Preto

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O prazer de viver à cores; vem sempre depois de ter passado pelo preto e branco da vida.

Eu que amava cores, só via uma Lisboa a preto e branco, mais a preto que a branco.

Ele saiu da manada.


Pequeno, preto e branco, andando com aquele passo desajeitado que a natureza lhe deu, atravessou a praia como quem atravessa um pensamento. Enquanto os outros seguiam juntos, no fluxo seguro da repetição, ele escolheu a direção oposta. Não corria do grupo. Corria para algo.


O vídeo rodou o mundo: um pinguim-de-Magalhães caminhando sozinho em direção a um aglomerado de pessoas numa praia da América do Sul. Turistas curiosos, celulares erguidos, risadas contidas. E lá vinha ele, decidido, como se carregasse no peito uma pergunta maior que o medo.


Não era bravura.
Era curiosidade.


E talvez também cansaço.


Porque até os animais, em sua simplicidade, nos lembram que existe um momento em que seguir apenas por seguir deixa de fazer sentido.


A manada protege.
Mas também limita.


A manada orienta.
Mas também silencia a inquietação.


Enquanto seus semelhantes permaneciam agrupados, repetindo a coreografia instintiva da sobrevivência, ele caminhava em direção ao desconhecido — em direção ao barulho, à luz, ao estranho. Em direção àquilo que não fazia parte do roteiro natural da sua espécie.


E ali, naquele gesto simples, quase cômico, estava uma das cenas mais humanas já registradas por uma câmera.


Quantas vezes nós também não sentimos esse chamado silencioso?


A vontade de sair do caminho previsível.
De atravessar a praia enquanto todos seguem para o mar.
De ir em direção às perguntas, mesmo quando o confortável seria permanecer nas respostas prontas do grupo.


O pinguim não sabia que estava sendo filmado.
Não sabia que se tornaria símbolo.
Não sabia que sua pequena rebeldia atravessaria continentes em forma de reflexão.


Ele apenas seguiu o impulso de olhar para outro lado.


Talvez estivesse perdido.
Talvez estivesse curioso.
Talvez estivesse cansado de andar para onde todos andavam.


Mas, naquele momento, ele fez algo que poucos têm coragem de fazer:


Ele escolheu a própria direção.


E isso, para nós, humanos, é quase revolucionário.


Porque sair da manada não é um ato de desprezo pelo grupo.
É um ato de fidelidade a si mesmo.


É reconhecer que, em algum ponto da caminhada, a consciência pede um passo diferente. Um passo solitário. Um passo que não pode ser explicado, apenas sentido.


O pinguim caminhou até as pessoas, olhou ao redor, parou, observou. Depois, com a mesma simplicidade com que saiu, voltou para o mar.


Como quem diz:


“Eu só precisava olhar o outro lado.”


E essa talvez seja a lição mais delicada daquela cena real, capturada por acaso e eternizada por milhares de compartilhamentos:


Nem sempre sair é abandonar.
Às vezes, sair é compreender melhor para onde se deve voltar.


E há momentos na vida em que precisamos ser esse pinguim:
deixar a segurança do coletivo por alguns passos,
enfrentar o olhar curioso do mundo,
e permitir que a própria inquietação nos conduza.


Porque quem nunca se permite atravessar a praia sozinho
jamais descobre
o tamanho do próprio horizonte.
Autor: John Presley Costa Santos

"Será que é branco e preto, ou preto e branco"?
Não é sobre dúvidas, mas indagações na vida!
Foi como passar o filme de minha vida inteira diante dos meus olhos: "se de tropeços em tropeços se faz uma vida, penso que a vida é feita de recomeços, porque numa vida finita e longe da juventude não seria possível ser feita de novos começos"!
Numa vaporosa ansiedade uma vida se torna água ou fogo, não nego uma dificuldade quando consigo entendê-la, o problema é entendê-la, se nem a mim às vezes!
Falta muito e não pouco para fazer uma flor sorrir sem sua raiz; a pior vida é uma feita apenas de saudades distante de um novo dia... "não vivo pela metade, se nasci inteiro!

Não adianta vestir branco quando o coração permanece preto.

O branco das roupas não limpa um coração preto, nem apaga escolhas feitas na escuridão.

⁠racismo velado.
Só porque sou preto você me olha com nojo se passo na rua você comenta de novo olha lá o Criolo desde 1500 o racismo começou nossos ancestrais lutavam por uma justiça incessante e até hoje a luta não acabou 1800 princesa Isabel assinou o termo mas tem uma coisa que me dá nos nervos racismo velado.
F***-se a norma culta porque na senzala ler e escrever era só uma forma oculta de ser usado como peão pelos senhores de engenho que colocavam os manos contra os próprios irmãos, aí mano isso dói no coração só porque você é branco não significa que é melhor que ninguém não.
Pior ainda é ter que ficar calado vendo a sociedade decaída e o racismo desgraçado droga de arrogância que nunca acaba todo ano tem uma data consciência negra, no papel é bonito mas na realidade quase ninguém se importa o ser humano prefere continuar com a maldade e a empatia segundo eles não importa

Foto "Preto&Branco"

É a elegância e o charme. Que esse alguém busca expressivamente a composição que não existe nas cores presentes. Que nós, por sermos fotografados, associamos às nossas memórias quando fechamos os olhos.

Um coração em modo retrô só sabe amar em preto e branco.


— Jess.

" Eu vou fazer serviço de preto
Caprichado e bem feito
Digno de respeito
Agora e a minha vez
Você vai ver tudo perfeito."

Minha solidão dilata dentro de mim que transborda
Eu, não vejo nada além do preto do breu
Eu não sinto nada além do frio que dá medo
Eu não desejo nada além de uma companhia que nunca vá embora
E mesmo sendo impossível, minha falsa esperança me faz continuar
Até que eu ache outra coisa pela qual lutar

Para bordar meu retrato usei retalhos da vida e uma linha chamada recomeço.
Fiz em preto e branco.
Para cada dia darei um colorido novo..

Lindo vestido preto, elegante, sem dúvida, feito a partir da escuridão da noite, vestindo um corpo quente, curvas sedutoras de uma arte incrível, reflexo de instintos e de sentimentos, abrigo de um desejo ardente no seu íntimo, coração intenso, sincero, indo da simples elegância ao forte atrevimento,

Companhia aprazível de várias maneiras, torna cada momento inesquecível por mais breve que seja, pois facilmente faz ignorar o passar do tempo entre palavras, afetos, até mesmo no silêncio de uma troca de olhares, saboreando o privilégio de uma imersão prazerosa de muita reciprocidade,

Depois que anoitece, a sua beleza parece que se renova, fica ainda mais atraente, a paixão ganha as suas formas, suas vontades mais ousadas florescem, sua essência fervorosa
se destaca como uma chama imponente, que se propaga nas suas emoções e na sua desenvoltura, que provoca as sensações intensas de uma doce loucura.

⁠Devo dizer que estás ⁠usando
um lindo vestido preto,
assim, a tua beleza fica
ainda mais resplandecente
como se a luz do amor estivesse
sob o manto da noite,
certamente, uma junção de muito primor, cujos elementos convergem intensamente.

Tendo dito isso, é evidente que tem uma mulher profundamente amável bem diante dos meus olhos
que estão claramente fascinados,
então, meu respeito por ti é notório
tanto que me deixas inspirado
de um jeito bastante satisfatório.

É muito interessante um momento simples ser tão revigorante,
mas este efeito não acontece
sem nenhum motivo, do nada,
depende dos protagonistas envolvidos, da atenção que é dada
aos detalhes belos e vívidos.

Embora me digam... Que meus olhos são azuis
Eu ainda vejo as coisas em preto e branco.
Mais preto do que branco.

Preto sombrio,
Sombra de pavio,
Escuro labor.

Noite de breu,
O dia escureceu,
O olho esmaeceu.

Ausência de cor,
Tom de calor,
Sem seu furor.

Melhor ter um quadro branco com o centro amarelo do que ter um quadro branco com o centro preto.

Ela chorava todas as noites e pela manhã colocava seu casaco preto e um sorriso no rosto

MATIZES DE UM SONHO...

Em meu sonho preto e branco vou pincelando com todos os matizes em cores… Que dê luminescência a todas minhas angústias e dores… Finalizo com o esplendor do sol e dobro dentro de mim essa paisagem de papel e minha vida sempre tem cor quando avisto um arco Iris no céu…

Hoje me sinto mais estranha do que de costume. Como se o mundo não fosse mais preto e branco… ele estivesse envolto em um cinza espesso. Há momentos em que meu coração parece esquecer o próprio ritmo, como uma música que se perde na neblina. E, ainda assim, este corpo continua aqui, arrastando seus ossos e sua carne… acumulando cansaços que não vieram apenas do dia, mas da própria experiência de existir. Há uma fadiga antiga em mim, um peso que não tem forma, como se a alma carregasse pedras que meus olhos não conseguem ver.