Quase
Sinto,
Intensamente,
Tua presença mais perto,
Meu coração bate mais forte,
Quase posso sentir o seu a aproximar,
Anseio esse reencontro mais que tudo,
Te amo na frequência do absurdo,
Nunca cansei de te esperar.
Vem amor,
Vem deitar no meu peito,
Vamos viver a vida feliz,
De todo jeito,
Sem mais entorpecer,
Fugir ou
Endoidar,
Somente a beleza da natureza,
E o som do nosso amor entoar.
Dia 52
Você foi a pessoa mais doce e sincera que eu conheci,
Em uma doçura quase que angelical,
Mas, no íntimo do meu coração,
Uma explosão de vários prazeres...
E esses olhos azuis...
Ahhh esses olhos azuis são o oceano onde observo da janela da minha alma querendo mergulhar todos os dias...
Os cachinhos dourados dos cabelos que eu quero me aninhar,
A pele tão macia que eu quero carinhar,
O aroma um tempero que não canso de provar.
Quinta-feira 19/06
Inclui me em seus planos quase que perfeito, aperfeiçoando a vontade de estar por perto, siga-me com seus olhos penetrantes, que resignifica todo o meu ser.
TODOS OS DIAS EU VEJO O MAR
Todos os dias eu vejo o mar...
Vez ou outra, sinto os ventos
Quase sempre posso versar
O que há nos pensamentos...
Algumas noites namoro a lua...
E mando beijos às estrelas
Todas as noites a mão sua
Aquiescida pelas centelhas...
Na beira do mar é que resido...
E acordado prolongo o sonho
E para cada verso desmedido
O que em mim há, eu disponho...
(TODOS OS DIAS EU VEJO O MAR - Edilon Moreira, Outubro/2022)
Quase três anos juntos
Quase três anos
e ainda corro atrás de um olhar
que enxergue meus olhos sem brilho,
meu sorriso que se apaga
como vela no vento.
Quebrei meu passo, perdi o chão —
o pé ferido, o emprego roubado,
o dinheiro que se esvaiu
e restou apenas o eco da dependência.
Você ri distante, entre amigos,
e fico aqui — casa, silêncio, dor.
Seus risos atravessam paredes,
mas você não atravessa minha angústia.
Repetem-se meus pensamentos:
será que você não me vê?
Será que meus olhos cheios de lágrima
não fazem sombra em quem me ama?
A tristeza mora no meu peito,
respiro fé na esperança da cura —
ninguém sabe de mim dentro dessa casa,
ninguém ouve o grito preso no vidro.
Mas ainda espero —
que um dia você olhe e realmente me veja,
que perceba meu coração exausto,
que segure minhas mãos, mesmo trêmulas,
que volte a sequenciar meus sorrisos.
Quero reencontrar nos meus olhos
o brilho que guardo escondido,
quero voltar a sorrir, de verdade,
e ter teu olhar como abrigo.
Quase
Ela passou por trás de mim, devagar, como quem não queria nada. Os dedos roçaram meu braço, mas não ficaram.
Esse quase toque queimou mais do que se tivesse me puxado para perto.
Às vezes, o que não acontece é o que mais atiça.
Passei quase toda a vida tentando agradar aos outros
Mas isso nem é vida, é prisão.
Um dia me vi sozinha, sem ninguém pra agradar
Me libertei e finalmente me amei
Vi na solidão o que eu precisava
Me amei e me cuidei.
Amor próprio é realmente magnífico,
muda tudo e te muda toda.
“Tentaram me encaixar em um padrão de
coisas inúteis, quase conseguiram.
Se não fosse os livros de Foucault, teria
sucumbido a arte de ser normal.
Hoje sou perfeita, tenho um montão de
cicatrizes e vivo feliz a minha vida.”
A maioria das grandes transformações resulta de centenas de pequenos passos, quase imperceptíveis, que damos ao longo do caminho.
Ah, as flores do café… tão discretas, quase tímidas, mas com uma beleza que só revela seu verdadeiro encanto a quem sabe esperar. Plantar café é um ato de fé. Você coloca uma semente na terra, sem pressa, e nela deposita sonhos com a certeza de que nada acontece antes do tempo. As flores surgem em branco, como promessas sussurradas pelo vento, perfumando o ar por poucos dias… e depois desaparecem, silenciosas, dando lugar ao fruto que só virá com meses de espera. Colher café é colher histórias. Entre uma flor e um grão maduro há chuva, sol, paciência, silêncio, cuidado. Cada xícara carrega o tempo em forma líquida o tempo de quem cuidou da terra, esperou o florescer, enfrentou a seca, confiou na colheita. É como o amor: não se apressa. Brota, floresce, amadurece. E quando enfim chega, aquece por dentro, como aquele primeiro gole de café numa manhã ainda acordando.
Perder referências, perder o norte, perder o apoio, perder o suporte
é quase uma morte, mesmo para os fortes.
Somos o que o silêncio revela quando caem as máscaras — e representamos, quase sempre, apenas aquilo que aprendemos a performar para não assustar os outros com nossa verdade.
**Sorrisos**
São só curvas, um traço no rosto,
Um breve instante, quase um repouso...
Mas quem diria, nesse contorno singelo,
Tanta luz, tanto calor, tanto conselho?
São só músculos, gesto fugaz,
Mas quando surgem, num claro momento,
São como sóis, rompendo a neblina,
Iluminando o mais fundo do vento.
São pontes leves sobre o abismo,
Quando o silêncio pesa demais.
São lenços suaves para o pranto,
São promessas em dias maus.
Podem ser tímidos, quase sussurros,
Escondidos nas dobras do olhar.
Podem ser largos, cheios de vida,
A fazer o mundo cantar.
Podem ser frágeis, em noites de temporal,
Mas mesmo assim, uma luz a brilhar.
Podem ser fortes, a quebrar muralhas,
A fazer o ódio se esvair.
São linguagem que todos entendem,
Sem precisar de tradução.
São abraços que não usam braços,
São canções sem precisar de voz.
São sementes de esperança plantadas
No solo áspero da realidade.
São flores que nascem nas frestas
Da mais dura adversidade.
Ah, sorrisos... pequenos milagres,
Tesouros que todos podemos dar!
Não custam nada, mas tudo transformam,
Basta deixá-los brotar... e voar.
Quase nada
Na luz de dia eu sonho
No escuro da noite penso
Algum dia te vejo
Troco pelas noites a dentro
Vazio não é o que vejo
Com milhares em silêncio
A minha mente eu estendo
Já foi meu desejo intenso
Trens perdidos no tempo
Ouvi um outro mundo
Aonde ele está?
Ou escrevi sem pensar?
Quase
Em mais uma troca
oca de mim para mim
mesmo entretanto oscilei
e o silêncio revidou
subi um degrau
reverso visível
como que num encanto
sapos no estômago
ratos nas entranhas
pus na medula
Duro como ferro
e inexpresso
cavei um espaço
no mármore
um bálsamo não me alçou
emérito despedido
o sol do dia
finalmente me persuadiu
à tarde, no Jardim Botânico
Poesia Pura,
Floribunda,
haste com espinhos –
vermelha, branca
rosíssima, como flor
Quase ser morto por alguém de quem você gosta causa um tipo especial de dor.
Frase nº 02__:
"A dor pode parar em você. Você não precisa passar adiante aquilo que quase te destruiu."
Data: 15/04/2025
Autor: Purificação
Uma hora leve, quase louca, e eu aqui, pensando em beijar sua boca. Artista, poeta, cantora… se você não me prender, eu fico solta.
Quem exige muito, quase sempre dá pouco. É poço sem fundo, que bebe da água do próximo, para depois entulhar as fontes de quem um dia, matou sua sede
