Promessa
Para a face incerta de seus sorrisos torna-a necessária para essa frágil promessa que um dia a sua discrição gritou para ser percebida;
A felicidade é a simplicidade da alma que devemos encontrar dentro de nós mesmo e conter nosso próprio impulso desviando do caminho arriscado e perigoso ao nosso coração;
Me prendam quando eu perco minha paciência, mas me soltem quando me encontrar para o acalentar a minha conveniência;
Nem sempre acredito na promessa que a vida me faz ou na paixão inventada que moinhos me trazem;
Desmedindo o querer minhas forças não limitam os meus sentimentos de aprender para nunca então errar;
Acredito no momento real para que a vida não pregue uma peça insensata para que o meu coração presencie tamanha decepção;
E agora o que se perdeu não fora escondido, porém reconstruindo com alguma promessa esperada pelo coração ansioso, mas pelo desejo de cultivar a felicidade que com a distância não se desfez;
E tenho muito tempo para amar e ser amado, com o belo que ainda fora amargo e não deixou os verdadeiros sentimentos para traz;
Os meus sentimentos são da cor dos seus olhos que convence o meu coração de que não há tempo perdido para desistirmos um do outro;
De quem é a culpa? Se a promessa tem inversão de valor, sem desculpa com falta de segurança... Quando querem que não lembremos...
Com toda certeza a responsabilidade não contém o bom senso para liderar a obediência e transformar as perspectivas em realidade;
A promessa era... Ficarmos juntos!
Na saúde, na doença ou no que não se reparasse
E que tudo era lícito, mas nem tudo que se aceitasse... Até que a morte nos separasse
Contudo, prometemos não soltarmos as mãos, não fugir das brigas quando houvesse frustração
Mas com empatia nos sentimentos procurar e aceitar toda e qual quer que fosse a solução...
Mas a promessa foi quebrada
E você trilhou outra direção
Falava que gostava de mim, mas se apaixonou por outro coração
E o que será de mim?
Me afogar no oceano da solidão?
Não... Não sucumbirei a um erro do coração
Vou viver a minha vida em busca de uma paixão;
Digo-te que sou a promessa do bem, então não me confies ao mal. Desejo tão só a festa do teu carinho...um abraço apertadinho!
Ah, viver bem nas grandes cidades, esse eterno paradoxo que nos seduz com a promessa de felicidade embalada em concreto e Wi-Fi grátis. Afinal, quem não deseja mergulhar de cabeça na corrida dos ratos, essa nobre disputa por um pedaço de queijo gourmetizado no fim do labirinto urbano?
Eis o cenário perfeito: acordar antes mesmo do sol ter a decência de aparecer, engatar uma maratona diária que mistura trabalho, compromissos sociais em lugares "instagramáveis" e, claro, a sagrada prática de documentar cada segundo dessa frenética existência para que todos saibam que sim, você está vencendo na vida.
Mas, por favor, não se iluda pensando que está no controle. Não, você está apenas seguindo a manada, trocando seus sonhos por pontos de fidelidade no cartão de crédito e likes nas redes sociais. A grande ironia é que, no fundo, todos correm em círculos, com medo de olhar para o centro do labirinto e encontrar o vazio que tentam desesperadamente preencher com barulho, movimento e, claro, um sem-número de coquetéis artesanais.
Viver bem, nesse contexto, é uma arte perdida, substituída pela habilidade de ostentar um verniz de sucesso enquanto se navega no caos urbano. Esqueça a busca por significado ou conexões genuínas; o novo nirvana é ter um perfil invejável no LinkedIn e uma agenda tão cheia que mal sobra tempo para respirar.
Ah, e não esqueçamos a corrida dos ratos, essa metáfora adorável para a nossa existência. Porque, no fim das contas, o que realmente importa é quem consegue correr mais rápido nessa esteira que nos leva a lugar nenhum, certo? Afinal, nada diz "eu venci na vida" como ser o rato mais rápido, o primeiro a alcançar o queijo — mesmo que, ao chegar lá, você perceba que o queijo é, na verdade, apenas uma miragem no deserto da modernidade.
Então, por que não abraçar essa loucura? Seja o rato mais elegante da corrida, corra com estilo, mesmo que no fundo todos saibamos que não há saída do labirinto. Afinal, como diria o filósofo cínico que mora em cada um de nós: melhor correr na esteira da ilusão do que admitir que, talvez, não saibamos mais o que significa viver bem de verdade.
Toda promessa que vem do céu é um alento aos que sofrem;
Todo aquele que sofre já garantiu no coração a presença do próprio céu
Laura, promessa do céu
Falei com Deus em silêncio profundo,com o peito rasgado num mundo tão meu.
Pedi que Ele fosse claro, que fosse justo,que tirasse de mim o peso cruel.
"Se não for pra mim gerar no ventre,que me conceda amar de outro jeito...
Escolha uma amiga, ó Pai, e me ensine a entender Teus planos em meu peito."
E Ele ouviu. Em silêncio divino.
Fez crescer em Camila a doce semente.
Uma semana depois, em vídeo, a notícia:
um bebê a caminho... e o mundo, diferente.
A dor foi aguda, cortante, certeira, mas junto dela veio uma esperança: Se não era meu ventre a casa primeira,
era meu coração a morada da criança.
Laura,nome de flor e de luz.
Veio pequena, promessa do alto, pra me lembrar que amor não escolhe caminho nem forma.
Meses depois, à beira do mar, o céu se pintava em tons de pôr do sol, e entre amigos, risos, um jogo na tela, o cantor leu palavras como um farol...
Era um convite, surpresa encantada, Camila e Thiago, de olhos brilhando, me fizeram madrinha, presente e chamada,e um gol do Flamengo veio comemorando!
Foi mágica a cena, impossível de inventar,o rio, o amor, a música e o futebol...
Laura ali, na barriga de Camila já me fazia sonhar,como estrela surgindo no céu ao arrebol.
Hoje eu sei: não é só quem gera que é mãe,é quem ama, protege, sorri, dá a mão, quem ora.
Laura é minha, de alma e promessa, é flor que nasceu no jardim da oração, da minha oração.
Em frente... enfrente
Sucedem-se dias de promessa.
Sonhos renovam-se
Esperanças de criança...
Envoltas em brisas mansas.
Segue em frente
Não desista.
Persiste em rocha.
Motive-se em luta.
Acenda mais uma vez a tocha.
Não perambule como morto
Na estrada da desesperança.
Coragem e fé.
Otimismo sempre...
Em frente... em frente.
Um dia ela desperta no alto,
Vê que cumpriu a promessa
E em júbilo joga-se ao chão...
Vê que as armas que portava,
Foram sua proteção:
A espada era a coragem
O escudo o seu coração!
Ontem havia um monte
Muros, pontes, a menina,
E um desejo em desatino:
Conquistar Vida pra si...
Hoje, do alto do monte,
A mulher olha o horizonte
e murmura:
- Vida, venci!...
Eu já não acredito mais
Eu já não acredito mais,
Na promessa de eternos dias,
Nas palavras lançadas ao vento,
Nos sussurros que a noite desfia.
A esperança me deixou à deriva,
Às margens da profunda solidão,
Sorvendo a dor em um cálice amargo,
Onde antes brindava-se paixão.
Teu corpo é feixe de luz no crepúsculo,
Sedução que desfila sem pudor,
Um poema divino, irradiando esplendor,
Mas é miragem que o coração já não quer decor.
Teu sorriso, armadilha luminosa,
Prende, inebria e, cruel, entontece,
É a arte mais pura da sedução,
Mas é pintura que a alma já não conhece.
De fascinação se vestia o amor,
Em teus braços um falso abrigo,
Deixaste-me só, no limiar da dor,
Entre versos, me perco e comigo sigo.
Porque já não acredito mais,
Nas juras evaporadas ao amanhecer,
No amor que se faz de paz,
Mas é apenas poesia que não se pode viver.
A promessa e o ponto final
No começo,
o mundo era um sim.
Um sim com emojis,
respostas rápidas
e uma sede de futuro
tão doce que até o tempo queria parar pra assistir.
Vendia-se o amor a prazo,
com entrada emocional e juros de reciprocidade.
Falava-se em planos,
como quem monta uma casa
antes de saber se o terreno é firme.
E eu, ingênuo comprador de ilusões,
assinei com o coração.
Mas veio o silêncio.
Não o poético, o denso,
mas o silêncio burocrático das desculpas,
dos "hoje não",
dos "tá corrido",
dos "não posso nem no primeiro encontro".
E eu pensei:
como é possível construir castelos
sem ao menos visitar o terreno?
Era indisponível.
Mas isso,
só depois.
Depois da propaganda afetiva,
de um trailer bonito de nós dois
que nunca virou filme.
Fiquei com os créditos
e nenhuma história.
No fim,
não houve começo.
Houve só vontade vendida
sem entrega.
E eu aprendi:
há quem diga "vamos",
mas vive parado no "não posso".
Quando caminhamos pela fé e debaixo da promessa de Deus, estaremos na contramão do impossível. A fé e a promessa de Deus desafiam todas as circunstâncias que a vida apresentará e nos levará a seguir persistentemente para o destino estabelecido por Deus.
