Prisioneiros
Enquanto olharmos para a Bíblia com altivez e soberba, seremos apenas prisioneiros da "Religião"...
Mas a partir do momento que nos comprometermos a viver de forma submissa à verdade contida nela, seremos verdadeiramente livres!
Não somos reféns da mentalidade de escassez nem prisioneiros da ideia de abundância. Aprender a se equilibrar em tempos de recursos limitados e de fartura, exercitando a empatia e reconhecendo a ciclicidade dos tempos, nos permite crescer de forma sustentável diante de qualquer desafio.
Somos prisioneiros de nossa própria liberdade, pois ao reconhecê-la, nos vemos obrigados a assumir nossa própria criação.
" Se o céu não tem poder no inferno?, como seria o inferno se os seus prisioneiros não sonhasse com o céu?
Os verdadeiros criadores não são prisioneiros de sua nacionalidade, fazem parte da cultura universal.
De certa forma todos somos prisioneiros da própria mente. Sejamos criativos elaborando planos de fuga para escapar da alienação mental. Podendo até receber auxílio externo, mas sem acreditar que seja a única opção.
Aqueles que desistiram de se desenvolver, evoluir e crescer serão sempre prisioneiros das circunstãncias que os cercam!
Somos um avião ou meros passageiros? os pensamentos prisioneiros decolam na pulsão…
Nos sonhos há versos sem trilha, sem rima, nem nexo, mas é o ouro, o próprio tesouro da constelação… Os rabiscos da linguagem dão forma, daquilo que a gente não conhece.
Somos produtos do nosso passado, mas não somos prisioneiros dele. Para o próprio bem, aprenda com o passado... E, então, o esqueça! ;)
A ignorância desmedida nos torna prisioneiros da burrice, assim sendo, nos transformamos em agressores-intolerantes!
Um rosto de marfim
A noite dorme! O coração repousa! Somos todos prisioneiros da noite quando fingimos dormir.
Para que se calar no silêncio da noite se há gritos em nossa alma? Perturbados e inacabados são os desejos de quem suplica, num gemido, a falta do seu amor numa noite calada!
É preciso paz para suportar a dimensão do adeus, que agora mora, em um terno rosto de marfim! Rosto, rostos que ninguém os vê ou tão pouco os compreendem! São apenas rostos castos, que nem se quer, confessam o sofrimento perpetuado na face. Rostos que dormem inquietos, incompletos, que só dormem para não incomodar o silêncio da noite!
Somos prisioneiros da vida
Reféns
de tantas horas perdidas
Somos possuidores
Das melhores formas de sentir
e afligir com as piores dores.
Podendo, porém
infrigir essas regras também
E abrir mão de tudo isso
Viver uma vida
de alegria
Empalidecendo assim
O viço de tanta crueldade
Somente viver
Sem que pra isso
Seja preciso expor a faculdade
inerentemente humana
Em sentir tamanho prazer
na dor que afasta e que engana
Cinicamente
Travestida de outra coisa qualquer
Revestida de brilho
Pouco nítido, à luz da verdade
desprezível
em todas as suas variantes
Pra isso
Precisamos alcançar
Uma porção da simplicidade
que não seja falsa
Andar descalços
nos cantos escuros do próprio coração
Sem necessidade
de exposição ou publicidade
Tentemos pular os muros
Que ao longo dos anos construímos
em derredor ao próprio orgulho
é preciso saber enxergar
A pilha de entulho em que se transforma
A própria arrogância e pretensão
Ladeada por uma longa escada
Sobre a qual subimos
Pra poder nos proteger
e que também distancia
dos sorrisos e dos abraços carinhosos
Que tantos corações
Enquanto enfermos e orgulhosos
concluiam
Não serem precisos
Edson Ricardo Paiva.
O menor dos prisioneiros e o maior crime praticado contra o próximo, poderá ser absolvido pela fé e obediência à Palavra de Deus e, ainda celebrar na penitenciária, a sua salvação em Jesus.
