Prosa Poetica
Eu nunca
reclamei sequer
Pelos amores
que perdi,
Mas com certeza
por aquilo que
Defendemos,
reclamarei
Até te deixarem voltar,
porque os valores
Igualdade, liberdade
e fraternidade,
São ideais que
valem a pena cultivar,
Faço votos
que o destino
permita os teus
sonhos realizar.
Era para ter sido ontem,
e mais um dia foi adiada,
A espera anda salgada
porque ela não faz sentido.
Essa falta de verdade
anda me machucando
que até parece um tanto
que aconteceu comigo.
Tratar mal quem a história
conhece como leal herói
É desrespeito a memória,
e não tem a ver com justiça.
Isso só confirma que há
quem por sadismo busca
Nas dores alheias beber
o cálice da desleal vitória.
Rumo à razão desconhecida,
endereço paradisíaco,
Desejo que até Deus dúvida,
- sonho dionísiaco -
Guardado por um sentinela
- vadio dançarino -
Segredando um pedido
- loucura singular -
Poemizando o espaço
íntimo sagrado de amar.
Discreto à quem interessa,
libido exibicionista,
Interessado só para quem desperta,
- o próprio transbordamento
Para quem sabe provocar
endoidado encantamento.
Esperto à quem atiça,
malícia santificada,
Repleto de manhas e coreografias,
- inesquecível magia
Para quem sabe acender
o incenso aos pés do altar.
Afastei-me da prosa, da poesia e literatura nos últimos dias, pois até nisso sou um medíocre e um covarde que não merece menos do que propriamente dito sobre o meu estado de ser, a repugnância da minha existência sentenciada ao isolamento, e do estado de agir que está afastando do único momento que sinto que me faz realmente sentir um pouco do que molda um ser realmente humano, e que alimenta a minha pouca vontade de viver e alivia a angústia da minha existência, e o peso da minha consciência, que todos os dias martela no fundo da minha alma, e no único e breve momento do descanso do meu corpo, a minha consciência ludibria que vai descansar e esquecer de relembrar o meu estado, que sou o ser mais repugnante e miserável que pisou sobre o solo deste mundo condenado a fracasso da espécie humana. Mas ela não para de lembrar de todos os momentos, que pude ser realmente algo humano, e não fui, pois sou um homem miserável e supérfluo, e estou repetindo esse estado de existência, e não estou fazendo nada, pois sinto que existe alguma força interna que deixa não eu mudar meu estado atual, e o meu ser não vai deixar nenhuma marca da minha existência condenada ao esquecimento e a humilhação, pois não me conectei com o que me faz realmente me sentir humano.
Sou um poeta do novo século, não escrevo apenas poesias, faço das minhas palavras meus versos, prosas e textos, e no meio, disso tudo, persisto em escrever o que sinto, transformando milhares de sentimentos em simples palavras lidas e interpretadas por vocês, as vezes me embolo no meu proprio contexto, as vezes nem sei o que sinto, as vezes minhas palavras são gritos que são apenas ouvidos, por mentes fortes e ao escrever cada palavra, continuo a minha jornada, em busca de amor, em busca de felicidade, em busca de paz, em busca da pessoa amada.
De texto em texto. De verso em prosa. De sussurro ao ouvido ou de grito afora. Sigo nessa fala mansa, com pressa. Destino vai ou volta. Futuro se escreve ou passado se lembra? A estrada é o caminho , o aprendizado o pedágio. Tentar pegar atalhos é passar por cima do necessário. Vai amor, chega razão. Vai companhia, vem solidão. Nessa vida tudo se transforma. É o tempo , o local e a situação. As dores são da Alma, mas a Alma ainda não é coração. . O corpo é o reflexo do que enxergamos um dos outros. Ver além disso pode ser antes da hora, perturbador e perigoso. Deus da a mão, Buda a doutrina. O espiritismo a vida eterna como reencarnação em outras cinas. De entender que não há crença, não há teoria ou achado. Que seja mais importante que o viver agora sem muito importado. Felicidade é espírito e ao mesmo tempo o objetivo final. Sem ela todo o aprendizado e o querer bem perdem todo o seu ideal. Siga a vida em prosa, cântico ou rima, passe em vários caminhos estradas ou cinas. Mas escreva felicidade em seu cotidiano.
"Tento ser imortal num verso, tento ter vida longa numa rima,tento seguir numa prosa,viajo por canto,causa e contos,vivo de desencontros, tento,procuro e encontro, prefiro seguir sem rumo,pra não te causar espanto,leigo de vida eterna,sábio de pouca vida,velho de meia idade, jovem quase ancião, a procura de diversão, escrevo mais essa linha, me alegro com pouco,fico contente se muito,o que de fato importa é o que de fato tenho."
Quando mocinhas, elas podiam escrever seus pensamentos e estados d´alma (em prosa e em verso) nos diários de capa acetinada com vagas pinturas representando flores ou pombinhos brancos levando um coração no bico. Nos diários mais simples, cromos coloridos de cestinhos floridos ou crianças abraçadas a um cachorro. Depois de casadas, não tinha mais sentido pensar sequer em guardar segredos, que segredo de uma mulher casada só podia ser bandalheira. Restava o recurso do cadernão do dia-a-dia, onde, de mistura com os gastos da casa cuidadosamente anotados e somados no fim do mês, elas ousavam escrever alguma lembrança ou confissão que se juntava na linha adiante com o preço do pó de café e da cebola.
"A prosa adere ao pensamento, uniformiza-se adapta-se a ele; e muitas vezes um subentendido produz um jogo de luzes e sombras cheios de profunda beleza, amiúde a frase breve produz inesperadas imagens pictóricas, outras vezes antíteses, ou as anedotas enriquecem as sentenças austeras, a argúcia atenua a trágica solenidade do assunto"
"Comigo, todo sentimento vira poesia ou prosa. Se me seguro pra não chorar, minhas lágrimas viram palavras no papel em branco, se me seguro pra não explodir em raiva, meu sangue que ferve vira palavra que mancha o papel, se me seguro pra não gritar de tanta alegria, meu grito ensurdece e vira tinta que colore o mundo."
Nem prosa e nem poesia. Foi-se o tempo do romantismo. Nem flores e nem cantigas. Foi-se o tempo do poeta e seus versos. Foi-se o tempo das serestas. O que resta da poesia são apenas vocábulos a ermo. Palavras ao vento. Romantismo só interessa aos românticos. Ainda que os verbetes sejam insignificantes aos não leigos, o desejo de ortografar os pensamentos cabe apenas aquelas que entendem de sentimentalidade do espírito e não da materialidade da carne.
La pluma eres el mejor diseño. Eras como la poesia, la más hermosa prosa de mi vida. Eres como la lluvia que sin ella no existiría el arco-íris, donde al final, siempre hay felicidad. Eres como las flores, que sin ellas yo no tendría la vida. Eres com me humilde poesía, porque em ella nunca faltarás!
Tudo sobre ontem viva hoje! se foi bom e necessário, os dias são versos as vezes prosa, fale das paixões mas viva a realidade, filhos que se importam, famílias e afetos, não importa ame seus momentos, pois Deus se agrada acredite! São delícias de dias bem vividos, o fim de tarde vendo as nuvem e sentindo os ventos frescos das montanhas do norte, do sul, seja de onde for viva e reviva o intensos momentos de alegria e prazer natural, simples, cortejando e admirando nuvens passageiras, na companhia de um bom amigo, da esposa e filhos não tem preço um bom papo em fim de tarde chuvosa, calorosamente magnífica nem calor sem frio, mas aquecida a alma com frutos divino sigo em paz com Cristo.
Não tente se defender atacando os outros, tentando expor defeitos alheios ,mudando o rumo da prosa, será que já não é hora de reconhecer os seus e tentar melhorar ?. Atacar o outro não seria justificativa para tais atitudes mediocres e nem mudaria em nada sua condição. Tentar se defender citando problemas de otrem não vai mudar a situação que está. Ou seja pare de se esconder , desmerecer o próximo tentado levantar o próprio ego isso é atitude de pessoas sem argumentos e sem maturidade o suficiente para admitir a si " sim errei" . Só assim mostrará para seu eu que melhorou não com palavras mais com atitudes. Se isso fizer diferença "claro" porque no mundo em que vivemos ninguém mais se preocupa em ter caráter.
Aqui está um pouco da minha história, contada em verso e prosa, moro aqui na cidade maravilhosa. Esta cidade eu amo de coração, mas não me sai da memória os meus tempos de sertão: namorando ao luar com minha amada amante, tocando a boiada, tocando o meu berrante, cavalgando a aboiar nos verdes campos do lugar.
O pensamento expresso em prosa não tem compromisso com o lirismo – como num poema – podendo ser direto e preciso quando necessário, sem os aforismos da poesia. Não ficando atrelado aos arreios da forma, do estilo, da rima ou da métrica, segue livre para mexer com emoções e provocar reflexão no leitor pela identificação com algo que ele já sentia, e que apenas precisava ver traduzido em palavras para que se sentisse representado nele.
Acho que essa vida urbana acabou que matando um pouco da minha inocência poética, quase lírica, que eu tinha antes de vir para cá. São Paulo é uma cidade contagiante, traiçoeira e extremamente envolvente. Não tem como viver distante de sua realidade. Ou você acompanha o seu ritmo avassalador de megametrópole ou sistematicamente é esmagado, deixado para trás, sem nenhuma compaixão. Salve-se quem puder! O tempo por aqui anda mais depressa, não há espaço para um poeta sonhador, feito eu...
Homenagem poética a Moniquinha, descrevo-a como uma pessoa de essência delicada, forte e marcante. Ela é comparada a elementos naturais como um furacão silencioso, uma flor de jasmim, brisa do mar e luz do luar, simbolizando sua serenidade, beleza, força e singularidade. Indico que Moniquinha possui uma presença impactante que transforma situações, trazendo calma e harmonia. Vejo sua história como uma combinação de cultura, arte, passado, presente e futuro; destaco, porém, sua importância única e sua essência eterna. Meu sentimento predominante de admiração, carinho e reverência. Celebro sua personalidade e impacto na vida porque a conheço.
Há uma justiça poética em ver os malignos tentarem cavar um poço para nós e acabarem por cair nele sozinhos. Eu não preciso de mover um dedo para que a vida lhes cobre o preço da maldade; a própria energia negativa que eles emitem é o seu cárcere. Enquanto eles se alimentam de inveja e rancor, nós banqueteamo-nos de paixão e cumplicidade. O nosso amor é um insulto vivo para quem não consegue amar, e eu pretendo continuar a ofendê-los com a nossa felicidade todos os dias da minha vida.
Retórica dos namorados, dá-me uma comparação exata e poética para dizer o que foram aqueles olhos de Capitu. Não me acode imagem capaz de dizer, sem quebra da dignidade do estilo, o que eles foram e me fizeram. Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá ideia daquela feição nova. Traziam não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca. Para não ser arrastado, agarrei-me às outras partes vizinhas, às orelhas, aos braços, aos cabelos espalhados pelos ombros, mas tão depressa buscava as pupilas, a onda que saía delas vinha crescendo, cava e escura, ameaçando envolver-me, puxar-me e tragar-me. Quantos minutos gastamos naquele jogo? Só os relógios do céu terão marcado esse tempo infinito e breve. A eternidade tem as suas pêndulas; nem por não acabar nunca deixa de querer saber a duração das felicidades e dos suplícios. Há de dobrar o gozo aos bem-aventurados do céu conhecer a soma dos tormentos que já terão padecido no inferno os seus inimigos; assim também a quantidade das delícias que terão gozado no céu os seus desafetos aumentará as dores aos condenados do inferno. Este outro suplício escapou ao divino Dane; mas eu não estou aqui para emendar poetas. Estou para contar que, ao cabo de um tempo não marcado, agarrei-me definitivamente aos cabelos de Capitou, mas então com as mãos, e disse-lhe, – para dizer alguma cousa, – que era capaz de os pentear, se quisesse.
