Quase
Cartas á John...
Vontade que me cerca, que me toma. Quase um vício. Se depender de mim os terapeutas irão á falência. Minha terapia é escrever...só as letras me entendem. Não sei se escrevo bem. Só sei que me faz bem. Eu vivo entre as palavras, mas muito do que escrevo não consigo falar, sou refém de mim mesma, escrava do turbilhão de sentimentos que muitas vezes são tão grandes que se tornam imperceptíveis. Medo de não agradar, mania de tentar manter tudo bem, tudo sob controle. E desse jeito vou calando, vou sentindo, vou escrevendo. Ah,se a coragem de escrever fosse a mesma de falar. Ah, se a reciprocidade fosse a mesma. As palavras me calam, o sentimento me cala, a escrita me mostra que ainda pulsa, que ainda penso, que ainda sinto, mas só quem lê saberá. Escrevo para aliviar a vontade de falar,de fugir, de gritar, de tomar pra mim. Me distraio com minhas rimas, com meu pontos, vírgulas, com minhas exclamações e me torturo com minhas interrogações. Por que? É taõ mais fácil dizer adeus. É tão mais fácil fazer o caminho de volta...ja passamos por ele! Não, nada é fácil! Escrever também não é. Mas escrevendo não se olha nos olhos, não se perde uma lágrima e não se esquece de tudo que precisa falar. Escrever não é fácil. E quem disse que seria fácil?
"E o abraço levou, levou... Quase que tudo... Ficaram apenas os melhores momentos. E o vento levou, soprou... E do seu sopro leve, deixou marcas contundentes. Marcas de inspiração, expiração. Sepultei um sentimento que não quero exumá-lo em um momento próximo – caso contrário, ele renasceria de uma forma indizível, plausível. Tentei viver um sentimento que não possuía evoluções – talvez até caráter. Vivê-lo de novo? Sim, mas jamais da mesma forma, da mesma intensidade! Arriscaria tudo. Tudo. E do abraço, quero apenas o sentimento que rolou no momento – só isso e nada mais. Espero um dia que esse tal de cupido lance e acerte uma flechada de reciprocidade, não de sentimentos e de pessoas, mas de ambos."
“São quase seis meses e o vazio que você deixou não cura. E a falta que você faz não muda. E a saudade de você, permanece. E é incrível perceber como você sumiu do meu campo de visão. E é assustador ver que acabou. E que quando eu dizia, sinto sua falta, não era mentira. E é difícil aceitar que não escutarei mais sua voz, nem suas dedilhadas ao violão. Perceber que meus domingos não são os mesmos sem você. Tão pouco pra tanta saudade. Era verdade.”
Embora possa parecer estranho, quase sempre as pessoas que mais falam em Deus são as que menos acreditam Nele.
Estou a um quase passo de admitir que a vida que levo é um pretexto para ofuscar a vida que não gostaria de ter. Vida como desculpa por existir. E o incrível é que eu não dou o passo. Fico tão imóvel que estar parada é o meu maior movimento. O mais violento. E não consigo sair exatamente daquele lugar onde todas as sensações ocorrem, justamente por estar tão grudada em mim é onde mais dói: na pele.
Nota: O pensamento costuma ser atribuído a Clarice Lispector, mas não há fontes que confirmem sua autoria.
...MaisNão fica fazendo esse joguinho com o meu coração, não. Não me faz chegar ao ponto de quase desistir de você, pra depois ir lá e me conquistar tudo de novo. Não é justo comigo.
A gente tinha quase tudo pra ser feliz. Eu tinha um ideal entre os dedos, um romantismo que até hoje não me deixou, um pouco de esperança que desse certo e a certeza de que queria você.
“Hoje, olhando a lua quase tão bela como você, pedi a ela para ir embora, mesmo sem querer, por mais bela que ela fosse, e por mais que eu a quisesse aqui... Queria que ela se fosse, assim logo passaria mais uma noite antes de te fazer sorrir.”
Eu creio que a senhora sonha talvez demais. Sonhará uns amores de romance, quase impossíveis? Digo-lhe que faz mal, que é melhor, muito melhor contentar-se com a realidade; se ela não é brilhante como os sonhos, tem pelo menos a vantagem de existir.
O furacão
Furações passam o tempo todo. Quase sempre são previsíveis, logo, todas as pessoas já tratam de se proteger quando eles se aproximam. Mas naquela noite foi diferente. Apesar de toda segurança interior e certeza de que poderia ser só mais um, foi tudo diferente. Ele veio, passou e bagunçou demais. Eu não estava preparado. Ela tinha cabelos castanhos, macios e cheirosos. A pele dela era lisa e firme. Seu sorriso, ousado e sedutor. Seu olhar encantador e misterioso. Sem querer me deixei levar e ele balançou demais, me deixou desnorteado. Encostou em um músculo que a muito tempo só servia para bombear meu sangue. E me fez lembrar como era sentir uma paixão. E como todos os furações, ele se foi. E eu fiquei aqui olhando ele ir embora, e ao contrário de todas as outras pessoas que sofreram com fenômeno parecido, no fundo fiquei desejando que retornasse, para que eu pudesse mais uma vez me lançar no seu interior e deixar que balançasse mais um vez minha estrutura por inteiro.
ja tentou correr contra o vento? dificil nem?
ja tentou nadar contra a corrente ? poxa quase impossivel...!
ja tentou andar apressado na direção oposta a uma multidão? pois é angustiante e parece que jamais sairemos de la..!
ja tentou ir contra a opinião de um monte de gente? pior, mas experiente que vc?
nossa dificil não? "chega a ser impossivel" diriam alguns..!
ERRADO
dificil é, mas não impossivel..! pois digo-te que muitos serão os que se levantarão contra, e sera como correr contra o vento , nadar contra a corrente , fugir da multidão e verdadeiramente ir contra a opinião de muita gente mas "o mundo pertence a quem se atreve e viver é muito pra ser insignificante"...!!
É como se você soubesse que aquela pessoa tinha algo mais e você não consegue parar de olhar, quase que não sentindo mais nada ao seu redor, somente observando ela. E que dali se você não a ver mais, a imagem do olhar e sua face encantada sorrindo, vai perseguir seus pensamentos, não vai sair da sua cabeça, impedindo até você de olhar da mesma forma para outra pessoa. Isso é um Amor À Primeira Vista.
A sua voz era como um som estridente querendo me salvar. Com um barulho quase ensurdecedor ela queria salvar-me não do mundo enem das decepções, mas de minhas escolhas. Pois por meio delas decidi me afastar. Não atentei, pois estava sempre ocupado ou tinha outras prioridades, que so agora vejo, que não eram tão prioritárias ou urgentes assim.cansada de gritar por mim a voz se calou. E eu estou aqui até não sei quando. Sinto falta daquele berro melodioso gritando pelo meu nome e agora entendo; que não eram criticas que me fazia, era uma simples forma de dizer: eu acredito em você! Não quero que você se perca por tão pouco. A voz era uma motivação e só que não entendi. Olhei tanto pra mim que esqueci de olhar tudo de bom que tinha ao meu lado.
Um dia vi o portador da voz abraçar uma outra pessoa senti um vazio sem par.
Numa ocasião a voz me perguntou: por que você odeia esta pessoa que nunca te fez mal? Respondi não a odeio e sim a mim mesmo, por deixar que ela usufrua de um bem querer que era meu, e que por pura vaidade desprezei.
Quase sempre o amor obsessivo é viciante e por isso precisa ser tratado como qualquer outro vicio – com a firme determinação de obter a cura.
