Quanto mais me Conheco Fernando Pessoa
Não há cor mais cintilante do que o amor traduzido em seus gestos!
O seu olhar é o som que tranquiliza a alma e orquestra o meu sorriso num eterno suspiro de felicidade.
Persistindo em descobrir um pouco sobre a vida... sei que você é o seu retrato pincelado pelas mãos Divinas.
Não tento remendar o meu coração para não feri-lo mais do que já está.
Deixarei o tempo cicatrizar os ferimentos de agora e, quem sabe, um dia, poderei sorrir com a mesma graça de antes.
Quero apenas que não fira mais a minha alma e, tampouco, furte as minhas penas que me permitem voar para distante de ti.
Somos muito mais do que a simples percepção do que imaginamos ser!
Mas!... precisamos ficar atentos ao que estamos percebendo!
Muitos se desencontram no encontro da falácia.
Tentam os esconderijos mais indiscretos e ilegítimos do falso poder.
Mendigam o tempo todo, embora ostentem o cajado da representação.
Pobres desalmados destilando o que há de mais reprovável na espécie...
hipocrisia substancial.
O embornal do passado é réplica da pena de ouro, mas onde ficou a sua alma indigente doutor?
Este é o ano dos soberbos e mendigos analfabetos formados fazerem batuques nos ombros alheios.
Não pode existir sentimentos medidos e, tampouco, felicidade mais ou menos.
Existem metades, apenas, no sentido figurativo, pois ao ser dividido o todo!... mesmo as metades serão inteiras.
Não existem indivíduos repartidos.
O que existe e, muito comum, são criaturas desprezíveis.
Estas não merecem nem a nossa indiferença.
"Com um desejo tão intenso e profundo,
Quero contigo viver o amor mais fecundo,
Porque és a paz do meu mundo,
E contigo, meu coração se faz oriundo"
#ELE...
Acordou...
Mais um dia qualquer...
Em sua senda...
De viver...
Banhou-se com a luz do dia...
Disfarçou sua tristeza em alegria...
Foi caminhar...
Queria pensar...
Aqui, ali...
Lá, acolá...
Um bom dia...
Bom lhe ver...
Estou bem...
Como vai você...
Nas pedras suas sandálias faziam barulho...
Em seu peito...
Um silêncio mudo...
Perto das águas sentou...
Com uma flor entre os dedos...
Brincou...
Quem assim o visse...
Podia supor...
Diria o quanto era feliz...
Aquele sujeito...
Sem nenhum pudor...
Ele em sua solitude...
De certa forma era feliz...
Não somos as escolhas...
Que fazemos?
Não é isso que se diz?
A felicidade é apenas um momento...
Encontrado no tempo...
Às vezes chorar é bom...
Lava nosso coração...
Nem sempre ostentar sorriso...
Mostra a realidade...
Soa como falsidade...
Para ele os dias passam rápido...
Mesmo diante da rotina...
Massacrante...
Ele bem sente...
A grande maravilha...
No insistir...
Da vida...
Quando uma pequena semente...
Luta por viver...
Quando uma flor abre...
Quando um pássaro voa...
Quando o sono vem...
Quando sonha...
Sua filosofia...
Seu modo de viver...
É bem simples...
Isso posso dizer...
Tudo o que está em cima...
É igual ao que está embaixo...
Sempre perseverando...
Enquanto os anos vão passando...
Há tantos mistérios...
Esconderijos na alma...
Algumas verdades incertas...
Enquanto outras nos liberta...
Suas verdades nem sempre são certas...
Mas fala o que pensa...
Porém nem todo mundo aceita...
Assim, segue em rumo ao indefinido...
Procurando nas estrelas...
O que mais de puro...
Guarda consigo...
Inocência ainda...
De um menino...
Sandro Paschoal Nogueira
ONÇA
Forjo no sol o meu sangue...
Tal qual onça bravia...
Que ao acordar em mais um dia...
Fazendo-se de morta...
Aguarda o coveiro...
Em uma cova...
Em meu castelo...
Desse chão...
Ando pelas pedras encantadas...
Meu caminho...
Um sonho perigoso...
Que trilho sozinho...
Minha jornada...
Em noites perigosas...
Quando a lua se faz vermelha...
Nessa magia ardente...
Consumo o que vejo pela frente...
Presinto o que há por vir...
Será que mais alguém vê e escuta?
Será que somente eu...
Na vida, essa peça...
É o meu papel?
Ventania me agita...
E em meus olhos...
Um duvidoso brilho reluz...
Dias e noites me envolvem...
Continuando minha ronda...
Vendo um mundo oco...
Pensamentos de quase um louco...
Sem lei, sem rei, sem repouso...
Me acho...
Andam vultos pelas estradas...
E pelas calçadas com vultos...
Eu ando...
A teia do destino...
Não há quem corte ou desate...
Viver ou morrer...
No meio...
Um impasse...
Se um anjo tocar a corneta...
Me chamando ao encontro divino...
Levarei comigo..
Todas as glórias que hoje sinto...
Enquanto em mim o fogo clamar...
Sempre terei abertas minhas asas...
Jamais deixarei...
De como menino sonhar...
Jamais deixarei...
De como livre poder voar...
Meu chão, minha cor do amanhã...
Meus desejos, dores e coragem...
Pelejando diariamente...
Para minha vida ...
Não ser só uma miragem...
Dizem que tudo passa...
E o tempo cruel esfarela...
Enquanto Deus assim querer...
Minha luz ...
Não será quimera...
Hei de pulsar o amor...
Até mesmo na escuridão...
Amar para mim não é um devaneio...
Não é ilusão...
Não me veja como um falso profeta...
A sondar o inimaginável...
Sou como qualquer pessoa...
Vivendo meu fado...
Busco a estrela que me chama...
A luz que acende o sol...
O vôo do beija-flor...
Na vida...
Um pouco de amor...
Por tudo isso...
Meu espírito nunca há de envelhecer...
Sou contra a morte...
Nunca hei de morrer...
Sandro Paschoal Nogueira
#NÃO #RESPONDO #MAIS
Não respondo corpo sem alma, morto...
Não respondo alma sem corpo, fantasma...
Não respondo por mim mesmo...
Quando no seu abraço, eu me perco...
Quiçá pudesse eu agora...
Junto a ti estar...
Vem depressa ao meu encontro...
Quero me perder...
Me encontrar...
E quando estiveres perto...
Então eu lhe olharei com seus olhos...
E você me olharás com os meus...
Na arte da vida, um encontro...
Me encontro nessa entrega de gosto...
É dentro do seu mundo que o meu faz sentido...
Em seu abraço encontro tudo que eu presciso...
Não consigo esquecer o seu sorriso...
Vou mandar para você um beijo com o vento...
Não vou responder a sua ausência...
Que sinto nesse momento...
Nesse encontro de desconhecidos...
Um começo de uma aventura...
Um romance proibido...
Há dias dourados...
De encontro com pessoas especiais...
De sorrisos largos...
Olhar brilhante...
Sonhar...
Criar asas.
Para que eu me achegue...
A quem pode me dar um aconchego...
Me tornando mais leve...
Ah vida...
Sempre me surpreendendo...
Não respondo mais agora por mim...
Nesse louco tempo...
#Sandro Paschoal Nogueira
#Lembranças #de #dias #frios
Na noite que se anuncia...
Em hora que não é mais dia...
Frio intenso, garoa em lenta agonia...
O vento sopra...
Faz a árvore balançar...
Folhas velhas, já quase mortas...
Em meu caminho com poças d'água...
Para eu passar...
Pessoas correm abrindo guarda-chuvas...
O céu escuro vai ficando...
Na voz do pássaro...
Que frio!
Caminho...
Observo a calçada molhada...
Um brilho em toda paisagem...
Um passo atrás do outro...
Tudo isso é belo...
Em festa meu coração...
Espírito cheio de vontade...
Sentimentos sempre me aquecem...
Até a vil traição...
Depois de lágrimas quentes...
Sempre surge em mim o perdão...
Eu me preparo e espero a chuva que há de vir...
Já sinto o vento e o frio que a anuncia...
Sinto mais uma vez o sopro da vida...
No dia que já vai...
Meus passos seguem sozinhos...
Deixo a minha alma encontrar...
Com meu destino ninguém mais se importa...
Tudo vai e vem, tudo vem e vai...
Lembranças doces que escorrem...
Dias que não voltam mais...
#QUANDO ?
Saberei que sou amada...
Quando me olhar com mais carinho que desejo...
Quando por mim tiver mais ternura do que paixão...
Quando mostrar que o que há de vir será melhor do que está...
Enquanto segura minha mão...
Saberei que sou amada...
Quando você acender relâmpagos no pensamento...
Não medindo esforços para me ver...
Me cercando de atenção...
Para me ter...
Saberei que sou amada...
Quando sentindo você a loucura...
De me querer toda sua...
Me cercará de cuidados...
No momento preciso...
Pelo simples fato de me ter ao seu lado...
E embora eu nada diga...
Se mostrará apaixonado...
Saberei que sou amada...
Quando eu pedir para me encostar em seu peito...
Para ouvir seu coração...
E dele fazer meu porto seguro...
E você feliz e sem jeito...
Em suspiro mostrará ser feliz...
Me fazendo me sentir...
Como eu sempre quiz...
Saberei que sou amada...
Quando eu perceber no brilho dos olhos seus...
Que neles eu me encontrei e também serão os meus...
Saberei que sou amada...
Quando sorrir por nada...
Quando juntos podermos sonhar...
Que criança sempre quero ser ao seu lado...
Que meu desejo incontentado...
Será realizado...
E só assim então...
Sentirás o meu carinho...
E sentirás o meu cuidado...
Um ciúme sem sentido...
Desejo de carinho...
Passeando com a felicidade...
Sendo feliz de verdade.
Sandro Paschoal Nogueira
#VENENO
Ainda sou o mesmo aqui...
Apenas mais solto para sentir...
Perdido em algum lugar...
Pareço tão absurdo?
Cada palavra que falo
Te parece veneno?
Passou-se o tempo...
Com a qual sonhei um dia...
A dor que eu sentia...
Já não mais há de voltar...
E nos delírios mais loucos.
E daí?
Me encontro...
Agora quero voar...
No punhal atravessado...
Tantas vezes por ti declarado...
Em que o morto não matara...
Já não mais me encontrará...
Alimento minha alma com esperança...
Não me entregando mais às perfídias...
Germinando minha ânsia...
No transcorrer dos meus dias...
Em que não mais estará aqui...
Amo as estrelas pois estão longes de mim...
Sandro Paschoal Nogueira
#A #CALÇADA #E #O #TEMPO
Havia um tempo de cadeiras na calçada...
Tempo em que mais estrelas haviam...
Lugares que pisei com meus pés descalços...
E os sonhos que tive já passaram...
O mundo lá fora não é o mesmo...
Não é o mesmo mais para mim...
Hoje em mim repousa poucas quimeras n'algum vento...
Que sopra entre os espinhos...
Trazendo-me raros alentos...
Parei beirando a calçada...
A observar fiquei...
Um casal de pássaros voando...
Pareciam perdidos também...
"Que seja belo aquilo que for sincero"
Pensei...
"-O tempo passa".
Disseram-me as pedras...
"- Passa, com destino ao nada...
- Não se faz passado como antigamente"...
O tempo passa lento aos apressados...
O tempo passa lento aos infelizes...
E desde que o mundo é mundo...
O melhor sempre a fazer...
É ser feliz...
Sabendo com o tempo que nos ensina...
O bem viver...
Que se quis.
Sandro Paschoal Nogueira
Conservatória - Caminhos de um poeta
#APRENDIZ
Quando sentiu-se só...
E tudo ruiu ao seu redor...
Não pôde dar mais do que tinha...
No olhar já perdido...
Tão difícil de encontrar...
Vagou...
Em meio aos sonhos...
Clamou na solidão...
Na vida regulada pelos ventos...
Sentiu oco seu coração...
No descaso do acaso...
De si mesmo fugindo...
A noite existe...
E a vida vale todos os momentos...
Então simplesmente esperou...
Que de longe viria...
Enquanto nada acaba de todo ainda...
Um deslize em seu destino...
Para mudar sua sina...
Voltou a contemplar as velhas coisas como novas...
Deixando de desaguar seu olhar...
O que na tormenta se perdeu...
Pôs-se a replantar...
Nas manhãs de domingos...
Novas estradas na vida foi adiante...
No límpido azul do céu...
Descortinou um novo horizonte...
Por um tempo...
Por uns tempos...
Por mais tempo...
Cessaram os lamentos...
Restou apenas a saudade...
De que lhe fez mais forte...
E entre tantas riquezas que tem...
Sente com mais ardor...
A natureza que só em si viveu...
E está bem...
Sim senhor...
Sandro Paschoal Nogueira
Conservatória - Caminhos de um poeta
#AMOR #BANDIDO
No fim do rio e início do mar...
O caminho foi esse...
Quando o céu se fez mais bonito...
Eu o encontrei por lá...
Há muita chama no amor bandido...
Não pensamos no que passamos ou no que se passará...
Vivendo a vida de um bandido...
Até o dia que morrer...
Só Deus é que pode saber...
Homem sem juízo...
Que não tem pena de mim...
Tanto me faz sofrer...
Por esse amor sem fim...
Me enganei...
Achei que ia ser diferente...
Cai em sua armadilha...
Presa em seu jogo...
Dizer-lhe não, não me atrevo...
Nunca vi tanta maldade...
Seus abraços...
Minha prisão...
Minha loucura...
Perdição...
Não fique longe de mim...
Não me deixe na solidão...
Diga sim ao meu carinho...
Acolhe meu coração...
Seu toque secreto...
Atiça meus desejos...
Tão bom sentir o calor de seu corpo junto ao meu...
És o meu bem-querer...
És meu bem e meu mal...
Basta me olhar assim...
Que me entrego afinal...
Brincas com meu corpo...
Se diverte com minha alma...
Em nada me importa...
Em cada pedaço do meu ser...
Em delírios...
Viola-me...
Sempre terá de mim o que quiser...
Seu cheiro é tão bom...
Exala sedução...
Tem poder...
Ah... essas suas mãos...
Na proporção em que as estrelas escalam o céu noturno...
Serei sempre sua...
Enquanto o mundo for mundo...
Já não sei mais o que fazer...
Sandro Paschoal Nogueira
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#PARES
É o inverno do meu tempo...
Não irei amar a mais ninguém...
O tempo avança...
E uma a uma...
Vão morrendo as esperanças...
Se alguém por mim perguntar...
Diga que estou bem...
Vou por aí...
Descobri em mim...
Outra forma de ser feliz...
Amores são fáceis de achar...
O que acredito ser bem difícil...
É verdadeiramente amar...
Então sigo...
Já não posso mais confiar...
Em cada esquina...
Deixo um pouco de minha vida...
Sempre haverão estrelas...
Sempre haverá pássaros cantando...
Seguirei assim pelo mundo...
Em louvável mistério...
Sem par...
Sandro Paschoal Nogueira
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#ANJO #AZUL
Era um capricho e nada mais...
Vestir-se de flores azuis...
E caminhar pela aurora...
Em paz...
Tudo o que há de melhor e de mais raro...
A realidade é simples...
É isso apenas...
Deixando naturalmente acontecer...
Durante seu querer...
Vestiu-se de azul...
Pois as ruas de azul não poderia pintar...
As pedras mudas, apenas lhe espiavam...
E o céu cinzento de dúvidas nesse dia...
Não chorou...
Sem vultos na rua...
Sem uma boca para ser sua...
Nesse curto intervalo que Deus preparou...
Sua vida, seus sonhos, tem o mesmo ardor...
Constante é sua busca...
Até mesmo quando esbarra no medo...
Um jardim florido, seu espírito...
Aos olhos de muitos...
Só mais um deserto...
Em tudo há um começo...
Um princípio, um fim...
E o anjo sem asa...
Quando a ilusão clama...
Chora...
Do que rompeu e quebrou...
E ele se vai, calmo...
Pelas ruas segue...
Enquanto morre a flor do seu amor...
Vestido de azul...
Sandro Paschoal Nogueira
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#ALTURAS
Vagueia o poeta em sonhos...
Fita o céu, em reflexos, das mais variantes cores...
Lá onde os violoes choram...
Louvando a vida e os muitos amores...
Se um sonho se ergue...
Outro sonho cai...
E nesse eterno vai e vem...
O tempo passa e vai...
Desgraçado do poeta pobre...
Cujo em vida o túmulo o cobre...
Não amou...
Não foi amado...
Pela vida passou...
Ignorou e foi ignorado...
Em redoma ilusória...
Fechou-se em falsa glória...
E agora que o amor se foi...
Ninguém há de contar sua história...
O luar no céu se apagou...
As estrelas todas tombaram...
A terra abriu sua garganta...
E o poeta foi engolido...
E agora aqui, no que lhe digo...
Esse vazio medonho me espreita...
O poeta que um dia também sonhou...
Agora jaz na sarjeta...
Estrela d'Alva...
Imaculada e pura...
Faz-me novamente sonhar...
Erga-me às alturas...
Sandrinho Chic Chic
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