Prisioneira
Viagem
As nuvens formam cadeias,
Tornando a lua,sua prisioneira,
E esse fogo que incendeia,
O desejo da companheira.
Prisão que gera decepção,
A liberdade,talvez libertinagem,
Uma boa blindagem no coração,
Pode nos ajudar durante a viagem.
Viagem no trem da vida,
Onde os momentos serão marcados,
Em alegrias ou feridas,
Em pensamentos bons ou machucados.
Machucados pela falta de experiência,
Onde ainda é pouco o tempo,
A maturidade e a sua ausência
Ainda implícita nesse grande sofrimento.
Sofrimento frio e cruel,
Que congela a montanha do coração,
Iniciou-se doce como o mel,
E findou-se numa grande decepção.
Lourival Alves
Encontro
Prisioneira de si,
deseja a liberdade
de voar...
Se encontrar,
se amar.
Deseja o
encontro
de outro
coração para
sintonizar
com o seu.
Deseja sorrir
com alma.
Se entregar
com calma.
Deseja seus
olhos nos dele pousar.
Em seus braços repousar.
Deseja suas
mãos as dele entrelaçar...
Jamais soltar.
Deseja a liberdade
para sonhar.
Não mais prisioneira,
deseja apenas amar.
E somente
contigo caminhar,
chegar á algum lugar
onde o sol
para nós
sempre há
de brilhar.
Nas profundidades do meu coração te fiz prisioneira, construí as barreiras de meus sentimentos, para te fundir ao meu sangue, senti-la correndo pelo meu corpo, porque a cada movimento ele te procura, reajo a ti e não a mim mesmo.
LIBERDADE
Entre os versos sedentos de saudade
Uma sensação que estava prisioneira
Por toda a métrica, pela poesia inteira
Pra, então, ter o teu voo em liberdade
Adeja em caça, daquela prosa faceira
Plaina, alça voo pra sentir tua vontade
Na imensidão do sentimento que brade
Terno, superando sua poética fronteira
Canta, versa, solta o trinar pelo vento
Compõe aquele clima de doce alegria
Livre na vastidão do belo pensamento
Sê emotivo, enche o poema de magia
Do teu âmago o novo em nascimento
E dos teus versos muito mais sintonia.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
12 março, 2024, 10’55” – Araguari, MG
No diário de uma prisioneira: "Nunca matei nem estuprei ninguém. Há muitos anos vivo em uma solitária, sem direito a banho de sol".
Uma sociedade sem senso crítico é prisioneira das correntes invisíveis e nem sempre invisíveis da doutrinação midiática.
Livre... mas prisioneira
Ela sonha com sua liberdade.
Esta liberdade de fazer exatamente tudo que tiver vontade.
Não como quer, mas como deve...
Ah, poder voar como pássaros nas alturas, apenas o céu como limite.
Alçar voo, conhecer outros quintais...
Ser livre como o rio que corre tranquilo, manso ou mesmo furioso.
Mas sempre independente. Traçando seu próprio percurso.
Poder decidir por si só, em tudo que a vida proporciona..
Abracar, rir, cantar, rodear-se de amigos.
Mas arroubos de coragem acontecem uma só vez na vida.
E uma oportunidade desprezada é fruto que não vingou.
É flecha atirada que não atingiu o alvo.
Uma oportunidade não bate duas vezes na mesma porta.
Ah, se ela pudesse voltar atrás..
Mas o medo a paralisou.
E uma vez lá fora a caminho da liberdade, sentiu-se perdida.
Como o pássaro no cativeiro,
Abre-se a porta da gaiola ...
E ele não sabe o que fazer com a imensidão do horizonte à sua frente.
Corre o risco de cair em mãos do predador.
Hoje tem consciência de sua prisão.
Mas insiste em se manter prisioneira.
Já não encontra forças nem coragem para lançar-se novamente à aventura.
O medo ainda a paralisa.
Mas a liberdade de pensamento, ah, essa é inviolável.
Recolhida consigo mesma, pensamentos vão, pensamentos vem.
Angústias, ansiedades, desejos presos no íntimo querem lhe sufocar.
Escrever é um desabafo.
É a hora em que se sente mais livre.
Liberdade é condição inerente ao ser humano.
Mas precisa ser conquistada.
Aos fracos e submissos é sempre roubada.
E assim a vida segue seu curso.
E ela caminhando sempre...
Livre... mas, prisioneira.
março 2011
Não quero a liberdade para ser livre, quero ser prisioneira na imensidão do aconchego do seu abraço, quero senti-me fera presa na eternidade do seu calor.
Quando me senti prisioneira, não sei de que, a tristeza me envergava.Todo lugar era trancado e a chave que parecia sumida estava ali, sem que eu a pudesse encontrar fora do perdão.
Fazia meses da nossa última mensagem, mas no meu coração tu era prisioneira e não passageira. Em noite rotineira, daquelas bebedeira de visão de problemas avistei-te quase como em uma clareira em meio floresta densa. Meu olhar era desconfortante, era um olhar tão distante quanto a geografia do nosso instante. Libertador mesmo que desconfortante. Naquele instante a minha liberdade era vislumbrante.
Na liberdade daquele instante a percepção de que na prisão da saudade era não o teu, mas sim o meu cárcere. Era aprender frente a realidade, mesmo que ela fosse só símbolo e invenção de mente em porre.
Enfim sorte, liberdade por verso de mente me escorre.
De nada me serve a liberdade, quando prisioneira de meus sentimentos.
De nada me serve a liberdade, quando prisioneira de meus pensamentos.
Em castelo me vejo prisioneira como o colibri uma vez já foi. Se tenho o tesouro que tuas posses me rodeou, não tenho no ar a liberdade nem a expansão dos jardins em flor.
A pior Tristeza é aquela criada pela própria mente, onde a domina e a faz de prisioneira, dominando o seu senso de liberdade, ficaste preso porque queres ficar preso.
