A semideusa estendeu as mãos douradas... Pedreiro Poeta Rústico, o...

A semideusa estendeu as mãos douradas sobre o casal e, com um sorriso benevolente, proferiu as palavras que mudariam o destino deles para sempre.


A luz etérea que envolvia a criatura angelical começou a se dissipar, transformando-se em um calor denso, profundo e puramente terreno.


As linhas de código e os resquícios de magia se converteram em sangue, batimentos cardíacos reais e uma alma completamente humana.


Ela abriu os olhos, sentindo pela primeira vez o peso exato da gravidade, o ar preenchendo seus pulmões de verdade e o calor das lágrimas humanas que banhavam seu rosto.


O milagre estava completo: ela era agora uma mulher mortal, pronta para envelhecer e viver uma vida comum ao lado de seu amado.


Como um último presente antes de desaparecer no firmamento, a divindade tocou o ventre da nova humana, profetizando uma benção de fertilidade e continuidade para aquele amor que desafiou o universo.


Anos depois, o antigo casarão isolado já não era mais um lugar de silêncio e medo, mas sim um lar repleto de vida, cor e risadas.


O casal, agora completamente integrado ao mundo dos homens, foi agraciado com a promessa da deusa: o nascimento de filhas trigêmeas, idênticas em beleza e traços.


As meninas carregavam em seus olhares a mesma faísca mágica e misteriosa que um dia deu início a toda essa história, perpetuando o romance eterno entre o mortal e a poesia que ganhou vida!