Quanto mais me Conheco Fernando Pessoa

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⁠#ASSIM...

Deixem-me ver a vida...
Pelos sussurros de um anjo...
Acreditando ser tudo bem mais bonito...
Para ter meus sonhos...

Onde arde um coração em melodia...
Desse acaso em existir...
Um destino a ser cumprido...
Indecifrável jornada a seguir...

Ninguém vê minhas lágrimas mas eu choro...
E tão pouco sorrio...
Mas eu muito sonho...
Com minhas mãos à procura do Eterno...

No sopro do silêncio...
Estrelas colho...
Rolando pelo mundo...
Com os passos nas nuvens...
E os pés na terra...
Escondido no vento...
Sozinho em meu jardim...
No espelho de mim...

Sandro Paschoal Nogueira

Caminhos de um poeta

.

⁠#ESTRANGEIRO

Por mais que ande...
Não sei para onde sigo...
Minha vida vivo...
Em ouro e em vincos...
Deito-me e brinco...

Passo entre visões de cadafalsos...
De zombarias ouvidas à madrugada...
Injúrias relacionadas...
Almas tardas...
Almas abastadas...

Confidenciam-me às estrelas...
Por mim, são amadas...
Companheiras...
Em solitária jornada...

Meu jardim há flores no ar...
Que dancam ao léu nas brisas sob o luar...
Desfazendo no sereno...
Antes do arrebol chegar...

E vou cambaleando...
Expiando crimes que não cometi em tempos dantes...
Os esqueço...
Não os levo comigo...
Sigo adiante...

Haverá outra fortuna a minha espera?
Ou quem sabe um purgatório se revelará?

Tenho a impressão de ter apenas uma direção a seguir...
Sempre à frente...
Sem o mal fazer-se presente...
E eu o sentir...

Ver a vida passar às vezes faz-me tédio...

Anseio a um lugar que me abrigue do meu frio...
Apenas peço...
Sem dobrar os joelhos...

Nada sei...
Nem para onde irei...
Restará apenas o desterro?

Hoje, afinal, não sou senão daqui...
Muito embora não me entendas...
Sou na vida passageiro...
De mim mesmo...
Um estrangeiro...

Paschoal Nogueira

facebook.com/conservatoria.poemas

⁠#Não #há #mais #nada #a #dizer...
Alem de um sonho...
Pintar e escrever...
O que mais pode ser?
Grande mistério é a simplicidade....
Palavras soltas e cores misturadas...
Meu mundo...
Cheio de mistérios ...
Cabem sonhos de todos os tamanhos...
Mas não cabe muita gente...
Tem espaço para a alegria...
Tem espaço para saudade...
Tem espaço para dor...
Tem espaço para felicidade...
Assim vou vivendo...
Um dia de cada vez...
Beleza da vida faço aqui...
Sou de todas as cores...
Sou de todos os tons...
Assim sou eu...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Um pouco mais de sol - sou fogo...
Um pouco mais de azul - sou além...
Um pouco mais de amor...
É tudo que me convém...

Em minha alma tudo se derrama...
Enquanto quero, busco e sonho...
Antes que o calado tempo esmague tudo...
À ronda dos segredos...
Enquanto toca-me seus dedos...

Aqui chegando de onde venho...
Ver-me se apareço...
Um pouco para chamar sua atenção...
Tentando surrupiar seu coração...

Aqui ficam as coisas...
Somos estrangeiros onde quer que estejamos...
Por tal passo por essa vida...
Hora chorando...
Hora brincando...

Que quer o amor mais que não ser dos outros?

Sandro Paschoal Nogueira

⁠O mais feroz lobo faminto...
De alma abalada de lado a lado...
Na escuridão da noite de um infinito...
Sorvendo em taças douradas meu absinto...

Tudo é vaidade nesse mundo vão...
Tudo é pó...
Tudo é nada...
E a lua que desponta na madrugada...
Testemunha a flor nascida que é logo desfolhada...

Beijos de amor pra quê?
Só neles acredita quem é louco...
Sim, louco sou...

No cio que se faz presente...
A alma se cala...
E o espírito fica ausente...

Quando me lembro desse sabor que tinha...
Os seus carinhos...
A suas mãos nas minhas...

Quando os meus olhos cerram de desejo...
Só na loucura posso ser feliz...
Compreendo...

Achas-me indiferente…
E até crês que há em mim desdém...
Sem você já não me encontro...
Vago no aqui e no além...

Não vês que meu viver é falso...
Num cortejo de lobos...
Rumo ao cadafalso...

Não vês que os loucos também amam?
E sentem aflições na alma?

Quem ama inventa as penas em que vive...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Por fazer lisonja às flores...
Invejosas as estrelas para mim não brilham mais...

Um negro azul-cinzento...
De onde o oriente dorme...
Tardo sono...
Frio sem vento...
Silêncio que se ouve...
Coração vazio e mal que se sente...
De quando ama e não tem...

Que hei-de fazer senão sonhar...
Dia após dia...
Sentindo tudo de todas as maneiras...

Mas a noite perdura uma calma de espanto...
Somente a lua na escuridão sussurrando...
-Podia ter sido amor,
e foi apenas traição...

O medo dará seu último vintém...
Nesse desassossego que me fustiga...
Pouco a pouco passando...
Minha incerta vida...

Tão negro o labirinto...
Ai de mim, que nem pressinto...
Em meu rosto pálido nenhum fulgor...

Não foi nada, não foi nada:
poderia ter sido amor...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Nada passa mais depressa que os anos...

Quando mais jovem dizia...
Que ao chegar aos vintes livre seria...
Dali pulei para os trinta...
Já aos quarenta e nada sentia...
Cheguei aos cinquenta...
Sem fazer muito esforço...
Quem diria...
Deus me permita chegar aos noventa...
E ainda ter um coração de moço...

Pensava antes que os velhos eram bobos...
E disso eu ria...
Agora bem sei e compreendo...
Os mais jovens é que o são e não se dão conta...
Assim sigo aprendendo...
Poucas coisas me surpreendem...
E outras tantas ainda me amedrontam...

O tempo risca meu rosto...
Isso é fato...
Diante o espelho...
Ocasionalmente me embaraço...

E ainda que o destino seja cruel...
Já não me engana tanto a ilusão desse véu...

Meus cabelos ficarão brancos...
Minha pele perderá o viço...
O corpo, o vigor...
Estranho esse feitiço...
De tamanho rigor...

A sabedoria, quem diria...
Torna-se minha companhia...
Lentamente...
A cada dia...
E a cada noite que se anuncia...

Nem sempre escuto o que as pessoas dizem...
Geralmente não me interessam...
Às vezes me magoam...
Agora prefiro prestar atenção no que fazem...
E não no que apregoam...

O amor nos faz envelhecer antes da hora...
Mas também nos torna jovens quando a juventude passa...
Mas a paz...
Ah a paz...
É tão acolhedora...

Qualquer um pode ser jovem...
Envelhecer é um mérito...
Tudo é questão de espírito...
E de tudo que nos envolvem...

Embora tenha Deus como companheiro...
Que amanhã não seja ainda o dia de estar ao seu lado...
Mas na derradeira hora...
Farei parte desse céu estrelado...
E desde já ao Criador agradeço ...
Envelhecer é aprender a tudo ser muito grato...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Percebo afinal meu pecado...
Em silêncio mais profundo...

Faria piedade a toda a gente...
Esta pena, esta dor...
Este é o preço da vida e todo o seu valor...

Horas que perdemos...
Vão pelo espaço acompanhando os astros...

E todo este feitiço e este enredo...
Na luta dos impossíveis...
Tão profundo meu segredo...

Das profundas paixões...
Dor infinita...
De guerra e amor e ocasos de saudade…
Da alma o profundo e soluçado grito...
De que fui para ti só mais um neste vasto mundo...

Hoje triste ouço a solidão...
Da luz que não chegou a ser lampejo...
Da natureza que parou chorando...
Diante meu descontamento...

A vida é assim, uma ânsia…

Fazes o bem...
Que terás o mal por paga...

E o sonho melhor bem pouco dura...

Por tanto querer-te...
Recebi amarguras...

Pouco antes...
Nada agora...

E a princípio não percebi...

Como chegastes...
Partiste...
Mas levastes um pouco de mim...

Na profundidade dum desencanto...
Fiz-te doçura do meu coração...
Não compreendestes...

Mudarás, todos mudam...

Mais tarde em tua vida, um dia, hás de tentar
revolver da memória este tempo de agora…

E sentindo então o vazio...
Lembrarás do deixado para trás...

Não se vive outra vez...
E o tempo a tudo vence...
Fostes embora...
Mas fiquei em paz...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Talvez sonhasse...
Com um mundo mais culto ...
Porém menos chato...
Com pessoas que exercitassem o cérebro...
Com o mesmo afinco que fazem com seus músculos...
Diante os espelhos...
Entre as latrinas...
Nós diversos banheiros...

Ranger de nevoeiro...
Terra de escravos...
Roupas justas...
Espíritos vazios...
Para que prego?
Para quem falo?

No fundo da virtude...
A terra é triste...
Olhos opacos...
Sorrisos sem graça...
Mãos que gesticulam...
Sem nenhuma dádiva...

Tempos estranhos...
Tempos esquisitos...
E eu que a tudo observo e sinto...
Fico perdido...
Não me acho...

Eu cavo na vida a semente da libertação...
Esquivo- me de falsos abraços...
De nojentos apertos de mãos...

Partes perdidas de um só...
Que a razão despedaçou...
As aparências tornaram-se mais importantes...
Todos querem respeito...
Anseiam ao amor...
Mas estão todos perdidos...
Caminhando em direção ao abismo...
Cada um por si...
E tão só...

Deixo no ar...
Atrás de mim tão distante...
Os desejos de uma vida mais simples...

Plantar...
Cultivar e colher...
A verdade...
A sinceridade...
O amor tão escasso...
Hoje fadado ao fracasso...

Não há como encher a taça...
Tudo perdendo a graça...

A inocência é corrompida...
A dúvida disfarçada e mais sentida...
O purgatório decorado...
O túmulo é bem caiado...
Mas por dentro...
O mais fétido excremento...

Envelhecer é triste...
Não há novidade...
Tudo é tão repetido...
Até os sentimentos...
Nada se encontra...
Tudo é outrora...
Tudo já é perdido...

Há uma vaga brisa...
Soprada pela esperança de anos vividos...
Doçura dolorosa...
Independência da alma...
O mistério alegre e triste de quem chega e de quem parte...
De que sorri...
Enquanto a alma chora...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Há entre as pedras um murmúrio de queixume...
E nada mais se ouve ao longo das ruas...
Ocultos, na agonia das casas, velhas saudades de olhos que fitam o nada...

Apressa-te, amor, que amanhã eu morro...

Destila-se de lágrimas as preces e a profecia...
Do que outrora havia...
Do futuro que se avizinha...
Tremem mãos...
Escondidas nas cortinas...

No abismo do pretérito foram-se os dias...
Caminhantes se vão da terra...
Perdidos na própria sombra...
Levando consigo seus sonhos e histórias...
Deixando para trás...
Apenas algumas lembranças partidas...

Não demores tão longe...
Não se esconda em lugar tão secreto...

Anos após anos...
Seguimos aprendendo mais com os desenganos...
Meu ser traçado pelo som do vento…

Apressa-te, amor, que amanhã eu morro...
Amanhã morro e não te vejo...
Amanhã morro e não te escuto...
Não demores tão longe...
Não se esconda em lugar tão secreto...

Todos passam...
As pedras não...

Queixando-se dias após dias...
Por serem ignoradas...
Dos que ainda ficam de vozes amargas...
Urdindo a grande teia... Sobre nós a vida...
Não demores tão longe amor...
Que amanhã eu morro...

Sandro Paschoal Nogueira

O que mais precisamos...

É o que temos de graça...

Amanhecer dourado...

Bom dia para viver...

Orvalho subindo ...

Para o céu azul...

Pássaros em trinados...

Doce melodia a ouvir...

Aquela flor tão esperada...

Se abrir...

Se a tarde for nublada...

Vai faltar...

Noite prateada pelo luar...

Tranquilidade na vida...

Esperança a sorrir...

Viver mais simples que puder...

Só bem observar...

Toda essa teia...

Onde tudo está ligado...

Correr atrás do tempo é tolice...

Nunca vamos alcançar...

O que não existe...

Tempo é uma palavra ...

Que é muito usada...

Para definir um momento a sentir...

O seu não é o meu...

O meu não é o seu...

Contar anos...

Contar horas...

Para que afinal ?

Vai recuperar as que se foram?

Vai adiantar as que vão chegar?

Eternidade?

Deixa para lá...

Prefiro andar lentamente...

Sentar em um banquinho quando der vontade...

O café da rodoviária tão quentinho...

As andorinhas procurando seus ninhos...

Ah..

Como é bom viver...

Como é bom tudo sentir...

Escutar , no fim dessa tarde, conversas fiadas lá longe de pessoas a sorrir...

Noite que anuncia...

Sem lua...

Mas sei que está lá...

Ver minha novela...

Dormir...

Amanhã novo dia...

Se Deus permitir...



Sandro Paschoal Nogueira

— em Trav. Profa. Geralda Fonseca.

#Um #cinza #nublante #no #céu...


Mais a frente um destino...

Sob as árvores sozinho...

Ouvindo o canto dos passarinhos...



O olhar segue um vasto horizonte...

Perdido adiante...

Sereno cai lentamente...

E a brisa tão contente...

Traz perfume no ar...



Rosas, jasmins, madressilvas...

Muitas flores a bailar...

Abelhas e beija-flores...

Também põe-se a dançar...



Envolto em meus ais...

Aonde somente Deus me vê...

Sozinho e triste...

Fico lembrando de você...



E na hora incerteza que me cerca...

Soliturno...

Sem amigos...

Invoco o tempo para conversar comigo...



A vista embaça...

Pelas lágrimas do coração...

Tudo foi embora...

Velhas árvores, tachos de doces...

Bolos de chocolate...

De lenha...o antigo fogão...



Já não tem o pastel...

A empadinha de palmito com camarão...

Os seresteiros de outrora...

Que na calçada...cantavam...

Com muita emoção...



O bate-papo...

O disse me disse...

De todo final de semana...

Perdeu no tempo...

Sobrou a saudade...

Da tenra idade...



Vão-se os anos que não voltam mais...

Hoje tudo é tão rápido...

Mal amanhece e já é noite...

E no quintal aqui sentado...

Só tenho uma certeza...

De que Deus está ao meu lado...



Sandro Paschoal Nogueira

Sinto-me longe...

Pretendo recolher da vida...

Algo mais que apenas ser só vivida...


Não quero ser só um simples espectador...

E perder a noção do essencial...

Sem mais nada para contar...

Perspectiva que me assusta...

Lanço então um olhar para fora de mim...

Flagrante de esquina...

São tantas as esquinas...

Por todas quero passar...

pensamento viaja...

Segue por trilhas...

Ruas e jornadas...

Ao horizonte alcançar...

A vida de tão grande

fica pequena...

para tantas vontades...

Para tantos sonhos construir...

Para tantos a realizar ...



Sandro Paschoal Nogueira

— em Rodoviária de Conservatória.

#Eu #vim #somente #dizer...

Se tu ama, ame baixinho...

A vida é breve...

E o amor mais breve ainda...

Não tenha medo de viver...

Não tenha medo de amar...

Tenha medo de não ser...

De não estar...

De não querer...

Não sonhar...

Felicidade pequena semente...

Que todos os dias precisamos cuidar...

Triste é aquele...

Que pelo mundo passa...

E que da ilusão...

Faz seu par de asas...

Viva e deixe-se viver...

Nas auroras ardentes...

Em que nasce a esperança...

Que acalenta nossos sonhos...

Até onde nossa alma alcança...

Suave contentamento...

Vivendo cada momento...

Quem teme ao amor...

Sofre derradeiro tormento...

Espaço oco no peito...

Vazio sem sentido...

Mundo frio...

Olhar não brilha...

Não encontra caminho...

Verdades puras...

As minhas eu digo...

Sonhe conforme quiser...

Mas sonhe sempre...

Sonhando e vivendo...

Segundo o amor que tiver...

Terá, de meus versos, o entendimento..



Sandro Paschoal Nogueira

— em Conservatória, Rio De Janeiro, Brazil.

#Lutei #para #escapar #da #infância #o #mais #cedo #possível...

Imaginava como seria...

Que ironia...

Assim que consegui...

Querendo voltar correndo pra ela...

Descobri que já era tarde...

Como todos agora estou...

Avisado fui...

Não acreditei...

Agora é a saudade...

Dos caminhos por onde andei...

Do tempo em que tudo era fantasia...

Do tempo que me escondia...

para não me acharem...

Verdade seja dita:

Continuo a me esconder de muitos....

Mas já não é brincadeira...

A vida era um sonho onde não conseguia acordar...

Restava-me apenas esperar...

Um dia...quiçá...

Cheio de sonhos...

Não sei se poderei realizar todos...

Minhas asas já não são fortes...

Não consigo mais deitar no horizonte...

Tocar as nuvens...

Sussurrar aos ventos e me elevar às alturas...

Só através de pequenos desejos...

Porém, posso dizer às pessoas, que nada foi em vão... Que o amor existe...

Que Deus lhe guia...

Que a vida é bela...

Que é bom doar...

Que nunca devemos desistir...

Necessário é manter a esperança viva...

Confiar, aguardar...

Chorar faz parte...

Sorrir é arte...

Que eu "tô podendo"...

Até quando "não tô podendo"...

A vida é um espaço no tempo...

Que aquela sua estrela guia...

Sempre no céu estará lá...

Que eu sempre dei o melhor de mim...

E que valeu a pena...

Assim é...

E assim sempre será...



Sandro Paschoal Nogueira

Não há mais de voltar...
Vento frio soprou...
Firmamento abriu...
Sob lágrimas do céu...
O poeta partiu...

Vontade do Supremo se fez...
Infinitamente...
Sempre...
Mais uma vez...

Anjos entoam cânticos alegres...
Uma nova estrela no firmamento a despontar...
Mas, para nós que aqui ficamos...
Sobrou pranto a rolar...

É difícil suportar...
A despedida de quem nunca mais voltará...
No contar das horas em que não mais estará...
Ficam as lembranças de quem muito soube amar...

O tempo passa...
E no vazio do peito...
Quando o silêncio muito diz...
Compreendemos que foi feliz...

Partiu amando...como quiz...



Sandro Paschoal Nogueira

⁠Ninguém mais se parece a um verdadeiro tolo
Que o mais sutil dos sábios quando ama.

Mario Quintana
O segundo olhar. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2018.

Nota: Trecho do poema Da condição humana.

...Mais
Inserida por pensador

⁠O menino e o milagre

O primeiro verso que um poeta faz é sempre o mais belo porque toda a poesia do mundo está em ser aquele o seu primeiro verso…

Mario Quintana
O segundo olhar. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2018.
Inserida por pensador

Você tem isso agora e isto será toda a sua vida: um agora. Não há nada mais. Não há o ontem, certamente não haverá o amanhã. Quanto tempo terá de viver para aprender? Existe somente o agora, e, se agora é apenas dois dias, então dois dias são a sua vida e tudo o mais será uma proporção disso. É assim que se vive uma vida em dois dias. Será uma boa vida se parar de reclamar e pedir o que nunca terá. Uma boa vida não se mede em períodos bíblicos.

Ernest Hemingway
Por quem os sinos dobram. Rio de Janeiro: Bertrand, 2013.
Inserida por pensador

⁠Canção de vidro

E nada vibrou...
Não se ouviu nada...
Nada...

Mas o cristal nunca mais deu o mesmo som.

Cala, amigo...
Cuidado, amiga...
Uma palavra só
Pode tudo perder para sempre...

E é tão puro o silêncio agora!

Mario Quintana
Antologia poética. Rio de Janeiro: Objetiva, 2015.
Inserida por pensador