Quando a Gente Pensa
O tempo passa mais rápido do que a gente pensa. Ao olhar para o passado, fico impressionada com tudo que aconteceu. Quando eu era jovem, achava que tudo poderia ser superado. Que era só uma questão de tempo para deixar o passado para trás, mas não é bem assim. Algumas dores permanecem. Em alguns momentos, é possível amenizá-la. Porém, mais cedo ou mais tarde, ela volta para mostrar que algo não foi resolvido e o que o tempo não pode curar todas as feridas.
Tem gente que olha para mim hoje, tomando café, rindo de alguma bobagem da vida, e pensa que eu sempre fui assim, meio serena, meio resolvida, como se tivesse nascido pronta. Eu quase rio sozinha porque, se a vida fosse um livro, o pessoal só está vendo a última página, aquela em que a protagonista aparece com o cabelo arrumado e a alma aparentemente organizada. O que ninguém imagina é o capítulo inteiro de infância e adolescência que parecia mais um teste de resistência do que uma vida de verdade.
Eu cresci com meus irmãos dentro de um ambiente que não era casa, era uma espécie de clima pesado que andava pelos cômodos como se tivesse endereço fixo. A gente era criança tentando entender o mundo enquanto lidava com dois adultos completamente desequilibrados emocionalmente. Um pai violento que tinha uma habilidade curiosa de transformar qualquer coisa em culpa nossa. Se chovia, era culpa nossa. Se o dia estava silencioso demais, também. Existia sempre uma justificativa pronta para gritos, ameaças e aquelas situações que fazem a infância envelhecer antes da hora.
Do outro lado estava uma mãe que, em algum ponto da história, deixou de ser só alguém com medo e acabou virando parte do problema. Isso é uma coisa que a gente demora anos para compreender, porque criança sempre tenta salvar a imagem dos pais dentro da própria cabeça. Só que chega um momento em que a realidade se senta na mesa e diz com toda calma do mundo que o silêncio também machuca. Ela teve chances de sair, teve ajuda, teve portas abertas. Mas o medo e uma certa doutrina rígida que dizia para suportar tudo acabaram fazendo com que ela se juntasse a ele de um jeito que doía ainda mais. A gente deixou de ser filho e virou inimigo dentro da própria casa.
É estranho contar isso hoje porque, quando as pessoas nos veem, veem adultos que trabalham, conversam, seguem a vida. Não existe marca visível na testa dizendo sobrevivente de um caos familiar. Mas nós sabemos. Entre nós, irmãos, existe um tipo de olhar que dispensa explicação. A gente sabe exatamente de onde o outro saiu. Crescemos quase como quem atravessa um campo minado emocional, aprendendo a sobreviver antes de aprender coisas simples da vida.
Houve momentos em que parecia que aquilo ia nos transformar em estatística, em mais um daqueles casos que as pessoas comentam na televisão com cara de surpresa e depois esquecem no intervalo comercial. A pressão psicológica constante, as agressões, as ameaças, tudo isso cria uma sensação estranha de viver dentro de um lugar que não deveria existir para crianças. Era como estar preso em um tipo de campo de concentração familiar, onde o objetivo parecia ser nos quebrar por dentro até a gente acreditar que realmente éramos os vilões que eles diziam.
Só que existe uma coisa curiosa sobre o ser humano. Às vezes a tentativa de destruição acaba criando exatamente o oposto. Hoje, quando olho para mim e para meus irmãos, vejo pessoas que conseguiram sair das amarras de dois narcisistas que fizeram de tudo para controlar nossas vidas. E não foi uma fuga cinematográfica, cheia de trilha sonora heroica. Foi lenta, silenciosa, cheia de decisões difíceis, medo, noites pensando se aquilo tudo realmente estava acabando.
Quem nos vê agora não imagina metade das batalhas que aconteceram antes desse momento. Mas nós sabemos. E existe uma dignidade muito silenciosa em sobreviver a algo que quase nos apagou do mundo. A gente não virou o que eles diziam que viraríamos. Não nos transformamos na história distorcida que tentaram escrever sobre nós.
No fim das contas, quando sento para pensar nisso tudo, percebo uma coisa curiosa. Sobreviver não é só continuar respirando. Sobreviver é olhar para trás e perceber que, apesar de tudo que tentaram plantar dentro da gente, ainda existe humanidade, ainda existe vontade de viver, ainda existe futuro. E isso, sinceramente, é algo que ninguém que viveu uma infância tranquila consegue entender completamente.
Mas nós entendemos. E isso já diz muita coisa.
ALINNY DE MELLO
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Tem gente que olha pra vida como quem olha pra um espelho quebrado e pensa assim, vou deixar um pedaço meu espalhado por aí, quem sabe assim eu não sumo por completo. Aí faz filho como quem planta uma placa escrita “eu estive aqui”, como se o tempo fosse um porteiro educado que respeita avisos. Mas o tempo não respeita nada, minha filha. O tempo entra sem bater, apaga luz, leva os móveis e ainda sai assobiando.
A gente cresce ouvindo nomes de família como se fossem heranças eternas, como se aquele sobrenome fosse uma espécie de colete à prova de esquecimento. Só que aí você para pra pensar com calma, numa terça-feira qualquer, lavando uma panela ou dobrando roupa, e percebe que mal lembra o nome dos seus bisavós. Às vezes nem foto tem. Viraram um vulto, uma história mal contada, uma frase começando com “dizem que...”. E pronto. Foi assim que uma vida inteira virou rodapé.
E não é falta de amor, não. É excesso de tempo mesmo. O tempo vai empilhando gerações como quem guarda caixa em cima de caixa no fundo do armário. Uma hora ninguém mais abre. E lá dentro ficam risadas que ninguém mais escuta, medos que ninguém mais entende, sonhos que ninguém mais sabe que existiram. Tudo guardado, tudo esquecido, tudo tão humano.
Aí me vem essa ideia de imortalidade através de filho, e eu fico meio assim, meio rindo, meio pensativa. Porque não é sobre permanecer no mundo, é sobre ter feito sentido enquanto esteve aqui. Não adianta querer eco eterno se a própria voz nunca foi ouvida de verdade nem por si mesma. Não adianta deixar descendência se a existência foi vazia de presença.
No fim, a gente não fica. O que fica é um gesto, um jeito, uma frase repetida sem saber de onde veio. Fica um costume, um traço no rosto de alguém, uma mania de rir em hora errada. A gente vira detalhe. E talvez isso seja até mais bonito do que virar monumento. Monumento ninguém toca. Detalhe vive sem pedir licença.
Então talvez o segredo não seja tentar não ser esquecida. Talvez seja viver de um jeito que, mesmo esquecida, tenha valido cada segundo. Porque a verdade, meio sem glamour nenhum, é essa: o esquecimento não é o contrário da importância. É só o destino comum de quem passou por aqui.
E eu, sinceramente, acho libertador. Dá um alívio danado saber que não preciso carregar o peso de ser eterna. Já basta ser inteira enquanto dura.
A crítica feita a nós
Serve mais pra instruir
Mas tem gente que a recebe
E pensa em desistir.
Crítica só traz prejuízos,
Àquele que consentir.
Gélson Pessoa
Santo Antônio doSalto da Onça RN
06/01/2026
A melhor vingança!
"Quando a gente pensa e não fala.
-A pessoa não sabe o que a gente cala..."
☆Haredita Angel - 15.02.16
Uma tarde tão simples quanto intensa
O sol lentamente se vai, enquanto a gente pensa
Um momento que dura pouco na realidade
Mas do lado de dentro dura a eternidade
Era uma simples tarde, mas que já deixou saudade
Sorriso!
Estava aqui pensando! Sim, porque a gente sempre pensa, como fala minha namorada! Quero que fique bem claro que concordo plenamente com ela Rs. Pois então, estava aqui pensando que o sorriso é uma dádiva barata que está em nossas mãos para oferecer a alguém, se podemos fazer o dia de alguém melhor, basta apenas um sorriso. Lembro-me, quando era mais nova, adolescente, que andava na escola com um livrinho atrás para que os nossos amigos e amigas escrevessem qualquer dedicatória… Chamavam-se livros de autógrafos. Na altura não queríamos os autógrafos de pessoas famosas, queríamos apenas os dos amigos, porque eram eles que mais interessavam na nossa curta vida. Nesse livro escrevíamos uma quadra, uma frase... Interessava apenas pôr lá uma coisa qualquer e assinar. O meu livro estava cheio de quadras, frases, e evidentemente muitas assinaturas… Às vezes quando se procura algo, encontram-se dentro de um baú estas preciosidades e ficamos a tentar lembrar quem eram aquelas pessoas. Na verdade umas lembro-me, algumas nem por isso. Lembro duma das frases que me marcou para sempre: “Sorri sempre, ainda que o teu sorriso seja triste. Porque mais triste que o teu sorriso triste é a tristeza por não saber sorrir”. Nunca soube quem a escreveu, a original, mas sentia-a profundamente. Ainda hoje, e na verdade, assim é.
Quando estamos tristes por alguma razão, um sorriso alheio faz-nos sentir o impulso a responder com um sorriso, e, como que por magia, as razões para essa tristeza diminuem. E que dizer quando os filhos sorriem para os pais? São sorrisos que nos fazem sentir nas nuvens, com uma alegria imensa que só os filhos fazem os pais sentir… Receber um sorriso das pessoas de quem gostamos, saber que estão felizes, é do melhor que o mundo tem. Para ver um sorriso no rosto das pessoas de quem gostamos movemos céu e terra. E então, sorrimos também. Porque nos sentimos realizados. Nada… Mas mesmo nada volta a ser igual até que um sorriso, verdadeiro e sentido, regresse e nos contagie.
Aqui vai o meu sorriso para ti, amor!
Maria Luisa
Tem gente que confunde "livre arbítrio" com arbitrariedade. Vc falar o que pensa PARA QUEM QUER OUVIR é uma coisa, apontar o dedo, é outra.
Tem gente que pensa que pedir perdão é fazer um favor pro outro... Mal sabe este que, na verdade, é um favor para si... BOM DEMAIS!
A gente até pensa em falar coisas bonitas as vezes, daquelas bem bonitas, sabe? Mas, vez em quando, o gelo é mais forte.
COMUM
Quando a gente pensa, quando a gente escreve, quando a gente fala, a gente sente;
Quando a gente nasce, quando a gente cresce, quando a gente existe, a gente sente;
Quando a gente dorme, quando a gente sonha, quando a gente acorda, a gente sente;
Quando a gente corre atrás, quando a gente volta atrás, quando a gente reconhece, a gente sente;
Quando a gente presta nossas contas, quando a gente vai de ponta à ponta, quando a gente finge que obedece, a gente sente;
A gente fala de maneira tão banal, que tudo é lixo
nada importa; tanto faz!
A gente xinga, vê defeito em quase tudo... A gente sente.
A gente faz de tudo para estar no dia passado, pois com certeza algo em nós de bom ficou marcado.
A gente lembra quem nos lembra e que nos faz sorrir e quando vem a real, a gente sente"...
As vezes é o nosso espirito que sofre, e a gente pensa que é a nossa carne, é ele que busca tanto algo, e vê que nós não estamos indo atrás de seus anseios, que estamos deixando a existência passar em vão, preocupados com desejos obsoletos, carências humanas e materiais.
Nisto vai gerando conflitos internos, sentimentos de depressão e rejeição, sentimentos que provém da carne, e não da alma.
Estes conflitos internos, nada mais é que seu espirito lutando com sua mente, e não podendo fazer nada enquanto você não abrir seu coração e ver o que está oculto.
Pensa que É fácil?
Não, pra mim está sendo difícil...
A felicidade incomoda muita gente que não sabe me ver com um sorriso estampado no rosto.
Penso: não sou rica, não sou magra, não sou loira, não sou alta e nem tenho olhos azuis!
E ainda assim me invejam tanto. Gil Macedo
Tem gente que pensa que 1º de Abril é o ano inteiro.
Ai somos obrigados a lembrá-los que é só um dia!
Tem gente que só pensa em si, mais uma coisa digo. Se quer ser alguém, seja você mesmo, pense em seus objetivos e não olhe para trás.
tempo uma palavra para pensa tem muita gente que diz: dê tempo ao tempo sem saber se o tempo pode ajudar ou estraga. Pois eu digo siga seus instintos que ele saberá o momento certo de agir.
