Prosa Poetica Vinicius de Moraes

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Desculpe

Me perdoem por favor.
Pela insistência em expor.
O que escrevo com amor.

O que mais cabe ao escritor senão escrever?
E o que resta ao leitor além de ler?
Rir ou chorar.
Apreciar ou desgostar. Criticar.
Se emocionar.
Conhecer.
Saborear.

Me perdoem.
Mas Minh ‘alma implora se expressar.
Através de minhas calejadas mãos.
E de realização irá exaltar.
Caso consiga, o coração de um único leitor, desabrochar.

Priscilla de Carvalho 11/03/2016

Inserida por pcar1973

Cumplicidade‬
Já outono, as folhas começaram a cair, um velho bosque na estrada de Oklahoma, o vento bate e as folhas voam como passarinhos, as pedra em seu caminho são de jade, o brilho é inconfundível, os segundos nesse lugar é uma eternidade, uma arvore linda, e dela jorra água, tão límpida que se ver o rosto de seu criador, uma gota da seiva da arvora escorre por ela, vermelha como sangue, sinto minha respiração ofegante, ouço um sussurro, "no final vai ficar tudo bem".

Inserida por Bem-aventurados

Mat 24:36 Daquele dia e hora, porém, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, senão só o Pai

1Co 15:54 Mas, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrito: Tragada foi a morte na vitória

Mat 19:14 Jesus, porém, disse: Deixai as crianças e não as impeçais de virem a mim, porque de tais é o reino dos céus.

Como reina, uma criança do reino do céu?
R=

Mat 16:19 dar-te-ei as chaves do reino dos céus; o que ligares, pois, na terra será ligado nos céus, e o que desligares na terra será desligado nos céus. View more

Como reina, uma criança do reino do céu?
R=

at 18:4 Portanto, quem se tornar humilde como esta criança, esse é o maior no reino dos céus.

1 coríntias 15
26 Ora, o último inimigo a ser destruído é a morte.

Mat 18:3 e disse: Em verdade vos digo que se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus

Mat 18:6 Mas qualquer que fizer tropeçar um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho, e se submergisse na profundeza do mar.

E quando testemunha de Jeová, espera, testemunha de Jeová, pra testemunha de Jeová, e aí, como é que fica?

E se Jesus, foi o sábado, o dízimo e o batismo, e aí, como é que fica?

E aí a morte não morre mais?

Inserida por danisurfpalmas2

Minhas Primeiras Palavras

Tenho estas palavras guardadas em meu peito, á muito tempo!!
Tempo que as fez amadurecer, e como uma arvore frutífera! Os poucos frutos que ficam, apodrece e se torna indigesto.
Como a sena de um prato de vermes sendo devorado por a ingenuidade e fome de uma criança!!!!!
Sim, palavras q revoltam, cena que enoja se presenciada.
Palavras e atos que confundem á mim mesmo,
Entre galhos, frutos e fungos...

Inserida por Leon_Lenda

A INSTITUIÇÃO IGREJA E O SEU PROPÓSITO

Templo? Igreja? Casa de Oração? Lugar de reunião? Lugar santo? Templo sagrado?
Sinceramente, não tem importância nenhuma a forma que você se refere à instituição, que a maioria leiga conhece "igreja".
Se essa instituição recolhe o dízimo dos fiéis com a desculpa de comprar um ar-condicionado novo ou porque pretendem construir um templo maior, tal igreja faz parte da “massa de instituições inúteis” e que não servem para nada, mas apenas para entreter as ovelhas doentes que precisam ser cuidadas.
Entretanto, se a instituição é coparticipante da missão de Deus e prepara seus membros para o campo missionário oferecendo a eles conhecimento bíblico necessário e um bom estudo apologético, é para lá que você deve ir! Esta instituição de fato vive para o seu propósito originário.
Existe, ainda, pessoas esperando uma resposta de Deus para fazerem missão e se esquecem que quando Deus separou Paulo para a obra missionária, o Apóstolo já estava em missão. Você não precisa ser chamado para fazer missão, precisa apenas cumprir uma ordem que foi dada a todo discípulo de Jesus.
As pessoas leigas tendem a olhar para a Instituição e a primeira coisa que elas falam é que o pastor rouba dinheiro dos fieis. Ora, você já parou para pensar no porquê desta afirmação? Só um comentário breve, não tenho nada contra nenhum ministério pastoral, sendo eu mesmo apto a exercer tal função.
Todavia, se o foco for “as coisas” e a instituição em si apenas estamos perdendo tempo e nos afastando dia-a-dia da vontade de Deus. Se, no entanto, a missão de Deus ainda está dentro dos nossos corações já passou da hora de parar de pensar em templos maiores e passar a investir no que realmente importa, a saber, a missão de Deus!
Milhares de pessoas morrem todos os dias e nunca ouviram falar de Jesus e você preocupado em construir templos insignificantes. O que é a missão de Deus? Vidas ou templos? Líderes inúteis para o Reino geram discípulos acomodados. O culto pode ser feito em qualquer lugar, não precisamos gastar R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais) para construir um novo templo, mas capacitar e enviar missionários por todo o mundo.
É claro, você deve sim se reunir como igreja como diz o texto de Hebreus 10: 25 que declara "Não abandonemos a tradição de nos reunirmos como igreja, segundo o procedimento de alguns, mas, pelo contrário, motivemo-nos uns aos outros, tanto mais quanto vedes que o Dia está se aproximando [...]". Porém se reunir como igreja não quer dizer que você tem que construir um templo maior para que todos possam estar no mesmo lugar. Igreja é você, não a parede da instituição. Essa reunião, a qual passamos a chamar de culto, pode ser feita em qualquer lugar e aí nesse lugar sim, você como igreja pode motivar seu irmão que pode estar mais fraco na fé.
O que é pior é ver uma igreja crescer, crescer... e então, só depois disso se dividir em células. Aí, neste caso usa-se a expressão “multiplicar” ou “dividir” e dizem: “Temos que multiplicar a célula para ter grupos menores para que todo mundo cuide de todo mundo, porque o pastor não pode cuidar de todos sozinho.” Oras, mais é claro que não! O pastor não é onipresente para estar em todo lugar.
A célula é uma instituição mais valiosa que a própria instituição "igreja", que está consome muito dinheiro com gastos inúteis para manter sua aparência e comprar coisas secundárias. A instituição se esqueceu do seu papel e jogou toda a responsabilidade sobre as agências missionárias, que não precisariam existir se a instituição cumprisse seu verdadeiro papel que é enviar missionários por todo o mundo.

Reflexões, 15 de Março de 2016.

Inserida por meuspensamentosBruno

Viagem ...
Deito-me,
por um momento,
saio de mim
a viajar no espaço-tempo,
intrigante, indefinido, infinito ...
Em êxtase, ebuliçao molecular,
ultapassando paredes densas
dimensões insanas
segredos retidos
de sentimentos febris ...
Tremores, dores, suplícios
a repudiar aquilo que verga-me
as articulações cansadas do esquecimento,
em sensações difusas
de passado perdido,
eclodindo,
em presente futuro,
recordo!
O outrora equecido
agora latente
em peito doente ...
A lembrar de ti,
em momento vago
percisei cavalgar no espaço,
vislumbrando minha face à tua face
indagando-me
em profanas perguntas,
cobranças vazias,
fugindo no horizonte,
infinito e estelar
dissipando-se em poeira,
a memória universal,
em arquivos de tempo.
Regresso!
Velocidade da luz,
diversas galáxias,
passando em instantes,
retomo meu corpo,
abrindo, olhos assustados,
respiração ofegante
em suores polares.
Retomando os sentidos,
fui ao passado esquecido,
em futuro presente,
por um só momento,
ver-te mais uma vez.
Francisco Marques
22.03.2016

Inserida por Marques880

DADOS BIOGRÁFICOS
(Paulo César De Miranda)

Nasceu aos 16 de Janeiro de 1955 na cidade de Dom Silvério – MG.
Dos 5 aos 12 anos viveu numa fazenda, em cidade próxima a cidade natal. Morou em Nova Era - MG, na adolescência, onde trabalhou no comércio local e posteriormente mudou-se para João Monlevade – MG.
Em João Monlevade trabalhou na Cia. Siderúrgica Belgo Mineira, hoje Arcelor Mital, durante 10 anos (1974 a 1984) como metalúrgico em área de produção de fio-máquina (arame). Foi também em João Monlevade que estudou no Centro Tecnológico Dr. Joseph Hein, formando-se Técnico em Metalurgia.
Em 1984, já casado com Sônia e pai da Maria Angélica, foi trabalhar no Município de Barcarena-Pa, cidade próxima a capital Belém. Na metalúrgica ALBRAS – Alumínio Brasileiro S/A, subsidiária da Vale do Rio Doce, trabalhou por 22 anos, exercendo a função de Gerente de equipe de produção de alumínio em fornos eletrolíticos. Foi também neste novo ambiente e período de sua vida que nasceu a segunda filha, Ana Paula. Aí, junto aos seus familiares, construíram várias amizades com pessoas de diversas localidades do Brasil.
Por volta de 1995, como estudioso e curioso, adotou como filosofia de vida o Espiritismo, frequentando e trabalhando no CEPAZ – Centro Espírita Trabalhadores da Paz, concretizando um sonho antigo e satisfazendo a necessidade de se esclarecer sobre vários aspectos da vida até então incompreendidos: filosóficos, científicos e religiosos. Já ingressado por convicção na Doutrina Espírita, exerceu a função de Diretor Financeiro do CEPAZ por 2 anos, coordenou grupos de estudos, criou e editou o Jornal “O Pacífico” e tornou-se Evangelizador Espírita, disseminando os Ensinamentos do Cristo para Evangelizandos a partir da idade da pré-adolescência.
Em 2006, já aposentado e desligado da ALBRAS, mudou-se para Belo Horizonte – MG, onde havia adquirido moradia. Dando continuidade aos trabalhos voluntários com foco no Espiritismo, passou a frequentar a Fraternidade Espírita Camilo Chaves, tornando-se em 2007, Evangelizador do 3º Ciclo na “Evangelização Pequeninos de Meimei”. A partir de Janeiro de 2011, como trabalho contíguo à Evangelização Espírita, criou e passou a editar o “Jornal Pequeninos de Meimei”, enfocando fatos e fotos relativos a esta Evangelização.
Com coragem, determinação e criatividade, neste ano de 2015, está completando 8 anos como Evangelizador no Camilo Chaves, escrevendo textos e crônicas, a luz da Doutrina Espírita e que fazem parte desta antologia.
Belo Horizonte – MG, 15 de Maio de 2015.

Inserida por PAULOCESARDEMIRANDA

UMA VISÃO, PESADELO
Ela era velha, simples e horrenda.
Unhas compridas, cabelos grisalhos,
Voz semi-rouca, veste em frangalhos.
Tinha um olhar temível e frio,
Da boca, gemidos qual foz de um rio,
Amedrontavam, distantes pássaros no ninho.
Sua cabana agreste e escura,
Coberta de palha, escorada por lenha,
Ao centro de uma sala, uma mesa jazia.
Por cima, um signo: a serpente da magia.
Ao lado, um quarto, um altar e esteira,
Onde suas preces não eram de uma freira.
Falou-me tudo, de tudo:
Do nascer, do morrer.
Do homem, a ignorância
Haveria de sofrer.
Meu presente e meu futuro,
Sim! Um pouco eu pude crer.
Falou-me, ainda, sua voz sempre rouca,
Das provas que eu um dia iria sofrer,
Das lágrimas que eu chorei por tudo,
De momentos que eu vivi por nada.
Meu futuro... prometeu
A felicidade que eu a conheceria.
Doze badaladas ouvi tocar;
Gargalhadas, gemidos, árvore a se agitar.
Já se foram os espíritos – disse;
Só resta um altar.
Nele uma velha que o mundo desconhece
Flertou comigo por um tempo
E fez o meu sonho despertar...

Inserida por PAULOCESARDEMIRANDA

Talvez eu esteja mudada mesmo, talvez nunca levei jeito para fadinha, estou aqui para ser protagonista da minha vida, não coadjuvante da vida de ninguém, talvez eu seja meio autoritária mesmo, temperamental, as coisas muito mornas me incomoda, fingir que não estou vendo, que não sei, que não percebo é tão massante, eu não tenho paciência pra muita coisa mesmo, tenho preguiça de quem não é pra valer, é foda sabe? mas eu não tenho, metendo os pés pelas mãos, e vamos indo, na real, eu penso muito, muito mesmo, se tratando de mim, não da pra ter muita certeza das coisas, não sou previsível, faz parte de mim o tudo ou nada, faz parte de mim os exageros, as paixões avassaladoras, o amor sem medida, a eterna indiferença, confesso equilíbrio não anda lada a lado comigo, mas essa sou eu, triste ou feliz em exagero, de corpo e alma, com o coração na boca, com todo o meu amor, da risada exagerada, de choros inconsoláveis, eu estou indo, vindo, estou por aí, se puder sem dar explicações, não sou muito boa nisso também, acho um tédio ter que dar explicações pra quem não merece, mais entediante ainda é ter que explicar isso, eu decido a hora de ir, fico por quem é real, quem é de verdade, mas o momento é de partida, eu estou partindo, sempre atrás do que acredito como verdade, onde está meu coração é onde eu estarei, onde tem amor é onde eu permaneço, sempre fiel aos meus sentimentos, só que hoje de uma forma mais madura e responsável, já que fui tão inconsequente comigo mesma, das vezes que me atirei de cabeça nas minhas ilusões, exagerada, eu vou causando muita confusão, já falei demais, eu estou indo.
vontadedeescrever...

Inserida por Fernandadeabreuramos

A obsessão da paixão leva ao descontrole mental fazendo com que o apaixonado se torne completamente irracional a ponto de fazer coisas imbecis pelo outro. Já o amor comete a grande loucura de perdoar muitas vezes aquela pessoa que não merece, mesmo que em um certo momento do relacionamento este provou que não ama.

Somente aqueles que se entregam à loucura chamada amor conseguem perdoar aqueles que não merecem. A obsessão da paixão não consegue perdoar, pelo contrário, procura obter todos os benefícios possíveis daquele que corresponde a essa paixão.

A paixão é uma obsessão e o amor é uma loucura!

ALMEIDA, Bruno de Souza. "Reflexões". Resende, 27 de Novembro de 2015.

Inserida por meuspensamentosBruno

As preposições de um acontecimento nos remete à uma indagação profunda e pessoal.
As coisas acontecem sem ao menos termos o controle da forma com que acontecem.
Seria algo incompreensível talvez, ou não teria sentido algum com certeza.
Por mais que tentamos manipular a nossa vida, ela própria nos conduz a becos escuros e admiráveis arco íris.
Temos que ter o domínio da exatidão das coisas, conhecer profundamente cada detalhe de um ícone.
Precisamos nos conhecer mais do que qualquer um antes de questionar o que nos tornamos por responsabilidade do nosso próprio destino.
Compreender o que se passa em si é transparecer um caminho de grandes descobertas e surpresas, que nos remete a lembranças que jamais queremos esquecer.

Inserida por welitondeangeli

Estrada para o interior:
A via que me leva leva ao passado é a mesma que projeta o futuro.
Aqui, compreendo a influência do caminho e sua relação com a jornada.
Percebo como os trajetos escolhidos se transformam no próprio destino que trilha a passagem para a próxima estada.
E, nesta esteira que se auto alimenta, já não sei mais separar a causa do efeito.
Afinal, sou eu que percorro a estrada ou é a estrada que transita em mim?

Inserida por matlima

A maior riqueza é aquela que não pode ser tomada, pois nasceu em um raio de águas eternas. Não se engane, as melhores coisas desta vida são de graça e acredite: a maioria das pessoas não as quer.

Olhe a sua volta: grande parte dos homens age pelos seus interesses, não pelos seus ideais, mentem para esconder a verdade e nem ao menos sabem quem são e pior ainda do que todas essas coisas expostas: possuem muitos bens, mas nenhum deles é capaz de lhes completar, visto que são absolutamente secos, vazios, ignorantes e desprovidos do maior de todos os atributos: o amor.

Inserida por PablodePaulaBravin

Exausto, desmaia o dia
Debruça o sol no horizonte
Sem palidez, ruborizado
Crepúsculo enamorado
Relaxando-se no poente
Aguarda a chegada dela
Da lua, sua eterna amada
Enquanto o céu plúmbeo
Anuncia as gotas brilhantes
Lágrimas do pranto estelar
Espalhadas timidamente
Compadecidas, cúmplices
Escondem o rubor do sol
Que esmaece, minguante
Pois, sabem-no condenado
Da lua viver distante.

Inserida por katiacristinaamaro

GEMINIANO,
GEMINIANO,
terra de diversidades,
muitas comunidades,
povos de famílias simples,
iguais e desiguais,
classes sociais que se formam,
se informam e
se transformam.
Cidade pacata,
festeira, forrozeira
e por que não pagodeira?
Terra de tradições que se desfazem,
como: Reisado, São Gonçalo dentre tantas
que se vão pelo tempo.

Inserida por RicardoMoura

"Não importa onde, como e quando as Paixões ocorrem. O fundamental é que elas pulsem firme no coração de cada Ser, e que esses encantados, eternizem em si a claridade do amor, que no plano existencial, é em verdade, o que salva a todos nós!"

Nota: Sentença pensada a partir do cartaz de promoção da 1ª Paixão de Cristo a ser realizada em Salvador-BA.
Este cartaz foi publicado na edição de Hoje do Jornal Folha de São Paulo.
Muito Axé para os artistas Soteropolitanos,e que eles tenham todo o sucesso da Bahia.
Nós que já estamos na 4ª Encenação, mandamos daqui um cheiro para os irmãos artistas da Bahia.
Celso Corrêa de Freitas - 30/03/2014 13:15 horas
ACD Nº 1821

Inserida por CCF

O tempo

Ainda que eu viva cem anos, não serão suficientes
Para eu aprender a razão do meu ser.
Mesmo que passe uma vida inteira em busca de um sonho
Mesmo assim, ficaria surpresa, que, ao chegar lá bem no final,
Nada fosse encontrado, nem sonhos, nem paredes
Nem uma flor sequer. Só um vazio constante
Daqueles que perfura a alma com tanta quietude
Que arremessa para longe qualquer possibilidade
De aceitação ou de recusa de si mesmo.
É como dor que não cessa, mas que dela precisamos
Para nos sentirmos vivos, inteiros, mesmo que no momento
Estejamos em cacos.
Dilacera esse maldito tempo, pois ele mesmo dá o tempo de criar e recriar
De nascer e de morrer, de ter e de perder, como uma efêmera estação
Que passa para dar lugar a outra que se inicia.
Ou ainda como a noite que termina e o sol nasce no horizonte, que este pode ser aqui
Ou acolá, depende das horas e do lugar.
Porém continuo sem tempo, de viver, de amar
Porque perco tempo em não estar em lugar algum pelo simples fato de não existir.

Inserida por rosanadefreitasleal

Refletindo ...
Raros momentos,
perplexidade no olhar,
uma folha que cai,
um grito de ai,
aquela folha desfaz e,
fecha seu ciclo.
Banal é,
não banalizar,
o que fora,
banalizado,
a folha que cai,
não tocou o solo,
está caindo,
juntando-se as outras,
juntando-se ao todo,
retornando para
a alma-máter
natural.

Inserida por Marques880

A ESCOLHA DOS MINISTROS DO STF - PEC 35/2015 - aprovada

O Supremo Tribunal Federal é peça fundamental do sistema político-jurídico brasileiro, pois além de ser o órgão máximo da organização judiciária a Constituição lhe atribuiu, como sua competência precípua, declarando ser a mais relevante de suas atribuições, «a guarda da Constituição». Deve-se reconhecer, entretanto, que embora tendo afirmado expressamente seu papel de extrema relevância, a Constituição de 1988 manteve alguns aspectos da organização e das competências da Corte Suprema que interferem no pleno desempenho de suas competências constitucionais, pois permitem ou favorecem a interferência de fatores não-jurídicos na composição do Tribunal e no exercício de suas relevantes funções.

Um dos pontos merecedores de reparos e que já tem sido apontado por eminentes juristas é o processo de escolha dos Ministros que compõem o Supremo Tribunal Federal. Por disposição expressa do artigo 101 da Constituição, os Ministros serão nomeados pelo Presidente da República, devendo ser escolhidos «dentre cidadãos com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade, com notável saber jurídico e reputação ilibada». O nome escolhido pelo Presidente será por este nomeado depois de aprovado pela maioria absoluta do Senado Federal.

Na realidade, o Supremo Tribunal Federal tem dado contribuição relevante para os avanços na proteção da moralidade pública, assim como na efetivação dos direitos fundamentais consagrados na Constituição. Entretanto, como tem sido observado por autorizados comentadores do desempenho da Suprema Corte, tem havido casos em que se tem tornado evidente a interferência de outros fatores, que não as normas e os princípios constitucionais, no voto de alguns Ministros, às vezes tendo influência decisiva numa decisão do Supremo Tribunal Federal. É oportuno observar que os inconvenientes do atual processo de escolha dos Ministros tem sido objeto de críticas frequentes e de sugestões de mudança, registrando-se mesmo observações dessa natureza oriundas de entidades que congregam membros da Magistratura. Embora essas ponderações sejam feitas, habitualmente, com grande discreção, respeitando a autoridade do Supremo Tribunal Federal e reconhecendo sua contribuição positiva para a preservação da ordem constitucional brasileira, algumas ponderações têm sido divulgadas pelos meios de comunicação.

É importante assinalar que nunca se chegou a pretender enquadrar um Ministro do Supremo Tribunal Federal na figura do corrupto, que faz concessões em troca de vantagens pessoais. Entretanto, têm sido apontados casos em que um nome foi escolhido para Ministro do Tribunal Superior por influência de ligações político-partidárias ou de poderosos segmentos sociais, ou ainda por relações de amizade com o Presidente da República ou com pessoas muito influentes no governo. Isso tem levado à escolha de Ministros sem maior expressão nos meios jurídicos e sem compromisso com a supremacia dos princípios e normas constitucionais, o que acaba influindo em seu desempenho na Suprema Corte.

Por todos esses motivos, merece especial atenção a recente decisão da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado da República, aprovando a Proposta de Emenda Constitucional 35/2015, de autoria do Senador Lasier Martins, do Partido Democrático Trabalhista do Rio Grande do Sul, «modificando a forma de escolha dos Ministros do Supremo Tribunal Federal». Um dado significativo é que já foram apresentadas no Senado da República várias Propostas de Emenda Constitucional tendo por objeto a introdução de mudanças no Supremo Tribunal Federal, inclusive no modo de escolha dos Ministros. Mas essas propostas ficaram paradas e não tiveram seguimento, o que alguns consideram que tem ocorrido pelo temor dos Senadores ou dos Partidos Políticos de entrarem em conflito com o Supremo Tribunal e mais tarde serem vítimas de alguma retalhação em decisão daquela Corte. O fato é que pela primeira vez uma Proposta de Emenda Constitucional modificando aspectos fundamentais da composição Supremo Tribunal Federal teve seguimento e acabou sendo aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça.

Nos termos da PEC 35/2015 agora aprovada, deverá ser alterado o artigo 101 da Constituição da República, introduzindo-se mudanças em pontos substanciais. Por essa Proposta de Emenda serão mantidas a exigência de idade mínima de trinta e cinco anos e máxima de sessenta e cinco anos de idade, assim como de notável saber jurídico e reputação ilibada. Mas será acrescentada a exigência de «pelo menos quinze anos de atividade jurídica». A mudança mais expressiva deverá constar em parágrafos que serão acrescentados ao artigo 101. Segundo o parágrafo 1°, o Presidente da República deverá elaborar uma lista tríplice com os nomes dos candidatos, tendo o prazo de trinta dias, a contar do surgimento da vaga, para elaboração da lista. Essa exigência visa impedir que continue ocorrendo a existência de vaga por tempo prolongado, sem que o Presidente escolha o novo Ministro, como se verificou recentemente, quando decorreram mais de dois meses sem a indicação de um nome para preenchimento da vaga resultante da aposentadoria do Ministro Joaquim Barbosa.

Nesse mesmo parágrafo 1° dispõe-se que a escolha do novo Ministro do Supremo Tribunal Federal será não mais uma prerrogativa arbitrária do Presidente da República, mas deverá ser feita por um colegiado, que elaborará uma lista de três nomes, tendo o prazo de um mês para isso. Esse colegiado terá a seguinte composição : I. o Presidente do Supremo Tribunal Federal; II. o Presidente do Superior Tribunal de Justiça; III. o Presidente do Tribunal Superior do Trabalho; IV. o Presidente do Tribunal Superior Militar ; V. o Procurador Geral da República; VI. o Presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil. No parágrafo 2° dispõe-se que o Presidente da República comunicará a escolha ao Presidente do Senado Federal, até um mês depois de recebida a lista tríplice. No parágrafo terceiro ficou estabelecido que o Presidente da República fará a nomeação do novo Ministro depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta do Senado Federal. E nesse mesmo parágrafo dispõe-se que os Ministros do Supremo Tribunal Federal receberão um mandato de dez anos, vedada a recondução. Finalmente, pelo parágrafo IV os Ministros do Supremo Tribunal serão inelegíveis para qualquer cargo eletivo até cinco anos após o término do mandato da Suprema Corte.

Como se pode verificar, trata-se, na realidade, da modificação de pontos substanciais, afetando aspectos que muitos analistas do Supremo Tribunal Federal têm considerado necessitados de modificação. Não há dúvida de que a aprovação dessa PEC pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado Federal é um passo de muita importância no sentido do aperfeiçoamento da composição e do funcionamento do Supremo Tribunal Federal. Mas pela grande relevância do tema e pela repercussão óbvia das mudanças no desempenho do Tribunal e, consequentemente, na preservação e busca de eficácia dos preceitos da Constituição, norma superior e vinculante, segundo a notável expressão de José Joaquim Canotilho, todos os que respeitam a Constituição, reconhecem a grande importância do Poder Judiciário na ordem política e jurídica brasileira e desejam a efetivação dos princípios e das normas constantes da Carta Magna deverão procurar inteirar-se mais do andamento da PEC 35/2015, analisando e discutindo as proposições nela contidas, para que se tenha no Brasil a prevalência da Constituição e, a partir dela, de uma ordem política e social democrática e justa.

Inserida por OswaldoWendell

QUEM DEVERÁ, DE ACORDO COM A PEC 35/2015, ESCOLHER OS MINISTROS DO STF :

Nesse mesmo parágrafo 1° dispõe-se que a escolha do novo Ministro do Supremo Tribunal Federal será não mais uma prerrogativa arbitrária do Presidente da República, mas deverá ser feita por um colegiado, que elaborará uma lista de três nomes, tendo o prazo de um mês para isso. Esse colegiado terá a seguinte composição : I. o Presidente do Supremo Tribunal Federal; II. o Presidente do Superior Tribunal de Justiça; III. o Presidente do Tribunal Superior do Trabalho; IV. o Presidente do Tribunal Superior Militar ; V. o Procurador Geral da República; VI. o Presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil. No parágrafo 2° dispõe-se que o Presidente da República comunicará a escolha ao Presidente do Senado Federal, até um mês depois de recebida a lista tríplice. No parágrafo terceiro ficou estabelecido que o Presidente da República fará a nomeação do novo Ministro depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta do Senado Federal. E nesse mesmo parágrafo dispõe-se que os Ministros do Supremo Tribunal Federal receberão um mandato de dez anos, vedada a recondução. Finalmente, pelo parágrafo IV os Ministros do Supremo Tribunal serão inelegíveis para qualquer cargo eletivo até cinco anos após o término do mandato da Suprema Corte.

(Jornal do Brasil)

Inserida por OswaldoWendell