Procuro em Amor que ainda Nao Encontrei
"Quanto ainda precisaremos mentir aos nossos corações; quanto ainda seremos escravos de nossas vaidades."
Ainda que a sua realidade momentânea esteja em preto e braco, sonha jardins coloridos. Este é o combustível da esperança.
Às cinco
Às cinco da manhã ainda estou a escrever, na manha de aprender ao som de viver o agora, somente agora, minha eterna aurora. Ao som do leve gotejar lá fora o meu espírito cresce em prazer desnatural.
Cada pingo é respingo em minh’alma, como o apóstrofe a temperar o verso normal.
O quê?
Ah… A apóstrofe…
É o gênero gerando a língua.
E esse quê, como é que fica?
Na realidade devido a minha idade, acho que quis dizer apóstrofo, sou mesmo um frouxo apóstolo da língua que não míngua minha estrofe nem extingue minha sorte, apesar de o norte me guiar à morte pela qual viverei a vida.
Ah… Essa enebriante chuva me deixa preguiçoso, leve, sonolento, portanto, lamento e não vou pesquisar se o crase do início se inicia com acento. Você pode me perdoar por essa nostalgia antes do alvorecer do dia pleonástico, fantástico referto de alegria.
Medito, atento à chuva mansa; sem vento, à monge de convento.
De novo... Crase antes do feminino… Tenha modo, meu velho, não é gênero, é modo!
Como é bela a vida de natureza adquirida, minha querida, assim pode rimar, querida, convento com vento ao lento da vida, sem o ribombar estroante do majestático vento; desculpe a minha ousadia ao raiar de chuvoso dia, caso estroante antes não havia, acabo de o inventar nessa minha alegria sem par.
Apesar de muito ter amado, porém, amargado sua ausência e despedida. Você se foi há tempo, mas a mim me restou ainda um sopro de vida, a chuva mansa, nesta eternidade às cinco horas, tempo que parece jamais passar, como se mil anos fosse durar.
Embora, a chuva passe; amanhã voltará a chover, e o seu recordar me fará reviver a vida, umedecida pelo nosso eterno amor.
Aprendiz da arte de levar a vida de natureza morta com pinceladas levemente fortes.
Aliás, esse negócio de crase enche o saco mesmo, hein...
jbcampos
Ahhh, refletir... Como nos damos bem: esse eu e você; esse você e eu. Sinto que ainda teremos um longo caso de amor.
"Eu sei o quanto dói, ver ele ir é algo sem explicação, dói ver ele partir, mas dói ainda mais saber que foi ele quem escolheu ir..."
Só sentimos saudades daquilo que passou, se foi, mas que de alguma forma nossa alma ainda almeja que aconteça. Então sentimos saudades.
A pior escolha a ser feita é se recusar a escolher o certo quando ainda é possível torná-lo um sorriso na tristeza de alguém... Não existem escolhas simples de um momento, existem decisões importantes para uma vida inteira!
Deixem eles se comerem aí, tô nem aí, depois ainda oferecemos mais das suas carnes e nos alegraremos como nossos pais fizeram sempre.
sou terra despida onde o sonho ainda habita, aqui há a doçura de uvas ao sol, um mar de harmonia onde meu coração navega e a saudade é definitiva...
