Professores

Cerca de 902 frases e pensamentos: Professores

“Quando a escola adoece emocionalmente seus professores, ela também adoece silenciosamente o futuro de seus alunos. Cuidar da saúde mental de quem ensina é um dever humano, ético e educacional.”


Prof. Valter de Menezes Eugênio

Obra de Contos "Gotinhas de Amor: Onde a Magia Acontece..." a todos os professores que se dedicam, reinventam e contornam as situações difíceis. Que a paixão pela educação continue sendo a bússola para a transformação de vidas.

Quando ensinar já não basta

Há dias em que a escola pesa mais do que a mochila dos professores em semana de avaliações.
Não por causa das aulas. Nem das provas. Nem da burocracia, embora ela exista e cresça a cada ano. Pesa porque, em algum momento, ensinar deixou de ser apenas ensinar. Hoje, espera-se que o professor seja gestor de conflitos, mediador familiar, psicólogo improvisado, agente social, produtor de relatórios, alimentador de plataformas, responsável por índices, motivador permanente e, de alguma forma, o último elo de uma corrente que começou a se romper muito antes de sua chegada. Tudo retorna ao professor. Se o estudante aprende, cumpriu sua obrigação. Se não aprende, pergunta-se o que o professor fez, ou deixou de fazer. Essa lógica revela uma das maiores distorções da educação contemporânea: individualiza-se a responsabilidade por um problema que é estrutural.
Nesta semana, sentei-me diante de um estudante do sexto ano que não lê. Não escreve. Não domina habilidades que deveriam ter sido construídas nos primeiros anos da escolarização. É educado, prestativo, participa, tem vontade de agradar, mas a linguagem escrita ainda não lhe pertence. Foi nesse momento que a palavra "avaliação" perdeu o sentido. Como avaliar alguém que não consegue acessar aquilo que é condição para realizar a própria atividade? Que nota representa essa realidade?
A escola, então, oferece caminhos conhecidos. Recuperação. Nova oportunidade. Trabalho substitutivo. Mais prazo. Mais uma atividade. Mais uma tentativa. O RAV. Até que, quase sempre, chega-se ao mesmo destino: a aprovação. Não porque as dificuldades desapareceram, mas porque o sistema precisa continuar funcionando.
É uma engrenagem curiosa. Cobra-se do professor uma avaliação criteriosa, instrumentos diversificados, registros, evidências e lançamento de notas. Ao mesmo tempo, espera-se que os resultados finais não contrariem o fluxo esperado. A avaliação precisa existir, mas suas consequências nem sempre podem existir. Talvez seja por isso que tantos professores experimentem a sensação de correr sem sair do lugar.
O sociólogo Zygmunt Bauman escreveu que vivemos tempos líquidos, marcados pela fragilidade dos vínculos e pela dificuldade de sustentar compromissos duradouros. A escola não ficou imune a essa condição. A responsabilidade pela aprendizagem tornou-se cada vez mais difusa. Quando tudo é responsabilidade de todos, frequentemente acaba não sendo responsabilidade de ninguém. E, no fim, sobra para quem está diante da turma.
Também me vem à memória Paulo Freire, quando afirmava que ensinar exige rigor metodológico e compromisso ético. Curiosamente, quase sempre lembramos apenas da palavra "amor". Esquecemos do rigor. Ensinar também exige reconhecer quando uma aprendizagem ainda não aconteceu. Fingir que aconteceu não é inclusão; é apenas adiar um problema que se tornará maior no ano seguinte.
Há algo profundamente injusto nisso. O estudante é privado de um direito fundamental: aprender. O professor é privado da possibilidade de avaliar com honestidade. A família, muitas vezes, acredita que a aprovação significa desenvolvimento. E a escola produz documentos que atestam competências que, na prática, ainda não existem.
Não escrevo estas linhas porque acredito que reprovar resolveria o problema. Não resolveria. Mas aprovar sem garantir a aprendizagem também nunca resolveu. Entre essas duas margens existe um vazio que temos insistido em chamar de política educacional.
Enquanto isso, seguimos preenchendo planilhas, lançando notas, organizando recuperações, respondendo questionários sobre estratégias, justificando ausências, explicando conflitos que nasceram em segundos e tentando provar, diariamente, que estamos fazendo o suficiente.
Talvez a pergunta mais incômoda não seja por que tantos estudantes chegam ao sexto ano sem ler. A pergunta é outra: em que momento nos acostumamos com isso?
Talvez seja esse o maior retrato da crise educacional. Não a existência do problema, mas a naturalidade com que passamos a conviver com ele.
Há dias em que a escola não cansa apenas pelo excesso de trabalho. Ela cansa porque obriga bons profissionais a escolher, diariamente, entre registrar a realidade ou alimentar a ficção de que ela já foi transformada.
E essa talvez seja uma das violências mais silenciosas da educação brasileira.

Não existe escola sem aluno, nem sem educadores, muito menos sem professores. Também não existe sem um ambiente acolhedor que promova o pertencimento e a existência. Afirmo: a estrutura é importante, mas não essencial. Se houver um educador apaixonado pelo ato de educar, não importará o lugar; sempre haverá mentes e horizontes preparados para reivindicar sua cidadania, exercendo força nas mudanças e inovações para o bem comum.

Não existe escola sem aluno, nem sem educadores, muito menos sem professores. Também não existe sem um ambiente acolhedor que promova o pertencimento e a existência. Afirmo: a estrutura é importante, mas não essencial. Se houver um educador apaixonado pelo ato de educar, não importará o lugar — sempre haverá mentes e horizontes preparados para reivindicar sua cidadania, exercendo força nas mudanças e inovações para o bem comum.

Aprendi a duras penas que, a sala dos professores é uma boa oportunidade para ler boas obras. Foi, justamente, aqui que conversei com autores que transformaram minha forma de pensar...

Meus professores não tinham nomes gentis, foram a tristeza, o sofrimento e a incerteza. Nunca fui um bom aluno, por isso ainda tento decifrar suas lições.

⁠Já sofri absurdamente, decepcionei com pessoas que eu nem imaginava, e com os maus professores, nunca aprendi nada, porque nunca teve nada para me ensinar. Mas a presença de DEUS nunca deixou eu guardar nada de ruim dentro de mim!

O Brasil tem 2,3 milhões de professores tentando ensinar e 3,8 milhões de influenciadores ensinando... qual será o futuro do nosso aprendizado?


Benê Morais

"Textos e profecias de redes sociais estão substituindo professores e clérigos. A imbecilidade coletiva nos empurra de volta ao empirismo cego."⁸⁠

Muitos professores se espelharam em outros docentes. Aprenda a se conhecer para ter autenticidade e autoconfiança e se espelhe apenas nos bons mestres.






Shalimar Farias da Silva

Bons professores e professoras são como segundos pais na vida dos alunos. Logo tem grande influência na educação e na vida pessoal e profissional dos alunos. Para ser um bom docente é preciso ter consciência que os alunos vão se espelhar nos bons mestres e no futuro esses alunos também serão grandes docentes.

Bons professores e professoras são como segundos pais na vida dos alunos. Logo tem grande influência na educação e na vida pessoal e profissional dos alunos. Para ser um bom docente, é preciso ter consciência que os alunos vão se espelhar nos bons mestres e no futuro esses alunos também poderão ser grandes profissionais e docentes de excelência.

Se espelhe apenas nos bons professores.
E você conseguirá escalar todas as montanhas necessárias para alcançar o sucesso em plenitude. Bons mestres são como segundos pais aos alunos e são o motivo de inspiração que faz "reles" estudantes se tornarem profissionais e docentes de excelência.

O mundo pode ser transformado para melhor pelas mãos dos bons estudantes dos professores de excelência.

Antes de existir influenciadores digitais no mundo, já existiam os professores e professoras que sempre tiveram grande influência na vida dos seus alunos. Um docente pode influenciar positivamente ou negativamente um estudante. Por isso, os bons estudantes devem se espelhar apenas nos bons mestres para que tenham no futuro, grande sucesso profissional.

O prestígio vale mais que o ouro e o nióbio. Para pensadores,estudantes, professores, profissionais de renome, pesquisadores criativos, é enobrecedor ser prestigiado por um trabalho de excelência pela comunidade acadêmica e científica. Por isso, pós-doutores são mais prestigiados, mesmo não recebendo uma remuneração mais alta que os doutores, pois têm mais criatividade ao conseguirem escrever mais de uma tese.

Os professores são os maiores influenciadores da vida off-line.

Bons professores devem ser empáticos e respeitosos.

O prestígio faz professores pós-doutores escreverem duas teses ou mais, mesmo recebendo um salário igual ao de docentes doutores. Leva pesquisadores a desenvolverem pesquisas de excelência, fazendo escritores criarem frases, pensamentos e livros de renome.