Quadras e Trovas
O amor se fez em trova enganando a dor acompanhou a melodia em uma cantiga bonita.
Serei seu trovador e cantarei os versos mais bonitos em que você mereça a trova entoa com um singelo canto.
E com beleza lhe faz luzir com clareza e admira-la com a intensidade de uma melodia extraordinária.
Haverás de me rever refeita,
Ainda mais tua - e perfeita,
Porque a trova que plantamos
A acácia mais bela [semeia].
Acabaram de vez os [freios,
Só a espaço para desejos e flores,
Conhecemos a vida e os [sabores,
É por isso que nos escolhemos.
Nós sabemos o quê queremos,
Amor de verdade é o quê temos,
Um sentimento de pertença,
Com doses de [indecência].
Carinhos que irão sempre [adiante,
Gostamos de tudo que seja insinuante,
As nossas índoles são [picantes,
No melhor do arfar - extasiantes.
Os nossos beijos são o [alimento],
Os nossos corpos formarão um casulo,
Decidimos estamos pelo nosso futuro,
Nós nos escolhemos por porto seguro.
As minhas cordas
vocais feitas
dos anéis de Saturno,
ecoam o augúrio
da trova do infinito.
Pós a conjunção
entre a Lua e Vênus
o teu coração
virou a concha
acústica da minha voz.
Tens o meu peito
preso no teu garfo
de Tritão certeiro,
aguardando por ti
e um sinal do tempo.
Pedi ao asteróide
que beijará o céu
desta noite fria
que leve o meu
ambicioso beijo.
Porque em companhia
das estrela-do-mar,
sou a que está ao teu
encontro a buscar
a partida todo o dia.
Trovadorismo para Rodeio
Quem dera eu transformar
o meu peito numa viola
para cantar o Trovadorismo
para a cidade de Rodeio
que capturou com beleza
o meu coração em cheio.
O vento que vem de lá
Entra sem eira nem beira
Descabela o mundo de cá
Abre a janela, venta e incendeia.
O que não dura encanta,
já o que dura
quase sempre aborrece.
Bem por isso é que as rosas são eternas.
LA
Nunca permitiria que quem não vestisse uniforme e jogasse todo santo dia determinasse o que se fazia na quadra de basquete.
MORTE E MAR
A morte morre na praia,
a pérola morre no mar...
Enquanto a baleia nada,
sereia esconde o chorar.
Antonio Montes
GOMAS DA PAIXÃO
Aroma de corpo
corpo sob toalha
toalhas em gotas d'água
água em fina camada.
Camadas de desejos
desejos trepidos de volúpias
volúpias movidas a beijos
beijos em marcha a galopar.
Galopar na paixão
paixão de brasas e labaredas
labaredas atiçando fogo
fogo que a ti segreda.
Segreda em seu casulo
casulo que lhe dão gomas
gomas de vontades pesponta
pesponta e aponta o aroma.
Antonio Montes
QUINTAL DO MUNDO
Descidas, escadas empurram
empurram pés, pelos degraus
degraus da vida arfa o fôlego
fôlego, cheira, no quintal.
Quintal... Inicio do mundo
mundo fundo, sempre enterra
enterra o corpo sob terra
terra que devora a treva.
Treva, leva o peito seu
seu leito de água e mar
mar de bruma que empurra
empurra eu seu velejar.
Velejar pela verde vida
vida ventos, panos finos
finos trato de um futuro
futuro passos de menino.
Antonio Montes
VOZES ESQUECIDAS
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Com patuá e caneta
canetas p'a rascunhar
rascunhar coisas da vida
vida poeta e poetar.
Poetar o olhar nos olhos
olhos misera, falta de pão
pão negado ao inocente
inocente exposto ao cão.
Cão fome e moscas
moscas a voar os restos
resto de uma vida louca
louca pobre sociedade.
Sociedade de clamores
clamores, voz esquecida
esquecida os seus amores
amores de simples vida.
Antonio Montes
CAMINHOS DE UM POETA
Pelos caos e os escombros
pelas restas, pelas frestas
vai o poeta e seu ombro
movendo poesia reta.
Diz da ganância e fome
recita a falta de pão
mazelas dos homens grandes
e a incoerência do coração.
Das lagrimas dos inocentes
os sonhos dos aprisionados
grilhões de toda essa gente
pela expansão do condado.
As vezes, pétalas de flor
com orvalho da manhã
das tristezas e do amor
e os espinhos do divã.
Antonio Montes
BONECA DE SONHOS
Boneca de pano
com todos esses anos
perdeu-se nas linhas
dos planos que fiz.
Você embreou-se
na maquina do mundo
se desfez em engano
como risco de giz.
Boneca de pano
em maquina de mão
cutucada com dedal
e pesponta coração.
Com linhas dobradas
e pontos do passado
a vida dourada
perdeu-se no fado.
Boneca de pano
sem planos de sonhos
deixou-me sem sono
com seu abandono.
Antonio Montes
A REDE
Que rede é aquela...
toda cheia de nó
fica quieta na dela
colhendo seu pó.
Bate o pé, bola rola
vai na dela, olhe a mão
a rede então desenrola
aos aplausos da nação.
Que rede é aquela...
que faz feliz e infeliz
com grito, lá vai ela!
e o silvo apito do juiz.
Uni o mundo e fundo
pra ver o desenrola
no mundo, todo mundo
já gritou... Olhe a bola.
Antonio Montes
PASSADO FUTURO
O amanhã eu passarei
todos vocês irá passar
e os que irão, passarão
passarão para ficar.
Quem não passa fica...
Na vontade de passar
quem passa, se agarra
com vontade de chegar.
Como passageiro do mundo
com meus passos, eu passo
passo devidamente apressado
para o futuro que será passado.
Ficará guardado, o presente
no passado bem ausente
o qual baterá no momento
no presente, consciente.
Antonio Montes
