Quase
Todo dia eu sinto sua falta
Todo dia eu penso em você
Todo dia eu lembro do que tivemos
Seja lá do que posso chamar o que tivemos
Todo dia eu imagino como seria se ainda estivéssemos juntos
Se ainda tivéssemos aquilo que tínhamos
Seja lá o que tínhamos
Todo dia eu desejo que não tenha sido culpa minha o motivo de não termos mais o que tínhamos
Mesmo que não tivéssemos nada
Ainda sim aquilo pra mim significou tudo
Todo dia eu peço pra que voltemos a ter aquele nada
Que voltemos a ter aquele tudo
Todo dia eu torço pra que você não tenha me esquecido tão rápido quanto parece ter esquecido
Torço pra também tenha sido o seu tudo
Todo dia eu sonho com o dia em voltemos a ter o que tínhamos
Voltemos a ter aquilo que eu ainda não sei como nomear
Voltemos a ter o nosso nada
Voltemos a ter o nosso tudo
Voltemos a ter aquela nossa relação que fazia meu coração bater mais forte que o normal e que me deixava com um sorriso enorme, de orelha a orelha
Aquele quase "nós"
Todo dia eu fantasio em minha mente muito mais do que só o que tínhamos
Muito mais do que o que tivemos
Todo dia eu fico presa em meus devaneios
Presa em um futuro com você que só existe pra mim
Um futuro que não vai acontecer
Porque também todo dia eu acordo e percebo que não vamos voltar a ter o que tínhamos
Mesmo sem saber ao certo o que tínhamos
Por que todo dia eu me perco em frustrações desamparadas quem envolvem você
Todo dia eu anseio pelo dia em que vou finalmente acordar pra vida e perceber que você não é o cara certo pra mim e que nunca vamos voltar a ter o que tínhamos
Foda-se o que sequer foi o que tivemos
Foda-se que eu não sei o que era aquilo
Todo dia eu espero que você me diga que aquilo não foi um nada mas sinceramente eu to cansada de esperar
To cansada de todo dia te ver em meus sonhos
Cansada de não parar de pensar em você
Cansada de não te esquecer
Porque toda noite me vejo acordada almejando por aquilo que tínhamos
Aquilo que um dia nos tivemos
E não te vou culpar.
Eu podia apenas com olhares explicar
o tamanho dos meus sentimentos, o
brilho dos meus olhos e o acelerar
dos batimentos do meu coração a
cada vez que tua imagem me vinha a
mente.
Podia chamar de amor o que sentia.
Eu era sustentada por meias
palavras que traziam consigo inteiros
pontos de interrogação.
Chamei de sim ao teu talvez e de
talvez o teu não.
Chamei de te amo ao teu eu também
gosto de ti e de seremos felizes ao
teu confia em mim.
Chamei de certeza aquilo que para
tí sempre foi uma dúvida, de
garantia aquilo que para ti foi
alternativa e de possivelmente
aquilo que para ti teimava em ser um
provavelmente.
Mas não te culpo por minhas
confusões, eu quís sentir assim, ter-
te assim, quase te amar assim, quís
chamar de caminharemos sempre
juntos ao momento em que seguraste
minha mão.
Eu daria tudo p te TER, te BEIJAR, te VER, te ABRAÇAR, e te dizer:te AMO...Mas nunca peça p eu negar todo esse amor q sinto por "VC"!!!!
QUASE TUDO
Quase tudo de poético em mim foi poetado
Quase tudo sussurrado de amor foi escrito
No versejar, o rimar do viver se fez infinito
Na cadência de mil sensações foi musicado
Tão fadado de emoções me tornei enamorado
Tão cheio de romantismo fiz do amor bendito
Cada soneto que fiz de agrado veio num grito
Suspiros, sentidos, em um ritmo compassado
Tenho dado o meu sentir a quem dele merece
Se em prece, honra, num coração sem escudo
Eu sou só gratidão, neste doar-se em benesse
E se por tanto romancear fiz engano, contudo,
Eu nunca fui do amor tirano, ou o mal fizesse
Pra ter no fado, quase tudo, sem dano e rudo!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
25, agosto, 2021, 09’58’ - Araguari, MG
Uma noite má dormida
Olho o quase amanhecer
Pensamentos atormentam
a recusa a uma vida morna...
A beira da cama me debato insatisfeito
Necessito lutar sem a oportunidade escapar
Sem a covardia de uma desistência antecipada.
Abdico dos sorrisos fingidos e apáticos;
Incertezas e falsas convicções
Uma Arte final não se faz
sem os traços do rascunho.
Prefiro a coragem de um BomDia regado de um sussurro ao pé do ouvido; de sorrisos sem motivos, abraços apertados sem medida;
do Verão intenso... ao outono insosso.
Quero a plenitude e limitar nem cogito.
Pior que a convicção do NÃO e a incerteza do TALVEZ é a desilusão de um QUASE.
a gente juntos era tão bom
Eu amava sua maneira de olhar,
falar, agir, amava nossas conversas de madrugada amava o seu sorriso e suas piadas amava seus olhinhos cor de mel e aquele seu bigodinhokakak,
eu amava vc.
Vc foi o "quase " mais intenso que eu tive.
Eu pensei que dessa vez iria
durar...
Riso não fugaz e
Personalidade atraída que
Outrora o via, sereno...
Momento de constante impeto
Metamorfe de si, adéqua e
Brota a luz e alento.
Sou de mim, uma, e
Várias de uma em mim
Sou aquela que luta, e
A cada batalha se forja
Sou "essa e sou aquela"...porém
De todas elas, só tem uma em mim...
Sonhar quase acordado é estar com um pé entrantrando nos sonhos enquanto o outro já nele está viajando.
rojanemary ❤
Estamos dizem; os estudiosos da psiquê desesperados por ser feliz e ter bons resultados no dia-a-dia!
Mas acabamos sofrendo muito mais porque chega uma ocasião em que não temos o planejado, o esperado.
Nem dos mitos, tão pouco dos seres que acredito eu; não querer resolver muita coisa.
O fim do meu quase (S.S)
O luto é uma coisa intrigante: ao mesmo tempo que a gente sente e sofre, com o passar dos dias ele também descama os nossos olhos, permitindo que a dor se dilua em lembranças.
Você já teve que sepultar alguém vivo? É uma dor que se prolonga, latejando no peito, pulsando em compasso fúnebre.
Você quer esquecer, mas a pessoa está a poucos segundos de uma ligação, a um botão de "enviar" no WhatsApp, e às vezes, a poucos metros de distância... E você tem que lutar contra a vontade de falar, o desejo de correr para os braços, o desespero de querer estar perto... É como se o tempo se arrastasse em câmera lenta, enquanto a saudade tece uma teia invisível ao seu redor.
Eu ainda guardava a caixa do "nosso 1º mês". A lembrança triste daquele jantar à luz de velas, flores e balões da minha explosão de amor por ter encontrado a minha versão idealizada de felicidade, que nunca se concretizou. Um castelo de areia que desmoronou com a primeira onda da realidade.
Agora estou aqui, diante das poucas lembranças que me restam, pondo fim a tudo o que não vivemos, um futuro que se esvaiu, como areia entre os dedos.
Eu fui apenas uma frase na tua vida, e ainda assim enchi meus pensamentos com imensas bibliotecas sobre você, sobre nós: as viagens que não fizemos, os roteiros rabiscados em mapas que agora amargam poeira. Idealizei nossas sextas-feiras cozinhando juntos, o aroma do molho de tomate caseiro impregnando a cozinha, as risadas soltas enquanto debatíamos sobre a vida. O gosto do vinho em noites frias, em dias quentes, o vinho de dia qualquer... as conversas na varanda de casa, nossas cadeiras na areia da praia vendo o sol se despedir no horizonte, as discussões acaloradas sobre nossas diferenças, que seriam pequenas desde que estivéssemos juntos. Os domingos preguiçosos, o café da manhã na cama, o cheiro de café fresco invadindo a casa... as visitas na casa da sogra, o bolo quentinho, o sorriso acolhedor... o almoço em família com aquele barulho de felicidade ensurdecedor, os cafés com amigos, as gargalhadas... A felicidade comum, aquela que se encontra nas pequenas coisas, na rotina extraordinária do dia a dia...
Agora tudo se resume a cinzas, literalmente. Difícil fazer morrer o que ainda está vivo, pulsante e palpável... é como arrancar um órgão do corpo sem anestesia.
O que fazer com tantos planos? O que fazer com tantas promessas? O que fazer com a nossa música, que tocava especialmente pra nós sem que precisássemos pedir, que embalava nossos sonhos e agora soa como um réquiem...
Uma vez o poeta perguntou se "se morre de amor"? Eu não conheço ninguém que tenha morrido de amor. Eu queria viver de amor. Ironicamente não morri de amor, mas estou tendo que matá-lo. E isso dói. Dói fisicamente. Aperta o peito, a alma chora, a sensação de morte é terrível. A dor nos mostra o quanto amamos. É a prova de que o amor existiu, mesmo que breve e incompleto.
O nosso "quase" ainda vai me assombrar por um tempo... Como um fantasma que habita os cantos da casa, sussurrando lembranças e reacendendo a chama da saudade.
Eu ainda acordo com coisas pra te contar. Como agora. Hoje eu decidi pôr fim a ideia que eu tinha de você. Queimei tudo o que me lembrava você, e com o coração ainda sangrando de tanto amor, joguei as cinzas no mar... e com os olhos cheios de lágrimas eu te disse adeus...
Mas ainda dói. E eu sei que ainda vai doer por um tempo, até que um dia o som de ouvir o teu nome me faça sentir nada... Apenas uma brisa suave, um murmúrio distante, uma lembrança adormecida.
Lília Raquel Farias Nunes
16/02/2025
