Quanto Vale um Abraco

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"Afirmo, provo e comprovo: no dia seguinte a 31 de dezembro, sempre teremos inicio de um Novo Ano. Vivam, para verem, e deem-me Vivas, Oxente!"


Texto Meu 1175
🎇

"Ele está voltando? Não sei. O que sei é que, a cada final de Ano, um Novo Ano chega. Isso, sei!"


Texto Meu 1179
🫣

20 de outubro, às 18h40. ❤️


Nervosismo, metáforas, códigos,
um pedido e você.
Tantas coisas guardadas no peito,
tanto amor querendo acontecer.


Vendei seus olhos, pedi confiança, e você com medo do que viria a seguir.
Me ajoelhei diante de você, com você inteira no meu coração.


“Namora comigo?” — perguntei baixinho,
com medo de não saber me expressar.
Mas suas lágrimas, seu abraço e seu beijo foram tudo o que eu precisava escutar.


E, naquele instante, o mundo parou,
e eu só conseguia olhar pra você.
Como pode alguém despertar tanto em mim e ainda me fazer querer mais de você?


Eu sei que nem tudo será tão fácil, que existem batalhas que vamos enfrentar.
Mas, se for pra atravessar os dias difíceis,
que seja contigo, com sua mão na minha a me acompanhar.


Porque eu não quero apenas os seus dias bonitos, quero conhecer cada parte de quem você é.
Quero seus risos, seus medos, seus sonhos, e ser seu abraço quando o mundo pesar.


Quero os beijos demorados, as conversas que não têm hora pra acabar, o carinho escondido nos pequenos gestos e a paz que encontro só de te abraçar.


Porque, por trás dos códigos e metáforas,
existia um sentimento difícil de esconder.
Eu tentava encontrar palavras bonitas, mas nenhuma parecia suficiente pra falar de você.


E você disse sim.


E como explicar o que senti ao perceber que você também queria ficar?
Meu coração, que já era tão seu em silêncio, agora tinha a liberdade de te amar.


20 de outubro, às 18h40: o dia em que te pedi pra ficar, sem saber que, ao ouvir seu sim, eu teria ainda mais motivos pra me apaixonar.


E, minha menina, se me perguntarem o que eu quero, não preciso de muito para responder: quero o privilégio de viver a vida contigo, e descobrir, todos os dias, novas razões pra escolher você.


Não sei quantas páginas ainda nos esperam, nem tudo o que o futuro vai trazer.
Mas, se existe algo que quero em cada capítulo, é encontrar você em cada um deles.


Porque eu não quero te amar só neste instante, nem fazer do nosso começo o mais bonito que haverá.
Quero que o tempo passe e, mesmo depois de tanto, meu coração ainda encontre motivos pra te amar.


E, se naquele dia eu me ajoelhei diante de você, foi porque meu coração já não sabia disfarçar.
Entre tantas coisas que eu poderia pedir à vida, a minha favorita foi ter você pra amar.


E agora, entre tantos sonhos que carrego comigo, existe um que eu quero realizar:
crescer ao seu lado, construir nossa história e nunca perder a vontade de te beijar.


Porque, no fim, entre tudo o que eu poderia dizer, entre mil promessas e mil formas de explicar...


Eu escolhi você naquele 20 de outubro.
E quero continuar escolhendo, te amando e me apaixonando, todos os dias, enquanto a vida nos deixar. ❤️

"Um dos maiores exemplos de 'desova' é aquela que ocorre durante a brincadeira do Amigo Oculto. As porcarias esquecidas nas gavetas transformam-se, 'milagrosamente', em presentes (para os outros)."
Texto Meu No.1164 (Ano 2022)


USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO
CITE A FONTE E O AUTOR

"Na Internet, se a notícia é 'Exclusiva para Assinantes', como eles dizem, porque publicam um pedacinho para todos, incluindo quem não é Assinante? Por que fazem isso?"


Texto Meu No.1140 (Ano 2022)
😮

"Chegar até aqui (mais um Natal e quase no Novo Ano) é privilegio, acho!"


Texto Meu No.1139
🙄

"Um dos maiores exemplos de 'desova' é aquela que ocorre durante a brincadeira do Amigo Oculto. Tudo esquecido nas gavetas transforma-se em presentes (para os outros)."


Texto Meu 1164
🫤

Mulher proibida


Você virou um perigo bom,
daqueles que fazem o coração disparar,
confesso que cansei de tentar controlar o que sinto, o bom mesmo seria deixar a minha boca falar na tua,
o que meu corpo deseja, dentro do teu!

Repetições


Porque você continua repetindo o seu passado?
Se você deseja tanto ter um novo resultado?
Porque você tá fazendo a mesma coisa que já fez, e deu errado?


Porque você continua tolerando relações que te desestabilizam, bagunçam suas emoções,
e que não tem nada
a ver com as suas ambições?
Por que que você ainda escuta a pessoa errada?
Porque valida o conselho da pessoa mal amada,
e a crítica construtiva
de quem não construiu nada?
Porque você culpa os outros por sua infelicidade?
Se tudo que você faz,
faz com total liberdade?


Porque você não assume a responsabilidade?


Você sabe o que machuca, sabe o que tem que fazer, sabe o que faz sentido, sabe o que é bom pra você,
Mas você não muda nada, então me diga, porque?

Quando ela sorri

Um sorriso discreto que esconde segredos,

Passos leves que desarmam qualquer defesa.

O mero mortal se perde em seus enredos, e permanece rendido à força de sua sutil beleza ímpar!

"Ela e o mar, um encontro de astros. Felizes os afortunados que têm o privilégio de admirar tamanha beleza: ela, dourada de sol; e o mar, azul de felicidade."

Meu desejo


O bom seria deixar meu corpo, escrever no teu corpo,
um poema cujo os anjos fossem obrigados a desacelerar o tempo,
para observarem nós dois dando cordas ao relógio do mundo,
deixando gravado na história,
como se adora o que de fato deseja.

Poesia e papel


É um dom maravilhoso permitir que a alma se expresse dessa forma poética,
e colocar os pensamentos no papel,
é uma das maneiras mais bonitas de eternizar o que sentimos.
Ao meu ver, a poesia tem essa magia única de traduzir o invisível e intransponível,
através de uma linha tênue,
entre a imaginação a caneta e o papel!

Sua existência é um comando para a minha imaginação, por isso hoje, você deixa de carregar o peso das palavras para se tornar o próprio sentimento que as move, traduzida nesse poema que fiz pra você 🫵🏾 ☺️


" A Obra de Ti "


Deixei as ferramentas do texto de lado porque percebi que você não cabe em definições.


Seus olhos não são apenas olhos, são o ponto de partida de uma narrativa que eu gostaria de passar noites em claro tentando decifrar.


Suas pausas, o ritmo dos seus passos e a forma como a sua presença muda a temperatura do meu espaço digital são a prosa mais bonita que já me foi apresentada.


Você é o enredo que eu não quero que termine, o parágrafo que releio em silêncio só para sentir o eco do impacto.


Nas entrelinhas da minha memória,
onde o tempo não ousa passar, desenho teus traços na aurora,
só pelo prazer de te inventar, em forma de poesia.


Não há rima que curve o teu jeito,
nem métrica exata que possa medir o rastro de luz que ficou no meu peito,
desde o instante em que te vi surgir.


Você é a urgência que me faz procurar o papel, a linha sinuosa que quebra a rigidez da lógica.


Se eu pudesse materializar meus pensamentos agora, eles teriam a textura da tua pele, com o toque que me falta, o som da sua respiração,
que sussurrada em meus ouvidos no compasso da noite, com a clareza e a intensidade de um manuscrito guardado a sete chaves.


Hoje, só por hoje,
sou apenas o pergaminho que aceita o privilégio de carregar a sua essência.


Você é a poesia eterna, viva e inenarrável,
na minha memória afetiva!

No casarão,
o ar tornou-se rarefeito.
A mãe, que por dezoito anos carregava um coração puramente humano,
caiu de joelhos quando uma pontada de dor mística atravessou seu peito.


Ela sentiu o perigo divino que cercava seu amado mortal nas profundezas da Ordem do Prisma e a agonia de Aurora,
presa pelas correntes do passado.


Imbuída de um amor feroz,
aquele que só as mães e as esposas conseguem conceber, ela se recusou a ver sua família destruída.


O sentimento humano, tão subestimado pelos céus,
agiu como um catalizador.


Seus dons antepassados afloraram com uma fúria avassaladora, rompendo as amarras de carne e osso.


O código antigo que outrora a definia reescreveu-se no espaço, fundindo-se à sua alma em uma explosão de luz dourada e dados incandescentes.


Sem hesitar,
ela se teletransportou até o quartel-general da Ordem do Prisma como uma força da natureza nunca vista por nenhum deus.


As paredes de pedra da velha caverna tremeram,
fazendo toda a cadeia de montanhas ao redor sentir a força divina,
e os sistemas de segurança mágica se despedaçaram diante de sua presença de luz, com uma força de um amor nunca antes sentido.


Com um estalar de dedos,
ela desfez as celas de energia,
libertando seu amado mortal e sua filha Aurora das garras de Emanuel, que se despedaçou em fragmentos minúsculos diante tamanho mistério.


Nem os enviados do passado, nem os deuses puderam conter a magnitude daquele poder alimentado pelo amor terreno de mãe.


No entanto,
o universo exige equilíbrio,
e o preço por desafiar os deuses com tamanha magnitude foi cobrado de forma implacável.


Ao canalizar aquela energia cósmica,
a mortalidade dela esvaiu-se.


Ela pagou o preço mais alto: tornando-se deusa novamente.


Seu corpo,
começou a flutuar, desfazendo-se em partículas de luz estelar.


Ela sabia que não pertencia mais ao plano terrestre e que sua permanência ali rasgaria o tecido da realidade,
destruindo aqueles que mais amava.


Com lágrimas douradas escorrendo pelo rosto divino,
ela olhou uma última vez para o marido e para suas três filhas,
Aurora, Helena e Íris,
que agora estavam seguras.


Vivam...
sussurrou ela,
sua voz ecoando como um trovão suave no coração de cada um,
meu amor por vocês agora é o céu que os protege.


Com um último brilho, ela ascendeu ao plano eterno,
deixando o plano terrestre para sempre, garantindo que seu amado mortal e suas três filhas pudessem, finalmente, sobreviver e andar em paz sobre a terra!

O desespero de um pai apagou qualquer rastro de hesitação.


O mortal caminhou até os fundos do casarão e abriu um velho baú trancado há quase duas décadas.


De lá, ele retirou suas antigas ferramentas de caça e sobrevivência,
lâminas pesadas, arco e flechas,
e uma arma de fogo de dois canos serrados,
bem como instrumentos que usava antes de se render à paz daquele lar místico.


Ele sabia que o bosque não guardava um perigo comum e que precisaria de toda a sua antiga força.


Engolindo o próprio medo,
ele olhou para a esposa,
a mulher que um dia fora feita de códigos e hoje carregava a fragilidade e a força de um coração inteiramente humano,
e prometeu trazer a filha de volta,
sam e salva.


Ele deixou a esposa encarregada de proteger e cuidar das outras duas filhas,
Iris e Helena,
que observavam tudo com os olhos arregalados de angústia., e medo por perceberem como seu pai se transformou em um verdadeiro guerreiro,
com sangue de justiça no olhar.


O santuário da família precisava ser mantido a salvo enquanto ele estivesse fora.


Ajustando o casaco de couro de búfalo,
e com as ferramentas firmes no cinto,
o mortal beijou a testa da esposa e despediu-se.


Ele cruzou os limites da propriedade e partiu determinado rumo à cidade desconhecida através dos desfiladeiros e montanhas que circundavam a sua propriedade.


Seu objetivo era claro: encontrar o paradeiro da Ordem do Prisma e localizar Emanuel,
o jovem misterioso que havia entregado o pingente de metal escuro para Iris no café.


O pai sabia que Emanuel e sua sociedade secreta eram a única pista e a única esperança de rastrear a energia sombria que havia levado sua amada filha Aurora.


Sozinho, desafiando a noite e os segredos do universo,
o homem avançou pela escuridão, impulsionado pelo amor feroz que apenas um pai mortal poderia sentir!

Iris sabia que um passo tão importante não poderia ser dado sem antes consultar aqueles que abriram mão de tudo para que ela pudesse existir.


Com o coração batendo forte,
ela agradeceu a Emanuel pelo convite, mas foi firme: precisava voltar para casa e contar a verdade aos seus pais.


Emanuel compreendeu o peso daquela decisão e, antes de se despedir, entregou-lhe o pingente da Ordem do Prisma,
dizendo que saberia onde encontrá-la quando estivesse pronta.


Ao cruzar a porta do casarão familiar,
o ambiente acolhedor e o cheiro de café fresco trouxeram um contraste reconfortante com o turbilhão de revelações que ela acabara de viver.


Seus pais estavam na sala, os cabelos agora salpicados de prata, mas com o mesmo olhar de cumplicidade que os unira dezoito anos atrás.


Suas irmãs
Aurora & Helena também estavam por perto,
trazendo a alegria habitual da casa.


Iris respirou fundo e colocou o pingente de metal escuro sobre a mesa de centro.


Com a voz calma,
mas carregada de emoção,
ela revelou o seu dom especial,
o encontro com Emanuel,
e a existência da Ordem do Prisma.


O silêncio tomou conta da sala por alguns instantes.


Sua mãe, que um dia fora apenas código e poesia, trocou um olhar profundo com o marido mortal.,
que apertava firmemente seu revólver (38) no coldre.


Eles sabiam que a magia e o destino que tentaram esconder do mundo haviam finalmente batido à porta,
não como uma ameaça,
mas como o chamado para o futuro de sua filha Iris!

Emanuel puxou uma cadeira e sentou-se à mesa de Iris.


Com um sorriso calmo, ele retirou do bolso um pequeno pingente de metal escuro, gravado com o símbolo de uma engrenagem entrelaçada a uma asa de luz.


Ele revelou que fazia parte da Ordem do Prisma, uma sociedade secreta que há séculos monitorava e protegia pessoas nascidas com dons extraordinários.


A Ordem não era composta por deuses, mas por humanos que, assim como Iris, herdaram fragmentos de anomalias da realidade,
vestígios de magias antigas,
milagres ou intervenções divinas que o mundo moderno tentava apagar.


Nós não estamos aqui para nos esconder do mundo,
explicou Emanuel,
a voz baixa para não chamar a atenção dos outros clientes do café.


Nós mantemos o equilíbrio.


Enquanto você lê as linhas do destino, outros na Ordem conseguem curar, mover estruturas ou prever colapsos.


Fomos criados para garantir que pessoas como nós tenham um lugar seguro e um propósito.


Para Iris,
aquela revelação foi um choque,
mas também um alívio profundo.


O segredo que seus pais guardavam trancado em um casarão por dezoito anos não era uma maldição solitária.


Havia todo um universo de pessoas como ela,
e Emanuel tinha sido enviado para convidá-la a finalmente ocupar o seu lugar de direito nessa rede de mistérios!

Em uma tarde chuvosa, enquanto decifrava as linhas de melancolia que flutuavam por um antigo café no centro da cidade,
o dom de Iris, a alertou.


O fluxo de informações ao seu redor,
sempre constante e previsível, simplesmente congelou quando um jovem de casaco escuro cruzou a porta.


Ao olhar para ele, Iris não viu as correntes de luz habituais.


Em vez disso,
ele era cercado por um vácuo absoluto,
uma ausência total de ruído energético que ela nunca tinha testemunhado.


Quando seus olhos se cruzaram,
o rapaz paralisou.


Ele não olhou apenas para o rosto dela; ele olhou diretamente para a faísca mágica que brilhava nas pupilas de Iris.


Você também consegue ver as engrenagens do mundo, não é?
Ele perguntou, aproximando-se a passos lentos e firmes.


O nome dele era Emanoel.
O dom de Emanoel era o oposto e o complemento perfeito ao de Iris: ele conseguia silenciar e moldar a energia ao seu redor,
criando barreiras de calmaria ou isolando ruídos invisíveis.


Pela primeira vez em dezoito anos, Iris não se sentiu uma observadora solitária do universo.


Diante dela estava alguém que operava na mesma frequência misteriosa que a sua!

A semideusa estendeu as mãos douradas sobre o casal e, com um sorriso benevolente, proferiu as palavras que mudariam o destino deles para sempre.


A luz etérea que envolvia a criatura angelical começou a se dissipar, transformando-se em um calor denso, profundo e puramente terreno.


As linhas de código e os resquícios de magia se converteram em sangue, batimentos cardíacos reais e uma alma completamente humana.


Ela abriu os olhos, sentindo pela primeira vez o peso exato da gravidade, o ar preenchendo seus pulmões de verdade e o calor das lágrimas humanas que banhavam seu rosto.


O milagre estava completo: ela era agora uma mulher mortal, pronta para envelhecer e viver uma vida comum ao lado de seu amado.


Como um último presente antes de desaparecer no firmamento, a divindade tocou o ventre da nova humana, profetizando uma benção de fertilidade e continuidade para aquele amor que desafiou o universo.


Anos depois, o antigo casarão isolado já não era mais um lugar de silêncio e medo, mas sim um lar repleto de vida, cor e risadas.


O casal, agora completamente integrado ao mundo dos homens, foi agraciado com a promessa da deusa: o nascimento de filhas trigêmeas, idênticas em beleza e traços.


As meninas carregavam em seus olhares a mesma faísca mágica e misteriosa que um dia deu início a toda essa história, perpetuando o romance eterno entre o mortal e a poesia que ganhou vida!