Quando Morremos Sorrimos
Uma das melhores coisas do mundo, é quando as pessoas se encantam não só pelas nossas qualidades, mas pelos nossos defeitos também.
Quando estou perto de você, eu não me sinto tão esquisita, feia e estranha. Sinto que eu posso ser eu mesma, sem ter que usar um filtro para ser aceita. Eu sei que você não sente a mesma coisa, sei que pra você eu não passo de mais uma pessoa qualquer na sua vida. Mas eu queria tanto que me amasse e me enxergasse. Eu sei que isso é impossível, então fico no meu canto, te observando, vendo a vida passar e esperando que algum dia você possa me notar.
Você não queria dizer que me amava, porque tinha medo de que eu fosse embora por isso. Mas quando eu disse que te amava você partiu… e me partiu.
Não é possível viver por completo, quando deixamos portas entreabertas.
Os fantasmas voltam e as dores, também!
O que é pra ser não te (r)acha, te mantém. O que é pra ser, está sendo, não é só quando (con)VÉM.
Não é só quando vem.
Eu não te superei e nem vou superar. Porque meu coração sempre bate forte quando penso em você e quando lembro das coisas que você gostava. É instantâneo lembrar de você, de nós, de tudo. Só é triste, porque você já me esqueceu, já me superou, já me apagou, já me transformou em um borrão.
Ando com saudade acumulada aqui dentro. Sabe quando o coração aperta e parece que falta alguma coisa? A sensação é essa. Eu tento não sentir, mas é quase inevitável chegar de noitezinha não pensar em você e consecutivamente sentir os batimentos mais lentos. Tento ser racional, controlar minha cabeça, mas com o coração não funciona desse jeito, nenê. Como eu queria poder fazer não sentir tanto assim, mas isso já não convém ao meu autocontrole, não com você. Porque quando é você o jogo muda, eu sinto sempre em grande escala, em excesso que chega a doer. Não dá controlar. O peito dói... de saudade. Dói pensar na possibilidade de não te ver logo. Dói querer sair daqui, pegar o primeiro avião e ir até o seu encontro e ao mesmo tempo me ver presa, sem poder sair do lugar. Dói, mas essa dor é consequências do amor. Infelizmente sentir saudade é o preço que pago... mas tem dia que sai caro.
Janela da alma
Quando olho pela janela e não vejo mais as crianças brincando lá fora. Pergunto-me, o que aconteceu?
O que aconteceu com a espécie humana que estava aqui, na bolha artificial do mundo?
Um vírus! Um vírus, meu Deus, está acabando com os seres humanos.
Mas, espera! Veja! Alguns humanos ainda sobrevivem e usam máscaras.
Máscaras, não da vergonha que são alheia, mas da proteção. Pessoas morreram, crianças nasceram. Uma nova sociedade está surgindo com o nascer do Sol desta manhã. Lá fora, pela janela da alma, já não vejo, no silêncio das grandes cidades, a ansiedade humana. Nem a luxúria do consumismo. Apenas vejo o horizonte e, no silêncio, distante de mim, o inconformismo da ignorância alheia. E eles usam máscaras, parecem humanos, mas ainda resistentes. Ainda resistentes, meu Deus, a luz do novo mundo que vai surgir!
