Profano
A Linha do Extremo
Há uma espécie de agonia em viver entre o sagrado e o profano.
De um lado, tudo aquilo que escolhi preservar.
Do outro, aquilo que, em silêncio, me chama para além dos meus próprios limites.
Eu não quero me jogar ao extremo.
Aprendi a desconfiar dos excessos, a respeitar as fronteiras que construí dentro de mim.
Mas também descobri que viver eternamente recuada pode ser outra forma de ausência.
Porque há momentos em que a gente precisa negociar com o próprio limite.
Não para abandoná-lo, mas para descobrir até onde ele pode ceder sem deixar de ser nosso.
E talvez seja essa a parte mais inquietante:
saber que existe desejo,
saber que existe vontade,
saber que existe um abismo logo depois da margem...
e ainda assim permanecer ali, na beira, sentindo o corpo pedir passagem enquanto a alma pergunta se é seguro atravessar.
Não quero alguém que me arraste para o extremo.
Quero alguém diante de quem eu mesma tenha vontade de chegar até ele.
Devagar.
Consciente.
Sem perder quem sou no caminho.
Porque talvez a verdadeira entrega não esteja em ultrapassar todos os limites.
Talvez esteja em encontrar alguém com quem até o limite se sinta seguro para negociar.
Profano é todo aquele movimento que incita alguém a desprezar o próximo pelo fato de que apenas tem uma opinião diferente em relação a um assunto qualquer.
Sobre inconstâncias de um mundo profano, buscamos nos aperfeiçoar em opiniões de quem realmente não admiramos e sim de quem nos da um gosto de concupiscência ao qual não conseguimos alcançar, e assim perdemos a benevolência de quem pode realmente pode oferecer algo valioso...a lealdade
Tocarei sim teu corpo insano,
Em noites de luares qualquer,
Farei-te céu, desejo profano,
Para sentir-se, minha mulher.
Voltei a ser aquela que não se importa. Não se apega. Não perde. Que une o divino com o profano. Adora o jogo e as regras são simples: Nunca desista e nunca recue.
Gosto de consequências, porque não existem regras, apenas possibilidades.
As vertentes opostas são realidades
Do que é santo e profano.
A escolha do tecido o pano.
A agulha que costura também fere.
O sistema é livre e é você que adere.
O ciclo de manias, artes e partes.
O insensato chuta o inocente.
O hipócrita veste de crente.
Nem queria falar dos bichos soltos.
A Amazônia presidiária.
Os grileiros das prefeituras.
Eu vou além de uma classe desmerecida.
A desigualdade, a luta corrompida.
O teto político volátil.
Não sou eu que denomina.
É a classe que se auto predomina.
É tanto desmantelo nos escombros.
O caixa brasileiro um arrombo.
O povo que sente, o povo que mente, o povo demente.
Sou parte desse jogo, também já compactuei com indolente.
É uma teia, arapuca, rede armada.
A pescaria é desumana.
Estupro da terra que emana.
O leite, o mel, o céu.
Pela preferência de uma sociedade de fel.
Onde estão o critério.
O inocente e culpado.
A escolha, gritar ou ficar calado.
Giovane Silva Santos
Um ano
Um ano que não foi profano,de sentimentos puros e às vezes insanos,
Ficar ao teu lado, sempre será meu plano,
Que seja sempre sábio o nosso lado humano.
Obrigado por tudo,
Pelo carinho e pela dedicação,
Sem tua voz, fico completamente mudo,
Perdido em um lago envolto na solidão.
Um sinal em 22 de fevereiro,
Com um simples e despretensioso oi,
Nossas esperanças,avivou-se como um braseiro,
Depois de tudo aquilo que se foi.
Te amo,te quero e desejo,
Isto está implícito em minha basicidade,
A plena felicidade é o meu ensejo,
Paciência, fé e lealdade.
Eu sonho com a eternidade,
E ao teu lado poder desfrutar,
Construindo um caminho no muro da verdade,
E nos teus braços,poder descansar.
Se quisermos trilhar o caminho da flor,
Sabedoria é a palavra chave,
Semeiar o amor ao invés da dor,
Olhar um ao outro,face a face.
E nesse olhar se perder,
Mergulhando profundo até encontrar
Sem ter o medo de sofrer,
Coragem, é o segredo de amar.
Lourival Alves
Quando o amor sublima,
move a luz do querer sagrado
sobre o desejo profano,
cegando anjos e demônios.
O insano
Junte o útil ao agradável,
O infiel e o profano,
A moral e a ética,
O amor e o humano.
Se fosse simples não mais seria bonito,
O amor mensurável não serve,
Não eleva nem agrada ao espírito.
Não peço-te permissão,
Nem te digo que foi escolha.
É mais uma imposição do destino que nos entreolha.
Sinto-te distante,
Como um grito no vazio.
Vozes oscilantes, de uma mente inerte em meio ao frio.
Se sob a penumbra cinzenta recai a noite,
Me faria eu desnecessária.
Colmada por súplicas infiéis e de glória empavesada.
Num sóbrio recanto me conduz
A paisagem já atravessada.
Gestos secos e sem luz.
Alma distante, intocada.
O contraste ideal existente.
Olhos negros estes teus,
Fariam estrelas terem inveja deste tal brilho fosco.
Apenas sigo a linha do horizonte, ignorando vertentes.
Meras súplicas abandonadas,
Pudor inexistente,
Vidas separadas.
Colecionador de amor tu és.
Obra de vidas passadas.
Colecionador de dor tu és.
Portador de histórias equivocadas.
Afundo-me em teus males, mergulho em teus receios,
Bebo da fonte dos teus medos.
Jogo-me por inteiro.
Ainda que louca, desvairada,
Entendo-te um pouco.
Vives para os outros,
Pensas nos outros.
Ah meu bem, pense em mim!
Tomo a liberdade de propor um novo e profano princípio constitucional: o princípio do ateísmo jurídico, que consiste basicamente em não acreditar que juiz seja Deus.
Sou o sagrado e o profano,
a mulher e a amante,
a ouvinte e a falante,
o céu e o inferno,
Sou o paradoxo e a redundância,
a escassez e a abundância,
a confiança e a deslealdade,
o mito e a realidade,
Sou viciante e o saudável,
a sadio e o incurável,
o descaso e a compaixão,
conceito e contradição...
Sou, enfim, os dois lados da moeda,
o sim e o não, pois pra mim não há definição.
Abruptamente surpreendente.
Sem Reservas
Invadiu-me, profano,
com mãos inquietas e toques famintos.
Cobriu-me de um desejo insano
à mercê do teu domínio
minhas forças ruíram. Entreguei-me.
Minha pele vibrou no comando dos teus beijos.
O silêncio ensurdeceu com meus gemidos.
Rasgamos os lençóis do pudor
e nos fundimos sem reservas
abrindo portas pro nosso prazer.
PROFANO É TÊ-LA; SE A OUTRO PERTENCE;
TENTO ESQUECER ESSE QUERER IMENSO; POR MAIS QUE'U TENTE; É NELA QUE'U PENSO!"sirpaultavares"
Muitos por discussões vãs tornam o Sagrado em profano, o Santo em lascivo. Devemos ter cuidado para não transformar-mos o Conhecimento da Justiça em conhecimento para perdição. Para não transformar-mos oque era para Salvação em instrumento de condenação. Lembremo-nos que oque nos foi dado não deve só gerar intelecto, mais vida. Pois há coisas que nunca nos serão neutras, por exemplo; oque não nos produz vida só pode nos produzir morte, e morte eterna.
