Professor Carlos Drumond de Andrade
Que hei-de eu fazer dessas alforrecas que não têm ossos nem forma? Vomito-os e restituo-os às suas nebulosas: vinde ver-me quando estiverdes construídos.
Pátria brasileira (esta comparação é melhor) é como se disséssemos manteiga nacional, a qual pode ser excelente, sem impedir que outros façam a sua.
As glórias de empréstimo, se não valem tanto como as de plena propriedade, merecem sempre algumas mostras de simpatia.
Não seria propriamente um efeito da arte, concordo, e sim da natureza; mas que é a natureza senão uma arte anterior?
CÂNTICO
Não, tu não és um sonho, és a existência
Tens carne, tens fadiga e tens pudor
No calmo peito teu. Tu és a estrela
Sem nome, és a morada, és a cantiga
Do amor, és luz, és lírio, namorada!
Tu és todo o esplendor, o último claustro
Da elegia sem fim, anjo! mendiga
Do triste verso meu. Ah, fosses nunca
Minha, fosses a idéia, o sentimento
Em mim, fosses a aurora, o céu da aurora
Ausente, amiga, eu não te perderia!
Amada! onde te deixas, onde vagas
Entre as vagas flores? e por que dormes
Entre os vagos rumores do mar? Tu
Primeira, última, trágica, esquecida
De mim! És linda, és alta! és sorridente
És como o verde do trigal maduro
Teus olhos têm a cor do firmamento
Céu castanho da tarde - são teus olhos!
Teu passo arrasta a doce poesia
Do amor! prende o poema em forma e cor
No espaço; para o astro do poente
És o levante, és o Sol! eu sou o gira
O gira, o girassol. És a soberba
Também, a jovem rosa purpurina
És rápida também, como a andorinha!
Doçura! lisa e murmurante... a água
Que corre no chão morno da montanha
És tu; tens muitas emoções; o pássaro
Do trópico inventou teu meigo nome
Duas vezes, de súbito encantado!
Dona do meu amor! sede constante
Do meu corpo de homem! melodia
Da minha poesia extraordinária!
Por que me arrastas? Por que me fascinas?
Por que me ensinas a morrer? teu sonho
Me leva o verso à sombra e à claridade.
Sou teu irmão, és minha irmã; padeço
De ti, sou teu cantor humilde e terno
Teu silêncio, teu trêmulo sossego
Triste, onde se arrastam nostalgias
Melancólicas, ah, tão melancólicas...
Amiga, entra de súbito, pergunta
Por mim, se eu continuo a amar-te; ri
Esse riso que é tosse de ternura
Carrega-me em teu seio, louca! sinto
A infância em teu amor! cresçamos juntos
Como se fora agora, e sempre; demos
Nomes graves às coisas impossíveis
Recriemos a mágica do sonho
Lânguida! ah, que o destino nada pode
Contra esse teu langor; és o penúltimo
Lirismo! encosta a tua face fresca
Sobre o meu peito nu, ouves? é cedo
Quanto mais tarde for, mais cedo! a calma
É o último suspiro da poesia
O mar é nosso, a rosa tem seu nome
E recende mais pura ao seu chamado.
Julieta! Carlota! Beatriz!
Oh, deixa-me brincar, que te amo tanto
Que se não brinco, choro, e desse pranto
Desse pranto sem dor, que é o único amigo
Das horas más em que não estás comigo.
Aprendi muito cedo que o sonho é mais que a realidade. No sonho, o cruel se desfaz com a mudança de foco. É simples. É só deixar de pensar. Se a paixão não convém é só trocar a cara. Fácil de resolver. A imaginação permite retoques, mudanças constantes. De Belo Horizonte a Paris eu levo um segundo. Não pago passagem, nem tenho problema com excesso de bagagem. Eu vou leve. Esqueço as roupas, Volto pra buscar. Troco a cena. Mudo o clima. Faço vir a chuva pra dormir logo. Invoco o sol para o meu mergulho e imagino a neve para amenizar o calor. Acendo lareiras nas noites frias; encontro a promissória perdida; ganho na loteria, e divido o prêmio com os pobres. Na angústia, adio a decisão. Na agonia, antecipo o fim. Na alegria, prolongo o início.
O tempo que corre
A situação que ocorre
Alguém que morre
Tudo passa
A vida é cheia de graça
Lembre-se que em cada momento
Não tem jeito, já passou mais um tempo.
O saber não se faz com respostas
E sim com questionamentos
Que lançados aos ventos
Nos trazem o alento
Para encontrar a verdade.
A verdade não é absoluta
Porque não existe verdade
Afirmar isso é pura maldade
Afirmar isso é desistir da luta.
O tempo que corre
A situação que ocorre
Alguém que morre.
Tudo passa
E por incrível que pareça A vida é cheia de graça.
Por isso não perca tempo Faça o bem a todo o momento. Pois a cada brisa de vento
Não tem jeito, não adianta fazer questionamento. Ficamos mais experientes Somos cada vez mais docentes Porque ele sempre nos ensina Sim Ele mesmo Nosso grande mestre e professor O Tempo.
''A vida é uma prova,onde Deus é professor e nós humanos somos estudantes,nesta prova,que quando morremos vemos nossos boletins escolares,que ora reprovados,e ora aprovados,e esperamos cumprir todas com disciplina ensinada aos mentores e amigos nossos.Boa Sorte a todos nós,e ví com a dor que estava passando,nesta prova como é impoprtante ter um amigo,nossa como sofri,e ainda tenho que passar por esta expiação,até quando não sei,mas tenho certeza que vai dar tudo certo,até outro dia,obrigada a todos.''
Ser professor!
Em quinze de outubro começo a meditar!
É dia do professor,
É dia de comemorar...
Ser professor não é mais uma profissão,
Transcende e vai além...
Ser professor é mais do que só ensinar,
No Brasil, então, vai além de escolarizar.
Ser um bom professor, então!
Vai além do que se pode imaginar...
É por isso que deixou de ser apenas uma profissão,
Para se tornar uma grande missão.
Penso que ser professor...
Não é apenas construir pontes para o futuro,
É colocar esperança no coração de uma criança.
É dar-lhe o direito de sonhar,
É permitir que ela possa se imaginar,
É dar-lhe uma direção, um norte a seguir...
É por isso que deixou de ser apenas uma profissão,
Para se tornar uma grande e importantíssima missão.
Eu gosto da educação. É porque é verdadeiro. É onde posso me renovar, me reconstruir diariamente, onde eu posso exercitar meus conhecimentos, minha criatividade. Professor é artista, é autor, é ator, é cantor. Tem professor que canta, que dança, que brinca, que agita, que corre, que dá saltos, que é feliz. Pedras no caminho, há aos montes. Como em toda estrada. Como na estrada para o lazer, para as férias, para a igreja, para onde for. O problema é com a sociedade, não é com a educação. É com a falta desta, as falhas nesta. Acredito que quem não é feliz em educação talvez seja porque não encontrou ainda seu caminho ou porque a própria sociedade o cansou. Ou ainda talvez, em alguns raros casos, seja porque não o seria em profissão nenhuma.
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