Procuro em Amor que ainda Nao Encontrei
A frustração inerente ao homem puro esvai-se a cada gole. A força de vontade que ainda resta no homem que tornou-se impuro tenta transformar a fossa em glória. E eis que num segundo o tempo pára, e a candura nos olhos da menina dá lugar ao medo, à decepção, e à lágrima que agora escorre pelo rosto do homem fraco. "Levanta-te, pobre homem", diz a menina, no mesmo choro copioso ao qual o homem fraco está agora fadado, enquanto o torpor ainda lhe faz efeito.
E a cada dia, a cada manhã, lá está o homem impuro e fraco, deitado sob a marquise do prédio velho, com seu falso amigo debaixo do braço. E a cada dia, a cada manhã, lá está a mesma menina, com aqueles mesmos olhos, com aquela mesma voz, fazendo-lhe aquele mesmo pedido. Lembrança de um tempo onde o homem fraco ainda era forte...
Até que numa manhã qualquer, aquele homem ainda fraco esfrega insistentemente os olhos ofuscados pela luz tênue da manhã. "Levanta-te, pobre homem", ele insiste em ouvir. Olha para um lado, olha para o outro, e segurando o seu velho amigo pelo pescoço, percebe que ele está vazio, não há mais nenhum outro gole. Estava sóbreo, e aquela voz não lhe parecia mais uma lembrança. Não sabia ele se o gosto estranho na boca era o gosto de sangue, ou a ausência do seu néctar matinal, até agora encarado como fonte de alívio. Quem lhe tiraria a dúvida, afinal?
DESABAFO
De tudo que eu sei,
Pouco ainda sei de Ti.
Também pouco tenho a meu favor,
Se confuso e efêmero é tudo quanto já sei que sou.
Ah se eu soubesse ao menos um pouco do muito que sabes de mim!
Ampliaria nossos horizontes;
Reduziria nossas diferenças;
Me direcionava para bem mais próximo de Ti.
A CHEGADA
Quando chegou, eu ainda Te esperava;
A retina já embaçada,
Subitamente tornou visível o Teu invisível rosto.
Os meus ultrapassados limites,
Passaram entrever doces horizontes,
Somente porque Tu chegaste.
Se não fosse a dolente espera,
Queria eu Te esperar mais vezes,
Tudo para divisar Tua sutil aproximação.
Quando Tu chegas,
A imaginação cede lugar ao real,
E o silêncio converte-se em euforia.
Porquanto, já não careço saber onde estás,
Conquanto a espera cessou.
Tu, estas bem aqui!
Por Magno Ribeiro em 1/4/2009 (04h45min)
É tão difícil
Ficar,
Se você vai.
É tão chato
Amar,
E você longe.
O que ainda resta
É a fidelidade
Pra que dúvidas?
Só é preciso saber que
Me amas e eu te amo
O amor é fiel e não
Tem fim...
Por isso eu digo
Com todas as letras:
-T.E. A.M.O.
Dada minha ausência pertinente
Teus sonhos ainda serão meus
Vou te perseguir suavemente
Num ritmo frenético habitar teu ser
Nos mais remotos e obscuros desejos
Até te enlouquecer
Até me perder
E me encontrar outra vez em você
“Os fracos procuram se justificar por suas derrotas, enquanto os fortes a reconhecem assumem e ainda das lições tiram forças para levantar-se.”
“Se você quiser vencer com dignidade terá que se revestir de ousadia e crer que é possível e ainda entrar em ataque fazendo prevalecer o que é justo com tudo que vem contrapor as realizações de seus ideais"
Flores da ribalta
Cenário sempre quase pronto
Figurino ainda em retoques
Texto passado por trás das rotundas
Luzes ensaiam o anoitecer da cena
Num paradoxo de já ser noite
Platéia sempre cheia
Com lugares reservados nunca usados.
Roldanas levantam paredes
Como se tudo fosse mentira.
No espaço de um palco
Cabe o mundo, o universo.
Objetos ainda faltam!
Que falta poderiam fazer?
Completo pode ser qualquer vazio.
E no abrir da cortina os atores!
Sempre fingem representar,
O que na vida sempre fazem.
Apenas aguardam os aplausos finais,
Que na vida é apenas silêncio,
Com algum choro, flores e cortejo.
Jaak Bosmans 19-04-09
A PROSPECÇÃO DA PAISAGEM
Quando deixamos de ser etérea manhã,
Ainda no átrio da estrada,
Tornamo-nos presa
Da fome precoce do inexorável ocaso:
A latitude do céu,
Que pensávamos infinita,
Revela-se cria de um universo volátil.
Ah, e o nosso mar nos mostra
A sua lídima índole:
A ferocidade do vórtice do ódio
Aflora-lhe do bojo,
Domando progressiva
E plenamente
Todo o seu aqualino corpo.
A terra,
Que compõe a nossa pele,
Liquefaz-se em córregos do pus
Incarcomível:
A chaga se transforma
Em um novo tegumento,
Agora, irremovível!
Então o que reina
É uma paisagem de água:
Empedernida, rocha insoçobrável,
Mármore entalhado no oceano da passional sáfara.
JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA
Saudade é a unica moldura
em que o retrato de alguem
ainda tem mais formosura
que a formosura que tem
"Engraçado sentir o seu abraço, mesmo a distância. E ainda há quem ignore o poder das palavras".
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O que passou, ja era, o que vai acontecer ainda nem foi lançado!, e o que esta acontecendo é o que esta na moda! viva o agora, esqueça os acotecimentos ruims.
