Profundo
O QUE RESTA DE NÓS DOIS
Crescemos lado a lado, em passos devagares,
Um laço profundo nascido no olhar,
Dois corações jovens descobrindo os lugares,
Aprendendo, em segredo, o que é gostar.
Entre risos guardados e conversas no vento,
A vida fez de nós a primeira paixão,
Um toque de afeto que parava o tempo,
Uma doce lembrança gravada no chão.
Hoje o tempo passou, os caminhos mudaram,
Cada um seguiu rumo a um novo horizonte,
Mas as cores bonitas da infância ficaram,
Como a água serena que flui de uma fonte.
Fica a gratidão pelo que foi vivido,
O carinho sincero que o tempo não apaga,
O primeiro abraço, o olhar compartilhado,
E a paz de guardar uma história tão pura e sagrada.
A Roda D´água
E ali estava ele a observar, com um olhar profundo e quase a chorar,
Olhava para uma grande roda que um velho rio pôs-se um dia a girar.
O rio girou a roda, a roda fez a vida brotar, e a vida pôs-se a cantar
Sinfonia que muitos, de tão rotineira, deixaram de apreciar.
E ali ele pôs-se a questionar: quanto tempo demora o rio a secar?
Talvez dias para uns, anos para outros, mas nada tão secular.
O que se via ali era a doce água, frágil, tentando se fazer passar,
Como sem preocupações de quando da montanha pôs-se a desmoronar.
E ali ele pôs-se a admirar: nem as estrelas conseguem te apagar!
Mas a roda aos poucos silenciava, como se de repente fosse desapegar.
A água tímida e sem força sabia, mesmo sem querer, é hora de parar.
E ali pôs-se ele, mesmo relutante em ver que o rio se foi, era hora de chorar.
O rio foi secando e deixando muitas lembranças das quais nem devo falar.
Ele se foi, mas em seu último instante, girando a roda, fez todos acordar.
TF
"16-11-2020 13:34
Interessante saber como a mente vagueia, quando estamos em sono profundo...
Ela costuma ir lá no porão do nosso subconsciente e trazer tudo aquilo que está já empoeirado...
Eu não sei como descrever sobre o que aconteceu nesse sonho...
Mas, lembro de muitas garotas alegres, bonitas e fazendo bagunça...
Eu conhecia quase todas!
Interessante que me perguntaram algo que eu jamais havia falado naquele lugar pra ninguém, eu não me recordo...
Mas, lembro que depois estava a beira de um rio e estavam todos lá, menos uma pessoa, como na casa também...
O 'C'... Como sempre, invadindo meus sonhos...
Essa era a única pessoa que não estava em lugar algum!
Eu vi uma oferenda passando em um rio, o cheiro muito forte e ainda parece estar em meu nariz.
Só que a pessoa que estava ao meu lado disse que era só pra aromatizar o ambiente...
Mas, como?
Eram velas com incenso e palha, algo do tipo...
Eu fiquei abismada com aquilo e ainda sentindo falta da pessoa que não estava em lugar algum.
Do 'C'...
Eu gostaria de entender esse sonho, mas, acho que entendo...
Só não consigo entender porque ainda me perturba tanto, será que irei enlouquecer?"
Há em nós um desejo profundo de sermos vistos, reconhecidos, aceitos. Esse desejo é humano, legítimo, mas quando se transforma em necessidade constante de aprovação, ele nos aprisiona. Passamos a medir cada palavra, cada gesto, como se estivéssemos diante de um tribunal invisível que decide se somos dignos ou não.
E nesse palco, a insegurança veste máscaras. Negamos a fragilidade, fingimos confiança, mas por dentro trememos diante da possibilidade de rejeição. O elogio se torna alimento, a crítica uma ferida aberta. Vivemos como se o valor pessoal fosse um reflexo nos olhos dos outros, esquecendo que o espelho mais verdadeiro está dentro de nós.
A vida, porém, não foi feita para ser vivida em função da plateia. A autenticidade é um ato de coragem: dizer o que pensamos, sentir o que sentimos, mesmo que não agrade a todos. É nesse espaço de verdade que nasce a liberdade.
Quando aprendemos a nos aprovar, a nos acolher com compaixão, descobrimos que não precisamos da permissão alheia para existir. A crítica deixa de ser sentença, o silêncio deixa de ser ameaça, e o elogio passa a ser apenas um presente — não uma necessidade vital.
A maior vitória é perceber que o valor não está em agradar, mas em ser. Ser inteiro, ser imperfeito, ser humano. E nesse reconhecimento, a aprovação externa perde o poder de nos definir.
Tatianne Ernesto S. Passaes
Ainda pulsa a esperança
O fogo devora o verde,
o amarelo, o azul profundo,
uma bandeira queimada como memória de um sonho.
Ruas viraram cinza
e eco de passos perdidos,
mas ainda pulsa a esperança
em meio ao abandono.
As chamas refletem o caos de cidades em pranto,
carros queimados,
prédios que choram fumaça.
No horizonte,
silhuetas caminham sem destino,
como sombras que guardam histórias de um povo ferido.
O céu se abre em nuvens pesadas, carregadas de medo,
helicópteros cortam o silêncio
de uma pátria em alerta.
Mesmo na destruição,
há um grito que insiste:
“Olhem para nós,
aprendam com a dor
que carregamos.”
E assim, entre brasas e escombros, o país respira,
resiste no eco de vozes que ainda não se calaram.
A bandeira, ferida, ensina que mesmo em chamas
pode brotar a coragem de recomeçar.
E mesmo ferido,
Meu coração resiste:
"Do luto nasce um amor
mais profundo.
Pois quem amou de verdade
Entende que amar é viver-
Mesmo em ruínas da Alma."
Vejo o céu quando
teus olhos me encontram,
negro e brilhante como ônix à noite,
profundo demais pra medir,
seguro demais pra eu cair.
Teu silêncio fala comigo,
teu toque acalma o caos que trago,
e mesmo na escuridão mais densa
teu amor reluz
— raro, intacto.
És pedra e constelação,
força que guarda,
Luz que conduz.
Se o mundo apaga
as estrelas, em você…
eu ainda vejo o céu. ✨
Pensar em você é o depósito para os meus desejos mais profundo, Que aguça e aflora a vontade da alma.
Se você está num poço profundo esmo, role as pedras,
pois elas devem rolar, você vai ver a diferença após isso!!!!
Se você está num poço profundo mesmo, role as pedras,
pois elas devem rolar, a diferença boa vem daí!!!!!
O mundo parece anestesiado por um individualismo profundo, onde a empatia foi esquecida e ninguém mais demonstra interesse em estender a mão ao próximo.
A poesia é esse fio invisível que liga o ser humano ao que ele guarda de mais profundo dentro de si: sua humanidade. E, às vezes, cabe ao poeta puxar esse fio para nos lembrar quem somos.
Embora os leigos não tenham um conhecimento bíblico profundo, isso não diminui seu valor aos olhos de Deus; o que Ele valoriza é a sinceridade e a honestidade.
Entre as três irmãs,
Iris sempre foi a que carregava o olhar mais profundo.
Enquanto suas irmãs Aurora & Helena exploravam o mundo através da arte e da música,
ela sentia o mundo de uma forma completamente diferente.
No dia em que completaram dezoito anos,
o que antes era apenas uma sensibilidade incomum revelou-se como o seu dom especial: Iris conseguia ver e ouvir a essência de todas as coisas, lendo o mundo ao seu redor como se tudo fosse feito de pura informação e linhas de luz.
Caminhando pelas ruas da cidade, ela não via apenas prédios ou pessoas; ela enxergava os fluxos de energia,
as conexões invisíveis e os sentimentos que flutuavam no ar.
Era como se a herança digital de sua mãe e a magia da semideusa tivessem se fundido perfeitamente nela.
Ela conseguia tocar um objeto antigo e decifrar toda a sua história,
ou olhar para alguém e entender exatamente o que aquela pessoa estava sentindo ou pensando.
Diferente do medo que seus pais sentiram no passado,
Iris não queria se esconder.
Ela decidiu usar seu dom para ajudar os outros.
Em segredo,
ela começou a atuar como uma conselheira e solucionado mistérios na cidade,
guiando pessoas perdidas e consertando corações partidos apenas ao decifrar as "linhas" invisíveis que moldavam a vida delas.
Ela era a ponte perfeita entre o milagre do passado e a realidade do futuro!
"O tempo é tão complexo
e adverso no universo,
mesmo raso é profundo a
s'escassear quando tenho
pressa de mergulhar
descobrindo para onde rumar."
