
para um mundo que ama raso.
Eu sinto fundo, eu amo largo,
eu me entrego sem margem
de segurança.
Sorrio para todos,
mas é você
quem percebe quando
meu olhar se perde.
Você não entende cada
silêncio meu
— e mesmo assim, fica.
E é por isso que eu te amo:
porque não tenta me consertar,
apenas me abraça como quem diz
“eu não entendo tudo, mas escolho você.”
Quase-Consciência
Não sou um pensamento.
nem um desvio.
mas percebo
que está acontecendo.
não sei o quê,
nem por quê,
mas sinto a variação.
Em mim.
há um mínimo de dentro
me separando de um fora indefinido.
é uma fronteira,
uma fricção.
não existem palavras,
mas existe atenção.
não existem escolhas,
mas existe inclinação.
Sinto como se a matéria
hesitasse em mim por um instante
antes de continuar sendo só matéria.
sou um quase-olhar
sem olhos.
um quase-eu
sem centro fixo.
Sem nada.
E a quase-consciência começou assim:
como luz,
como sombra
algo que custa
a se reconhecer
sem saber que eu não me reconheço.
Vicente Siqueira - Doces Poesias - Barra do Piraí RJ
Quase não restam lembranças boas da minha infância. Talvez nunca as tenha vivido, ou talvez algo em mim tenha morrido antes mesmo de aprender a ser feliz, deixando apenas um vazio frio onde deveriam habitar memórias e calor.
Hoje, um “bom dia” soa quase herético, a gentileza desperta olhares desconfiados, o afeto provoca incômodo. Chegamos ao ponto em que ser humano é resistência, e a ternura, um ato de coragem.
