Promessa
Toda promessa de Deus é forjada no tempo.
Ele promete, mas não revela o dia porque o que Ele quer primeiro não é o seu milagre, é o seu coração.
Se soubéssemos quando tudo vai acontecer, não aprenderíamos a confiar.
Mas a fé verdadeira nasce justamente no silêncio, na espera, no “ainda não”.
Deus não se apressa, mas também nunca se atrasa.
Ele não negocia com a nossa ansiedade, Ele nos ensina a descansar.
Você talvez não saiba o dia, mas conhece o Deus que prometeu.
E é isso que te sustenta enquanto o céu não responde.
Na partida só se leva o adeus e deixa se a saudade e a promessa do retorno do amor que vai no Adeus de um amor que fica
Entre o verbo da promessa e a carne da ação, reside o abismo onde muitas vezes naufraga a fé cristã. A fidelidade não se veste de intenções futuras, mas se revela na presente e constante conformidade com a sabedoria perene das Sagradas Letras.
A luta nossa de cada dia só tem sentindo na promessa da Ressurreição que se renova no Tabor: na comunidade, na oração, na eucaristia, nos sacramentos, nos encontros e formações, na missão, no amor aos pobres, etc.
(Promessa)
Vou fustigá-lo com uma vara doce
Como se fosse
A sua quinta vez...
Vou retratá-lo no cume dos meus olhos
Ditosos de sonhos
Como nunca se fez...
Vou recriá-lo sublime e insano,
Mocinho profano
Calor de minha tez...
Vou embrulhá-lo no dom do caminho
Deixá-lo sozinho
Na embriaguez...
Vou costurá-lo em finos e trapos
Princesas e sapos
Conhecem o talvez.
MINHA PROMESSA ESCOTEIRA, NO ANO DE 2007:
"Prometo pela minha honra fazer o melhor possível para:
Cumprir meus deveres para com Deus e minha Pátria;
Ajudar o próximo em toda e qualquer ocasião;
Obedecer à Lei Escoteira."
Não sei, mas esta história de dizer que o Reino do Céu pertence aos pobres parece promessa de político. A gente até ouve, mas não acredita.
Discreto fora a safra da minha promessa que acalma minha alma;
Aquilo que já sei perdeu a validade e despedaçou o que ainda vivi;
Cegaram-me em um presente com a promessa de um futuro feliz, porém com um passado trancado em artifícios;
Nem sempre meu silêncio falou por mim, nem sempre me escondi do prazer, mas sem brincar com a morte;
Segredos nos cercaram, desfazendo a lealdade entre nós, que tanto se fez com tamanha frágil promessa;
Caem lágrimas, no mais provável arrependimento de um sonho destruído largado como qual quer coisa;
Nunca houve o falso desapego pelo fraco sentimento ou confuso pelo qual nos deixa desorientado;
Essa saudade mais uma vez se perdeu na perfeição que existiu ou até a promessa que nunca se cumpriu;
As lágrimas que meus olhos destilou não foi por mal, mas sim de falta de você;
Sei que é difícil esquecer tudo o que passou, pois não foi desse jeito que aconteceu e só nunca esqueça de mim;
Levo minha vida como eu quero e não mudo por qual quer promessa de sucesso;
Sei que preciso amar alguém, mas não me permito chorar pelos sentimentos não aceitáveis;
Fui amante das minhas palavras, tanto que consigo acariciar o coração alheio para o recomeço do zero;
Já não adianta as indiferenças que são deixadas como vertigens para que eu me perca em algo que magoe;
Mesmo com toda minha ousadia ainda tenho esperança de amar com todo o meu coração;
