Quanto mais me Conheco Fernando Pessoa
Não importa o quanto um casal esteja feliz, algumas mulheres simplesmente vão querer estragar tudo com aquela obsessão de querer discutir a relação o tempo todo. Para essas a paz nem sempre é bem vinda, porque o que faz bem ao seu ego é desperdiçar o precioso tempo da vida batendo de frente com quem elas mais dizem amar. Dá pra entender?
Em qual parte de mim?
Quanto de mim
eu desencontrei?
Quanto de mim
eu não reconheço?
Qual metade de mim
eu perdi?
Quais olhos me encaram
no espelho?
Qual olheira come meu sono
e me come por dentro?
Qual sossego eu busquei
Para acomodar meus pensamentos
e esquecer meu âmago?
Qual rede me prendeu?
Qual isca me fisgou?
Que qualquer ideia
não passa de um lampejo de juventude
Visto a carapuça da retidão
para apagar meus anseios
A experiência é uma forma sútil
de esconder os próprios erros
Não sei em que parte de mim,
mas envelheci.
(...) Só eles sabem o quanto suja
As pegadas sicronizadas,
Nossos corpos de plástico,
E varrem nossa alma de papel
O amor é assim...
Se soubesses o quanto
Gosto de ti, ias-te surpreender
Eu gosto de gostar de ti
E sei que por isso eu vou sofrer
Adoro pensar em ti,
Pões cor ao meu dia
Por mais cinzento que esteja
Fica cheio de alegria
Por mais defeitos que tenhas,
Eu vou sempre te amar
Mesmo que tente dizer o quanto
Não há palavras para o explicar
Para mim, és bem mais perfeito
Que a própria perfeição
Eu amo-te muito
Com todo o meu coração
Só te quero ver feliz
Mesmo que o sejas sem mim
Porque por mais que eu sofra
O amor é assim...
Sou um ser pensante, sou um ser errante, sou tão hesitante quanto meu semblante, sou quem vês e pensa sou a paciência, sou benevolência, sou a existência.
Fotos só servem para me deprimir, e olhar o passado e ver o quanto eu era feliz e não dei valor. E mesmo assim quem disse que eu consigo rasgá-las ou queimá-las. É foda. Muito foda.
A cada e-mail pobre de palavras, mas cheio de significados, vejo o quanto sou refém do mestre que talvez nem saiba que eu exista.
Ou ainda que me vê como poucas palavras...
Má sorte
Nego a sorte, de não ter o que não tive;
Quanta revolta, do quanto que não vivi;
Sempre de mim, bendita dor se escondeu;
Arrasto o porte, plo chão onde não estive;
Findo da vida, porquanto não existi;
Achar tentando, o que nunca se perdeu.
— Também não me ofendeu — disse Philip. — Você e Schopenhauer têm algo em comum quanto à religião. Ele achava que os líderes religiosos exploram a eterna necessidade que o homem tem do sobrenatural e tratam as pessoas como crianças deixando-as numa eterna ilusão, e não contam que escondem a verdade em alegorias.
Nada ao meu ver consegue ser tão seguro e confortável quanto o escuro.
É como se nele nada me afetasse.
Meu dia chega ao fim, meu tempo para.
Tudo se acalma. As vozes se calam.
