Profundo
"Você me despertou de um sono profundo, onde só havia sonhos, e me trouxe para a realidade do nosso amor. Por essa mágica, eu lhe entrego todo o meu amor, incondicionalmente."
O nosso verdadeiro lar reside no mais profundo de nós. Se um barco se nega ao mar, é como se o próprio mar se negasse a acolher os barcos.
Uma Dama Complexa
Uma dama complexa, cheia de nuances, de olhar profundo e expressão dúbia.
Esconde um jeito exótico que meu olhar intrometido insiste em compreender.
Fico estarrecido diante do modo como ela é: tão bela de uma maneira não convencional.
Como a Medusa, seu olhar me paralisa.
E sonho ser pedra bruta, entregue às suas mãos, para que me esculpa à sua maneira.
O olhar de uma bela que esconde uma fera.
"Quem desenvolve um olhar atento e profundo para a realidade passa a enxergar as contradições, as aparências e as ilusões que a maioria prefere ignorar. Essa lucidez excessiva desconecta a pessoa dos discursos prontos e dos comportamentos superficiais do cotidiano. Com isso, torna-se quase impossível encaixar-se em espaços ou relações que exigem o silêncio da ignorância para parecerem confortáveis."
(Mário Luíz)
"A força de quem odeia pedir favores não vem da vaidade, mas do medo profundo de descobrir que o auxílio do outro tinha um preço que a sua alma não quer pagar."
@Suedson_Corey
A nobreza de um sentimento profundo é um escudo intransponível contra as pedras atiradas por quem desconhece a grandeza de amar com lealdade.
Escolher quem te machuca não é falta de opção, é o medo profundo de descobrir que você merecia um amor que não doesse.
GILBERTO FREYRE É PERNAMBUCANIDADE
No Recife nasceu um mestre,
De pensamento profundo,
Que levou Pernambuco
Para conversar com o mundo;
Gilberto Freyre escreveu
Sobre o Brasil e seu mundo.
Foi homem de muitas letras,
De pesquisa e tradição,
Estudou nossa cultura,
Nossa gente e formação;
E enxergou Pernambuco
Com os olhos do coração.
Foi dele uma palavra
Que ganhou força e verdade:
“Pernambucanidade”,
Nome de uma identidade;
Um jeito de ser da terra,
Memória e brasilidade.
O próprio Freyre afirmou
Com segurança e clareza:
“Essa palavra fui eu
Quem criou”, com firmeza;
E disse que a empregara
Antes de outra autoria expressa.
Não marcou o ano exato
Da primeira utilização,
Mas deixou uma importante
Pista para a investigação:
Já usava “pernambucanidade”
Antes de quarenta e três, então.
Em Salvador, no quarenta e três,
Numa conferência realizada,
Usou o termo “baianidade”,
Expressão então registrada;
E em Belo Horizonte, depois,
“Mineiridade” foi lançada.
Assim, Freyre relacionava
Os nomes à identidade:
Baianidade na Bahia,
Mineiridade na cidade;
E em sua terra querida,
A força da pernambucanidade.
Depois o tempo confirmou
Que a palavra ganhou lugar;
Na imprensa e nos estudos
Começou a circular;
E Pernambuco passou
A nela se reconhecer e falar.
Até que em setenta anos,
No primeiro de fevereiro,
No Diario de Pernambuco,
Escreveu o seu roteiro:
“Pernambucanidade: o que é?”
E explicou seu pensamento inteiro.
“Está em foco entre nós”
— assim começa a reflexão —
A palavra pernambucana
Que provoca discussão;
E Freyre assume sua história
E também sua criação.
Não queria uma identidade
De intolerância ou prisão;
Não era fechar Pernambuco
Dentro de uma separação;
Era reconhecer sua história,
Sua cultura e formação.
Pernambuco sempre recebeu
Quem chegou de outra terra:
Gente que aqui fez história,
Plantou trabalho e encerra
Sua vida junto ao povo
Que esta terra abraça e encerra.
A pernambucanidade,
Para Freyre, não seria
Um muro contra outros povos,
Nem orgulho que excluiria;
Mas uma forma de ser
Que a própria história construía.
E Nilo Pereira depois
Deu ao tema dimensão;
Escreveu Pernambucanidade:
Alguns aspectos históricos,
Obra publicada em oitenta e três,
Dando à palavra investigação.
Nilo olhou nossa história,
Nosso povo e tradição;
E fez da pernambucanidade
Objeto de reflexão;
Mostrando que essa palavra
Já possuía outra dimensão.
Gilberto Freyre e Nilo
Entram nessa caminhada:
Um reivindica a palavra,
Outro amplia sua estrada;
E Pernambuco vai fazendo
Da memória uma morada.
Tem o Recife e seus rios,
Tem o frevo e o maracatu,
Tem o engenho e tem a Zona
Da Mata verde e azul;
Tem o sertão resistente
Sob o céu de Norte a Sul.
Tem Capiba e tem Gonzaga,
Tem Nabuco e Frei Caneca,
Tem Cabral e Bandeira,
Tem a cultura que não seca;
Tem o povo que transforma
Toda dor em vida e festa.
Tem Palmares na memória,
Tem Guararapes na história,
Tem 1817
Na lembrança e na glória;
Tem um povo que carrega
Suas lutas na memória.
Mas se a palavra é recente,
A história é muito mais:
Pernambuco vem de longe
Com seus sonhos e seus ideais;
A palavra apenas nomeia
Sentimentos ancestrais.
Por isso digo no verso,
Sem medo de exagerar:
Gilberto Freyre é
Pernambucanidade,
Porque deu nome à expressão
De uma antiga identidade;
E ajudou Pernambuco
A pensar sua própria verdade.
Não é somente uma palavra,
Nem somente um escritor;
É memória, é resistência,
É cultura, é povo, é valor;
É Pernambuco contando
A história de seu amor.
E se alguém perguntar
O que é pernambucanidade,
Responda com nossa história,
Com cultura e liberdade:
É ser filho dessa terra
Sem esquecer a humanidade.
Gilberto Freyre deixou
Uma palavra para a gente;
Nilo Pereira deu-lhe história,
Tornando o estudo presente;
E o povo de Pernambuco
Segue escrevendo o repente.
Pernambucanidade!
Palavra de identidade!
Gilberto Freyre lhe deu nome,
Pernambuco lhe deu verdade;
E o povo segue escrevendo
Sua própria eternidade.
A falta de apoio às causas sociais demonstra um esquecimento profundo do verdadeiro sentido do amor ao próximo.
A arte deles
No silêncio,
eles criam mundos,
onde lágrimas caem sem ruído profundo,
mas transformam dor em algo fecundo,
e fazem do invisível o seu segundo.
São vozes que nascem na sombra,
ecos de quem nunca se dobra,
palavras que queimam e não se escondem,
memórias que sangram e não se afogam,
e verdades que na alma respondem.
Cada verso é um espelho partido,
reflexo do caos vivido e sentido,
do grito calado, mas não esquecido,
do sonho ferido, mas renascido,
do ser humano em busca de sentido.
Bob Marley foi voz e não silêncio,
foi luta, foi fé, foi renascimento,
foi reggae a quebrar o sofrimento,
foi amor em constante movimento,
foi história além do momento.
Clarice Lispector foi pensamento,
foi existir dentro do próprio tormento,
foi silêncio que grita sentimento,
foi alma em constante desalinhamento,
foi verbo que rompe o entendimento.
Fernando Pessoa foi fragmento e inteiro,
vários em si, num só passageiro,
Alberto, Ricardo, um mundo inteiro,
um ser que se fez verdadeiro
no jogo complexo do seu roteiro.
Frida Kahlo pintou a própria dor,
fez do sofrimento a sua cor,
do corpo ferido, um grande valor,
e da fragilidade… força e vigor,
do caos interno, expressão e amor.
Van Gogh mergulhou no sentir profundo,
transformou tormento em um novo mundo,
cada pincelada, um grito fecundo,
cada traço, um abismo imundo,
mas também luz em segundo.
Lupita Nyong’o trouxe presença e voz,
Chimamanda fez pensar por nós,
Malala lutou contra o algoz,
e Martin Luther King sonhou por nós,
mostrando que a coragem vive em nós.
Porque a arte deles não é só criação,
é identidade, é libertação,
é cicatriz que vira canção,
é dor que encontra redenção,
é eternidade em formação.
Eles não foram apenas passagem,
foram essência, foram linguagem,
foram ruptura, foram viagem,
foram mais do que simples imagem,
foram alma em transformação.
E nós…
somos o reflexo dessa herança,
somos a voz que ainda avança,
somos a dor que se lança
e encontra na arte a esperança,
num mundo que insiste em cobrança.
Porque no fim,
não somos apenas o que vivemos,
nem só o que aparentamos,
mas tudo aquilo que sentimos
e tudo o que deixamos.
E quando o corpo se apagar,
e o nome deixar de ecoar…
Será a arte a continuar.
Olhos e mente travam um duelo incessante; desse embate nasce um profundo abismo entre o óbvio e o abstrato.
Às vezes,
precisamos nos tornar
uma biblioteca —
um lugar
de silêncio profundo,
consciência
e sabedoria.
“TRAÍDA
Escavada no mais profundo
abismo de minh’alma sob
escombros estilhaçada está
a esperança agonizante
buscando a luz da misericórdia
pra sobreviver e renascer as
tantas punhaladas inesperadas."
"DESGOSTOSA
Sinto uma solidão cauterizada, solidificada no mais profundo
de minh’alma petrificando
meu coração."
"PAIXÃO
Molho teus insondáveis
sonhos com o vapor do
desejo profundo que
devora intensos
anseios de conexão."
