Procuro em Amor que ainda Nao Encontrei
Às vezes, os momentos difíceis que enfrentamos nos guiam para oportunidades melhores que ainda estão por vir.
Quando o peso da consciência for notável, fique feliz, pois ainda resta esperança. O verdadeiro desafio surge quando o erro já não afeta mais o espírito.
Adornei o doce encanto do sorriso para receber o dia que nasceu.
Colori os espaços, ainda, vazios para não ferir os pincéis dos sonhos.
Criei o que eu cria.
Sorrindo fiz um mundo cheio de você.
#FÊNIX
Ainda tenho a chama...
Guardada no peito...
Que mantém viva minha alma...
Vagando no tempo...
Nos dias que seguem...
Teimo em renascer...
No eclipse da lua...
Ou na explosão do sol...
Sempre renovando...
De ontem...
Nunca igual...
Espírito flamejante...
Cujas asas não se prende...
Da alvorada ao poente...
Tempo se vai...
E nem sente...
Mentiras e vaidades...
De medos e verdades...
Na taça o veneno...
Sorvendo...
Lentamente...
Possuído entre deuses...
Em um mundo que gira sem parar...
Vem...
E me chama...
A hora tarda...
Não é cedo para amar...
Não me engane agora...
Com suas novas da boa fortuna...
Não faça de minha vontade...
Em sua coleção...
Apenas mais uma...
Na forma que se cavalga dragões...
Uniremos nossos corações...
Ritmo único e compassado...
Nesse tempo...
Mal contado...
Inocência perdida...
Esperança franzina...
Paixões perdidas...
Triste sina...
Só o amor é nobre...
Não está em prateleiras...
Não se encontra em noites vagas...
Nas sarjetas...
E nem nas sujeiras...
E isso não mudará...
Por mais que tente me calar...
Só sei que é assim que penso...
Nem desejo mudar...
A vida é uma dança...
Venha comigo bailar...
Diga a verdade, me compreenda...
Vem e me chama...
O fênix renasce...
Para lhe amar...
Sandro Paschoal Nogueira
#VENENO
Ainda sou o mesmo aqui...
Apenas mais solto para sentir...
Perdido em algum lugar...
Pareço tão absurdo?
Cada palavra que falo
Te parece veneno?
Passou-se o tempo...
Com a qual sonhei um dia...
A dor que eu sentia...
Já não mais há de voltar...
E nos delírios mais loucos.
E daí?
Me encontro...
Agora quero voar...
No punhal atravessado...
Tantas vezes por ti declarado...
Em que o morto não matara...
Já não mais me encontrará...
Alimento minha alma com esperança...
Não me entregando mais às perfídias...
Germinando minha ânsia...
No transcorrer dos meus dias...
Em que não mais estará aqui...
Amo as estrelas pois estão longes de mim...
Sandro Paschoal Nogueira
#TEMPEROS
Olho o horizonte com lentidão...
Tudo que ainda em meu sonho cabe...
São levados pelo vento...
Corre a tarde ao meu lado...
E as pedras observam caladas...
O meu momento...
A vida acende e arde breve...
Na verdade não me conheço...
Travessia de dia após dia...
Em meu jardim me perco...
Nenhum anjo bateu à minha porta...
Não sinto a presença de quem tanto amo...
Levo comigo um silêncio inteiro...
No que vejo no espelho...
E sob o sol que tudo doira...
Tempero meu coração...
Faço da vida meus versos...
Afasto de mim o medo...
Criando minha ilusão...
E a saudade que ninguém quer...
Só eu posso aceitar...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
Será que ainda existe a nossa canção? Aquela que dançava no ritmo das nossas risadas, que embalava os dias e preenchia o silêncio das noites? Procure dentro do seu coração, entre as memórias que o tempo não apaga. Talvez a melodia esteja lá, suave, esperando apenas o toque da saudade para soar novamente.
Eu fecho os meus olhos
Mas ainda assim te vejo
Você tá nos meus sonhos
Porque ainda te desejo
Eu me tornei um escravo
Em agonia todo santo dia
Pela solidão, sou açoitado
Desejando a sua companhia
Por você, minha alma anseia
Por ti, a minha vida suspira
Por você, minha alegria pranteia
Por ti, minha consciência pira
O amor que um dia era...
Hoje é só uma quimera.
#Se #o #meu #coração #ainda #insiste...
Em bater nesse peito...
Descompassado e sem jeito...
Por ti, ainda existe...
Te quer bem e não desiste...
Não reclama, nem lamenta...
A tudo suporta e aguenta...
Mas saiba de uma coisa...
Uma hora vai parar...
Não mais lamente...
Quando esse tempo chegar...
Seus carinhos hoje negados...
Nossos erros passados...
Pois sempre lhe avisei...
Que assim um dia...
Seria...
Depois de muito esperar...
Em um dia como outro qualquer...
Uma nova oportunidade de ser feliz...
Aparecerá...
O amor não sabe esperar o dia amanhecer...
Quer sempre agora...
Quer sempre se fazer acontecer...
Não sei o que Deus me reserva...
Se terei outras auroras...
No compasso e descompasso...
Vejo findar as horas...
Me ame agora com paixão...
Esquecendo do mundo lá fora...
Junte sua mão a minha mão...
Minha alma revigora...
Não vale a pena sofrer, meu amor...
Como se nada tivesse acontecido...
Todo esse tempo de dor...
Jamais deveria ter existido...
Um dia, quando você menos esperar...
Sentirá a falta desse amor perdido...
Sofrerá por não mais encontrar..
Em meu coração seu abrigo...
Sandro Paschoal Nogueira
#Ainda #me #lembro #de #uma #manhã...
Em um lugar bom e belo...
Em que o tempo era doce...
E meu coração mais singelo...
Não me preocupava...
Com o vai e vem das noites...
Não me preocupava com as auroras...
Sentia grande prazer...
De ver nascer minhas rosas...
Vai-se agora a noite...
Vem de novo o dia...
Em meu jardim caminho eu...
Em silêncio consternado...
Não ouvindo mais ...
Melodia de pássaros...
Agora assustados...
Luz estaria agora comigo...
Se tivessem vocês ao meu lado...
Somente o jasmim...
Me recorda como um dia...
Tão grandemente fui amado...
Todos partiram...
O vento os levaram...
Na taça que hoje eu bebo...
O fel é tomado...
Estrada comprida...
Sem destino certo...
Algoz de mim mesmo...
Coração vazio...
Quase acabado...
Bate em sintonia...
Com a saudade que não é fantasia...
Antes assim fosse...
Daria término a minha agonia...
Conta os minutos...
O tempo que urge , que voa...
Erguendo aos céus as mãos...
Choro solidão...
Fera que ronda...
Insaciável apetite...
Aconselha de forma vã...
Me deixando mais triste...
Meu coração já não mais dorme,
Não mais sorri...
Em madrugadas frias...
Na alma o silêncio proclama...
Estou aqui...
Ah meu Deus...
Até quando esse cântaro terei que verter ?
Apazigua meu espírito...
Que eu já não mais me preocupe...
Plante no árido deserto que sou...
A esperança de ainda viver...
Sandro Paschoal Nogueira
Me extirparam o filósofo romântico de mim
Ainda ontem, menino, eu era porreta.
Questionava tudo!
Arremessava pedra contra o infinito, certo de que acertaria o impossível.
Apaixonava-me por qualquer menina que cruzasse meu olhar.
Tocava a campainha e voava, sem jamais olhar para trás.
Rasgava o dedão ao chutar bola descalço,
chorava o desprezo do dia,
perdia o sono por causa do “não” da menina que eu gostava.
Hoje, me cobro por não ser (e por não poder mais ser) aquele menino que outrora fui.
Como se tivessem extraído de mim
o filósofo romântico que acreditava no eterno,
na poesia ingênua das pequenas coisas
e na possibilidade de mudar o mundo com um gesto.
“Os tempos são estranhos, e existem pessoas que colaboram, para que se tornem mais estranhos ainda.”
Eu posso escrever um livro de tantas decepções. Já a felicidade eu posso contar nos dedos, e ainda sobraram dedos.
Conheci uma flor já a tinha visto no jardim mas ainda era olhares distantes e pouco a pouco fui vendo que mesmo em meio às outras flores ela era diferente, passei a observar mais e quando dei por mim ela era o ser mais belo do meu jardim !
Que tenhamos a capacidade cada dia mais de olhar para o outro de forma mais humana pois é nesse momento que fazemos amigos amores e fazeres
INGRATIDÃO
O pouco de gratidão que ainda restava acabara de escorrer nos vãos entre os dedos daquela mão calejada, que no apagar das luzes, percebera sem eira nem beira que se esforçar para agradar aos outros, é fútil demais!!!
09122
Pode-se afirmar que a globalização tem acirrado ainda mais a disparidade existente entre as classes sociais no mundo. Esse é um tema de muito debate, na qual faz-se o uso de palavras cultas e sofisticadas na busca incessante para denominar e explicar o sistema capitalista. Não vejo tantas possibilidades para explanação ; só existe duas classes na sociedade:
Uma dominante e a outra dominada. A primeira exerce influência sobre a segunda, por estar ciente da necessidade do proletariado em vender a sua mão de obra, que na maioria das vezes é desqualificada.
090223
Se eu ruborizo e tu também ruborizas, é porque o reinado da timidez ainda prevalesce entre nós.
210823
