Quanto mais me Conheco Fernando Pessoa
O Astronauta de Mármore
Viajar
Viajou
Já
Não viaja
Mais
Fantasiar
Fantasiou
Já
Não fantasia
Mais
Glamourizar
Glamourizava
À tudo
À todos
Todo
O tempo
Que
Já
Não mais
Atrás da Curva
De
Um tempo
Um tempo
Que
Já não mais
Dopados
De utopias
Viajavam
Viajavam
Ouvindo
Coisas
Jurava
Jura
Ainda
Ter ouvido
Cantor
Cantar
Dublando
Voz de Deus
Texto sem Sentido
Olhou
Pra rua
A calçada
Tinha
Mudado
Não mais
Capistrana
Lembranças
De montão
Preenchendo
Vazio
De ausências..
Viajou
No tempo
Tempo
É trem bão
De viajá
"O PASSADO é o presente que não é mais, FUTURO é o presente que ainda não é, e o PRESENTE é aquilo que deixa de ser no momento em que é."
Etimologia
Observar
O que
Acontece
O que há
Não mais
Surpreso
Irritado
Observar
O que
Acontece
O que não há
Ainda que sejamos todos vaidosos, é curioso supor-me mais humilde por saber mais da minha vida. Talvez nossos julgamentos sobre os outros, sejam sempre fruto do desconhecimento.
A Saudade e mais um Assunto
Morrer de Saudade
Morrer
Morrer com saudade
Deixarei
De morrer de saudade
Mas
Morrerei com saudade
O Sudestino
Perdi o sotaque
A forma de falar
Não sou nem daqui
Nem mais de lá
O erre nordestino
Ainda é mais forte
Sorte?
Não é Renúncia
É pronúncia do gracejo
É onde estive
Do oeste
Do agreste
Do sudeste
Sem destino
Entre a dúvida e a incerteza, mais seguro trabalhar com a incerteza. A primeira, depende de conhecimento, nem sempre disponível, a segunda de probabilidades. A escolha, entretanto, é de cada um.
Ultimamente
Tenho mais conversado
Comigo
Que com outras pessoas,
Parece
Que nos acertamos mais
Entre nós mesmos
Que com os demais.
Gosto de Sol
Sempre vem
Cada vez
Mais volumoso
Mais intenso
Sem prazo
De validade
Qualquer dia
A gente se vê
Carinhosamente
De presente
O passado
Envelhecência
Emoção
Do que foi
Permanece
Num tempo
Que
Já não mais permaneceria
No silêncio
Como
Se nem fosse
Envelhecer
Refém
De momentos
Confere
Sentido próprio
Condensa
Memoráveis
Significados
Eternos
Mônica
Felizes são os pássaros
Que chegam mais cedo
Onde a primavera é eterna
E dos velhos frutos caídos
Surgem árvores estranhamente calmas
Tarde
De sol
Morteiro
Tarde
De
Domingo passante
Marasmo
De
Segunda sem lei
Rua
Sem
Movimento
Vazio
Cheio
De alguém
Num rádio
Ruído e frequência
Pensamento longe
Abismo de um ser
Frustrado por assim dizer
Distantes são os caminhos
Que vão para o templo
E no meu ser
Todas agitações se anulam
Como na mente de um ser que sente
Nas ruas noturnas
A alma passeia, desolada
E só, em busca de Deus
E de repente, não sei
Me vi acorrentado no descampado
Eu sou como o velho barco
Que guarda no seu bojo
O eterno ruído do aiar batendo
Longe está o espaço
Onde existem os grandes vôos
E na cidade deserta
É o espaço onde o poeta
Sonha os grandes vôos solitários
No chão vejo rastros
Pegadas enlaçadas
De onde a poesia fugiu como o perfume da flor morta.
Fico imóvel e no escuro tu vieste
A chuva batia nas vidraças e escorria nas calhas, vinhas andando e eu te via
Eu me levantei e comecei a chegar, me parecia vir de longe
E não havia mais nada
Havia você na minha frente.
Soneto de Uma Tarde
Esse sol já não é mais claro
Nasce o Sol
E não dura mais que um dia
Por que é que o sol nasce de dia?
Quando não devias ser
Pois se de dia é tudo tão claro
O que sol vem aqui fazer?
Já que de noite anda tão escuro
Toda viela
É um mar sem fim
Depois da Luz vem
A noite escura
É que me deito e me penso à noite
É que ele deveria nascer
Assimétrica
Hoje,
Sonhei que existia
Mais um estágio
De relacionamento
Chamado significante
Ali, sentado na cadeira de balanço
Como um pêndulo
Silêncio de uma sala
E no silêncio
A sensação exata
Nascem ondas de amor
Que
Se desfazem
O silêncio corre lentamente
Na dura esquina
Estracalha a vidraça
E deu
De sonhar
Que sonhar
É coisa
Do absurdo
Possível
Cada um
No âmago
De sua
Singularidade
A longeva saudade
Guardou a felicidade
Quando se perdia
No andar em círculos
A estrada é um labirinto
Em
Todos os dias da semana
Na dúvida
Em um dia qualquer
Quanto menos alguém entende
Mais quero discordar
Em um aperto de mãos
Do inevitável intocável
Estrangeiro
Na natureza do visível
Sensatez individual
Passageiro
Que
Não passa por aqui
Eu me sinto passageiro
Eu me sinto um estrangeiro
Origami
Para você um dia dobrei,
o mais belo origami...
Mesmo que tu não me ame,
De ti, para sempre eu lembrarei...
Destino não quis? Não sei...
Por mais que eu reclame,
e em meus poemas declame,
de certo, nunca saberei...
Sutil arte em definição,
meu amor por ti assina,
singela obra de paixão...
Geometria divina!
Resta lembrar que perfeição,
para mim és tu, menina.
Hoje me pago sozinho.
Sinto falta da minha esposa, não tenho ânimo para nada por mais que eu entenda que as coisas no tomaram rumo diferentes eu só queria poder estar perto de quem eu amo.
Não saber lidar com a perda é difícil.
Cada dia que passa vejo que fica mais distante a possibilidade de ter de volta quilo que me foi tirado.
Não importa meu amor, meus sentimentos hoje tenho que o motivo, foi só um pretexto para o que já queria.
Sinto me fracassado nós meus sentimentos e vejo que terei de aceitar aquilo que me foi posto afinal não errei sozinho mas recebo a culpa de tudo que aconteceu.
