Professores
Os professores pós-doutores têm mais prestígio que os professores doutores, pois escrevem duas ou mais teses. Embora ambos possuam salários iguais, o docente pós-doutor é mais prestigiado na comunidade acadêmica.
Obra de Contos "Gotinhas de Amor: Onde a Magia Acontece..." a todos os professores que se dedicam, reinventam e contornam as situações difíceis. Que a paixão pela educação continue sendo a bússola para a transformação de vidas.
A literatura transforma infâncias. E professores transformam o mundo por meio da leitura.
Com muita alegria, o e-book "Literatura para Infância: práticas de leitura e formação docente na escola" foi compartilhado após organizado pelas educadoras Janiara de Lima Medeiros e Cristiane Barroso Dias.
A obra reúne experiências, reflexões e práticas pedagógicas que reafirmam a literatura como direito de toda criança e como caminho para uma educação mais sensível, inclusiva e comprometida com a formação de leitores.
Mais do que um livro, este e-book é um convite ao diálogo, à reinvenção das práticas pedagógicas e ao fortalecimento da leitura como experiência de encontro, imaginação e humanização.
"Ler é descobrir mundos. Ensinar a ler é transformar vidas."
Quando ensinar já não basta
Há dias em que a escola pesa mais do que a mochila dos professores em semana de avaliações.
Não por causa das aulas. Nem das provas. Nem da burocracia, embora ela exista e cresça a cada ano. Pesa porque, em algum momento, ensinar deixou de ser apenas ensinar. Hoje, espera-se que o professor seja gestor de conflitos, mediador familiar, psicólogo improvisado, agente social, produtor de relatórios, alimentador de plataformas, responsável por índices, motivador permanente e, de alguma forma, o último elo de uma corrente que começou a se romper muito antes de sua chegada. Tudo retorna ao professor. Se o estudante aprende, cumpriu sua obrigação. Se não aprende, pergunta-se o que o professor fez, ou deixou de fazer. Essa lógica revela uma das maiores distorções da educação contemporânea: individualiza-se a responsabilidade por um problema que é estrutural.
Nesta semana, sentei-me diante de um estudante do sexto ano que não lê. Não escreve. Não domina habilidades que deveriam ter sido construídas nos primeiros anos da escolarização. É educado, prestativo, participa, tem vontade de agradar, mas a linguagem escrita ainda não lhe pertence. Foi nesse momento que a palavra "avaliação" perdeu o sentido. Como avaliar alguém que não consegue acessar aquilo que é condição para realizar a própria atividade? Que nota representa essa realidade?
A escola, então, oferece caminhos conhecidos. Recuperação. Nova oportunidade. Trabalho substitutivo. Mais prazo. Mais uma atividade. Mais uma tentativa. O RAV. Até que, quase sempre, chega-se ao mesmo destino: a aprovação. Não porque as dificuldades desapareceram, mas porque o sistema precisa continuar funcionando.
É uma engrenagem curiosa. Cobra-se do professor uma avaliação criteriosa, instrumentos diversificados, registros, evidências e lançamento de notas. Ao mesmo tempo, espera-se que os resultados finais não contrariem o fluxo esperado. A avaliação precisa existir, mas suas consequências nem sempre podem existir. Talvez seja por isso que tantos professores experimentem a sensação de correr sem sair do lugar.
O sociólogo Zygmunt Bauman escreveu que vivemos tempos líquidos, marcados pela fragilidade dos vínculos e pela dificuldade de sustentar compromissos duradouros. A escola não ficou imune a essa condição. A responsabilidade pela aprendizagem tornou-se cada vez mais difusa. Quando tudo é responsabilidade de todos, frequentemente acaba não sendo responsabilidade de ninguém. E, no fim, sobra para quem está diante da turma.
Também me vem à memória Paulo Freire, quando afirmava que ensinar exige rigor metodológico e compromisso ético. Curiosamente, quase sempre lembramos apenas da palavra "amor". Esquecemos do rigor. Ensinar também exige reconhecer quando uma aprendizagem ainda não aconteceu. Fingir que aconteceu não é inclusão; é apenas adiar um problema que se tornará maior no ano seguinte.
Há algo profundamente injusto nisso. O estudante é privado de um direito fundamental: aprender. O professor é privado da possibilidade de avaliar com honestidade. A família, muitas vezes, acredita que a aprovação significa desenvolvimento. E a escola produz documentos que atestam competências que, na prática, ainda não existem.
Não escrevo estas linhas porque acredito que reprovar resolveria o problema. Não resolveria. Mas aprovar sem garantir a aprendizagem também nunca resolveu. Entre essas duas margens existe um vazio que temos insistido em chamar de política educacional.
Enquanto isso, seguimos preenchendo planilhas, lançando notas, organizando recuperações, respondendo questionários sobre estratégias, justificando ausências, explicando conflitos que nasceram em segundos e tentando provar, diariamente, que estamos fazendo o suficiente.
Talvez a pergunta mais incômoda não seja por que tantos estudantes chegam ao sexto ano sem ler. A pergunta é outra: em que momento nos acostumamos com isso?
Talvez seja esse o maior retrato da crise educacional. Não a existência do problema, mas a naturalidade com que passamos a conviver com ele.
Há dias em que a escola não cansa apenas pelo excesso de trabalho. Ela cansa porque obriga bons profissionais a escolher, diariamente, entre registrar a realidade ou alimentar a ficção de que ela já foi transformada.
E essa talvez seja uma das violências mais silenciosas da educação brasileira.
No mundo não há evolução sem a educação.
Sem professores ninguém educa nada.
Onde não há cultura
A ignorância nada de braçada.
“Um país que não valoriza seus professores está condenando o próprio futuro à ignorância.”
Feliz dia dos Professores!
Os pais também são professores, na realidade, os nossos primeiros professores. São eles que nos auxiliam no “desenrolar” das primeiras palavras, a dar os primeiros passos, ensinar o caminho da escola, a amarrar os sapatos, o nome dos nossos familiares, entre outras milhares de coisas.
O sistema de ensino anda tão distorcido, com seus professores e secretários de educação precários, que pergunto-me: o que os alunos e alunas vão fazer nas escolas?!
Por que os professores brasileiros não ensinam o pensar a seus alunos? Talvez pelo fato de que eles também nem façam ideia de que isso ainda existe. E pode (mesmo) ser usado...
No Brasil, até os professores sentem orgulho em pressionar a educação para as profundezas do abismo da ignorância. O Mais engraçado? A classe ainda faz greve por melhores salários. Nem mesmo leem um livro ou tem condições de interpretar um texto. Mas assim mesmo, fazem greve. Que exemplo educacional hein...
Fico irritada com as pessoas que poderiam ser médicos, professores ou engenheiros e preferem ser escritores. Pois eu não tenho escolha, é escrever ou morrer.
MATEMÁTICA PRA MIM É 1+1=2 O RESTO é os professores que inventam só pra deixar a gente mais perturbado (a) ainda.
FOMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES
Poucos têm coragem de investir em ações que demandam tempo e paciência para que as sementes lançadas frutifiquem, mesmo sabendo que educação é processo. O governador Geraldo Alckmin é um desses visionários. De 2001 a 2005, o governo estadual empregou R$ 470 milhões em programas de formação continuada de professores. Acreditamos que quem não estuda envelhece em sua habilidade cognitiva - independentemente da área de atuação. Médicos, advogados, engenheiros, artistas, dentistas, físicos, etc. Não há quem possa se dizer atualizado apenas com o curso universitário ou até mesmo com uma pós-graduação concluída. O conhecimento não pode ficar estacionado. O professor tem de se atualizar sempre. Nossa política de formação continuada de professores contempla as modalidades presencial e a distância. O que se pretende é utilizar o que há de mais atual e eficaz em termos de videoconferência, teleconferência, intranet, internet e outras tecnologias. Além disso, há cursos oferecidos em sistema de parceria. Uma delas, formada com o Santander Banespa, proporciona aos professores uma experiência inédita na Universidade de Salamanca, na Espanha. Graças a esse acordo, cerca de 100 educadores da rede estudaram durante um mês em uma das mais respeitadas universidades do mundo. No último mês de novembro, um grupo de 50 professores iniciou curso de mestrado na Universidade de Londres. No Brasil, quase 2 mil educadores da rede pública estadual paulista estão cursando mestrado. Alguns optam por uma diminuição da carga horária, mantendo o mesmo salário. Outros escolhem fazer o curso preservando o número de horas trabalhadas e recebem um acréscimo de R$ 720 mensais aos vencimentos - destinados ao pagamento do curso. Essa é a primeira experiência no Brasil em que um governo estadual financia cursos de pós-graduação stricto senso para seus professores. Já o Programa Letra e Vida capacitou aproximadamente 33 mil professores alfabetizadores. Seu objetivo é qualificá-los para que possibilitem aos seus alunos uma educação de maior qualidade nas fases iniciais do ensino fundamental. O Lien ch'i e meditação - técnica proveniente da medicina tradicional chinesa - capacitou cerca de 11 mil professores de educação física, de modo que transmitam aos alunos práticas que visam à diminuição do estresse e ao aumento da serenidade e da auto-estima. Capacitação em filosofia foi aplicada para 1.300 professores. A Formação de Magistério Superior Indígena foi propiciada a 81 professores indígenas de 5 etnias. O Programa Caminho das Artes beneficiou em torno de 86 mil docentes e o Programa São Paulo Educando pela Diferença para a Igualdade já foi ministrado a cerca de 7 mil professores. Projeto também pioneiro e bem-sucedido foi o da Inclusão Digital dos docentes. E, além de equiparmos nossas escolas com laboratórios de informática, garantimos ao professor a aquisição do próprio computador, de modo que tivesse o equipamento em casa. O Estado arcou com metade dos custos e a outra parte foi financiada pela Nossa Caixa. Cremos que esse investimento maciço no que é essencial - o professor - vai fazer com que nossos alunos, frutos colhidos dessa semeadura, tenham envergadura suficiente para viver plenamente, exercitar a cidadania e entrar com dignidade para o mercado de trabalho.
Publicado no Jornal da Tarde e no Correio Popular
É uma pena que não cobremos isso [letramento, amor pela leitura] (como professores), não lutemos por tal fato e pelo incentivo em casa (como cidadãos), enfim, deixamos como está! A inércia gera a subserviência conivente da maioria.
Alguém me pergunta: quais são os seus melhores professores de Teologia?
Inspirado em Lutero, logo respondo: Minhas tentações, o miserável "eu" e seus pecados.
- Relacionados
- Poemas para o Dia dos Professores com versos de homenagem
- 47 frases para o Dia do Professor que celebram a educação
- Mensagens para o Dia do Professor (para reconhecer sua importância)
- Mensagens de agradecimento aos professores: textos que celebram a dedicação
- Poesias para Professores
- Frases sobre professores ditas por grandes filósofos e pensadores
- Frases de Augusto Cury sobre Professores
