Quarto Escuro
Ao Amanhecer
Ah, novamente ao meu quarto escuro,
Mais uma noite em que me culpo
Por não ter um bom coração.
Ah, que sofro eu...
Já se esqueceu
Que meu amor morreu?
Vem aqui em casa,
Abre suas asas,
Pra me acolher.
Ensina-me a compor poesias,
E guia-me nas vias da desilusão.
Vai... seguindo, vem,
Vai mais além que meu coração.
Pode seguir a rua direto,
Mas, não — não vá reto,
Pra não me encontrar.
Podes, menina, cantar para mim
As vanguardas do meu jardim,
Que eu fiz — diz — pra você...
Ao amanhecer.
“O bucho da fome do ego, é o quarto escuro em que me nego, a fome que profana a humanidade tem me profanado na verdade para sempre ser maior que minhas vontades”
o homem forte, com os olhos cheios de lágrimas, sozinho em um quarto escuro, dizia para si repetidamente "QUE SAUDADES".
Quarto Escuro
"Assuntos complexos que fazem parte de alguns lares, mas ninguém quer falar deles, mas estão ali em todos os momentos só arruinando a estrutura, como uma infiltração na base de uma construção, até que um dia tudo fica oco e a casa cai."
Meu pensamento
supõe
teu silêncio
o teu itinerário
o teu fogo cruzado
o teu quarto escuro
o teu ponto fraco
O Lúgubre Aposento
Daquele quarto escuro, uma alma tão fria quanto os extremos. Do dia, sua noite. Da noite, sua fantasia. Taças vazias, jogadas de canto, pelas escolhas não encaminhadas.
Do verbo, a dor manifestada deste lúgubre aposento. Reação, de forma exarcebada, nunca encontrada em parâmetros ideais, tão tolos quanto àqueles que se dizem iguais.
Miragens e paranóias de certezas incorretas, dadas através de uma intuição desesperada pela falta do próprio amor. Atração divina, essa medida de se despir, abaixando a cabeça e deduzindo suas ideologias como universais, para uma realidade de tão falsa completude, que não se tem certeza do que mais se faz.
A cromática situação dos pensamentos atrofiados naquele medo surreal da solidão, do homem que se faz e seja julgado, por quem fora, o fere como se fosse o culpado.
Destes lúgubres aposentos onde se encontram, há daqueles os sonhos jamais esquecidos, infaustos, de modo algum compreendidos.
No luar da noite, lá está eu, sufocando em meio própria suor, em um quarto escuro e sem vida, refletindo sobre a boemia da vida e seus percursos, me encontro refletindo no sentido da vida. Caindo a cada segundo em meus mais profundos e perturbados pensamentos, lutando para sair desse quarto escuro no sonho de encontrar uma luz que me guie de volta aos brilhos das estrelas.
Ao entrar no meu quarto escuro, pensamentos afloram.
Ao mergulhar neles,
a realidade desvanece.
Em busca do concreto,
dúvidas me envolvem,
E ao confrontá-las,
me vejo novamente,
solitário em meu quarto vazio.
Bruxa da madrugada, me leve da sala.
Me prenderam em um quarto escuro, só vejo minha alma.
O carcereiro me invade as vezes.
Sou uma alma condenada?
Procuro na imaginação apenas a última revoada.
A inteligência é uma cama confortável num quarto escuro, a cultura é um livro esquecido neste mesmo quarto e a sabedoria é uma jovem senhora que acende o interruptor, se esparrama na cama e lê o livro
“metafísica”: “É um cego, com olhos vendados, num quarto escuro, procurando um gato
preto... que não está lá.”
Grandes percepções não estão na malícia de um quarto escuro, mas na óbvia claridade de um quarto com a lâmpada acesa
Aqui nesse quarto escuro, sigo sem rumo.
Querendo apenas não existir
Ah! Que saudades eu sinto de sorrir
Eu estou em um quarto escuro, e por uma única fresta entra o vento, e junto dele vem o barulho do mundo. E isso me faz lembrar que depois que você se foi o mundo não parou e ele não me deixa parar também. E esse é o único momento que consigo ter para tentar te encontrar na minha mente bagunçada. Quando olho para a imensa escuridão, é um lugar confortante que me encontro.
Sozinho
E mais uma vez sozinho e deprimido no canto do quarto escuro a foco-me em minhas lágrimas e só de pensar que eu de ficar sozinho novamente o peito me aperta e minha mente grita.
Deixas-te me sozinho outra vez, e tua promessa que fizestes a mim? Teve alguma validação? É pelo jeito não, prometeste-me que não irias embora como os outros, mas você foste como areia em uma ventania.
A outro alguém não confiarei nao pois esse mundo só quer fazer cacos de meu coração.
Sozinho
E mais uma vez sozinho e deprimido no canto do quarto escuro afogo-me em minhas lágrimas e só de pensar que eu irei de ficar sozinho novamente o peito me aperta e minha alma estremece.
Deixas-te me sozinho outra vez, e tua promessa que fizestes a mim? Foi verdadeira alguma vez? É pelo jeito não, prometeste-me que não irias embora como os outros, mas você foste como areia em uma ventania que some e desaparece.
A outro alguém não confiarei não pois esse mundo só quer fazer de cacos o meu coração, você não foi o primeiro mas sim o último, erro meu foi confiar minha alma e coração a quem não sabe amar, e reciprocidade fora falsa e os momentos esquecidos, tu fostes o ponto final para assim me mostrar que nasci para ser sozinho afinal...
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