Quando Morremos Sorrimos
LAMPEJOS
De repente, o igual fica velho e decadente,
Quando chega o novo elegante e diferente.
De repente, o novo elegante diferente, que era para ser moderno e diferente,
Torna-se velho, intransigente e decadente...
Tal é a mutação dos desejos no tempo,
Nos caminhos controversos dos encantos e contratempos,
Vem a indagação da razão da vida,
Que de tão atrevida, teima em ser amada e ser vivida...
O novo é belo porque é diferente,
O diferente é belo porque é novo,
Mas, de repente, o velho que era rude e decadente,
Retorna altivo, novo, raro e diferente...
Tal as mutações dos delírios e desejos,
Dos sonhos, ensaios e ensejos,
Os quais, são amores recheados de sobejos,
Vividos em lençóis de seda, enlameados de lampejos...
O ego que pede passagem,
Vislumbrado pela ilusão da imagem,
É o mesmo da noite de aterrissagem,
Da fina arte embriagada na miragem...
Élcio José Martins
Quando você era criança você não se importava se você era bonita ou não , queria tanto crescer,ser uma adolescente porque não aguentava ser mais criança,e pra que? Quando você vira adolescente nada mais vai voltar como era antes,as brincadeiras,as gargalhadas,a alegria sem fim,eu era tão ingênua, mas acabou tudo isso. Agora nada mais faz tão sentido como antes, agora choro quase todos os dias, uma tristeza sem fim,vejo as crianças correndo, brincando, felizes e me lembro "ja fui assim...." saudades da infância.
"Quando estiver com os seus filhos; não fique adulando (paparicando), trate-o com carinho e respeito. Ensine a realidade, porque quando crescerem, não vão ser paparicando, o mundo será diferente, e podem se dar muito mal. Nunca esqueça que o culpado será você"
Comemore quando ela chegar; se ela te causar cegueira, agradeça. Isso é a prova de que você já viu muita coisa. Vida longa à velhice.
ela vem quando eu menos espero tento correr tento fugir e impossível se esconder quando vou perceber ela mi joga no meio do olho do furacão um turbilhão de emoções coração acelerado corpo trêmulo mãos geladas ninguém vem ao meu socorro por favor me liberte dessa prisão.
Quando tinha meus 11 anos, acabei sofrendo uma distorção na minha imagem. O modo como eu me olhava no espelho era distorcido. Meu maior medo era não ser bonita nem feminina o suficiente como as outras meninas.
Eu era só uma criança.
Alguém ainda em desenvolvimento.
Alguém que não deveria ter medo do próprio rosto.
Eu tinha medo do meu cabelo armado, tinha medo de não ter passado creme nele o suficiente.
Medo dos olhares que me olhavam com certo receio pensando que eu não estava vendo.
Medo dos comentários que recebia sempre a respeito de químicas muito "boas" pro meu cabelo.
Medo dos olhares tortos que eu arrastava.
Medo dos comentários desnecessários que me perseguiam.
Medo até da minha pele.
Infelizmente, eu sentia algo que não desejo para ninguém.
Me sentia suja.
Você deve estar se perguntando: como assim suja?
Não é fácil explicar a mente de uma criança de pele mais escura. Afinal, cada pessoa pensa de maneira diferente.
Mas em uma sala em que de umas 30 crianças brancas você é negra... Eu acabava pensando dessa forma. Como se eu fosse diferente, mas na minha cabeça isso não era nada bom.
Apesar de tudo isso, eu me reergui.
Sozinha, só com a própria força de vontade para mudar.
Da mesma forma que eu mesma comecei isso, eu mesma terminei.
Nada é mais significativo
do que uma troca de olhares,
quando, amor me fitas por um segundo
e os meus olhos correspondem
na hora e neles podes ler
palavras, que a ti declaram
- o amor mais sincero do mundo
Acaso canta o amor
Quando se vai o amor, cala-se a poesia
Muda-se a melodia, e nada mais cativa
Importa... Mesmo que a inspiração viva
Pois, pouco o versar suporta, só arrelia
Sem este afeto, perdida a doce fantasia
Sofrida, do suspiro a rima fica tão cativa
E os versos de uma alma pouco criativa
Segui resignada com uma poética vazia
Por isto eu sinto com intensidade, valor
Desenhando cada paixão pelo caminho
Risonho, maior, tomado de terno ardor
Ah! Estar enamorado, com ele o sentido
Nos braços da sedução, sem desalinho
Pois flama a poesia acaso canta o amor!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
29 novembro, 2023, 18’55” – Araguari, MG
A vida é um jogo de cadeiras. Ela não para, para passar a mão na tua cabeça quando você perde. A música continua e você que lute para reconquistar a posição.
Você é meu escudo quando não percebo o que está atrás de mim.
Através do que esteja atrás mim, não sinto tanto medo assim.
Tu és o escudo quando fico sem chão, você é o único que não pisa em mim .
Te você por perto, me faz me lembrar do tempo de criança, si eu caísse você estaria atrás de mim para me ajudar a me levantar.
Você é meu escudo quando me abraça,e me beija.
Você é e sempre será meu escudo.
" Quando o amor ele vai muito além do outro, ele sempre será aquém e passa a ser abandono de si próprio."
Você pode se sentir muito seguro comigo aqui agora, mas, quando eu partir com a caminhonete e você ficar sozinho, será um sensação muito diferente. É provável que você entre em pânico. Ou faça algo estúpido.
Nas trilhas tortuosas da vida, a sabedoria se revela quando os justos se erguem contra a opressão, e os corajosos enfrentam a tirania dos poderosos.
Como as estrelas que brilham na escuridão, a verdade resplandece quando os pregadores da bondade não se calam perante a injustiça, e os defensores da moralidade não se acovardam diante da maldade.
