Preto
Alguns momentos são mágicos.
Não precisam de muitas cores.
Brilham.
Só preto e branco.
Simples assim...
MATIZES DE UM SONHO...
Em meu sonho preto e branco vou pincelando com todos os matizes em cores… Que dê luminescência a todas minhas angústias e dores… Finalizo com o esplendor do sol e dobro dentro de mim essa paisagem de papel e minha vida sempre tem cor quando avisto um arco Iris no céu…
Hoje me sinto mais estranha do que de costume. Como se o mundo não fosse mais preto e branco… ele estivesse envolto em um cinza espesso. Há momentos em que meu coração parece esquecer o próprio ritmo, como uma música que se perde na neblina. E, ainda assim, este corpo continua aqui, arrastando seus ossos e sua carne… acumulando cansaços que não vieram apenas do dia, mas da própria experiência de existir. Há uma fadiga antiga em mim, um peso que não tem forma, como se a alma carregasse pedras que meus olhos não conseguem ver.
NÃO HÁ TEMPO!
Não há tempo para lágrimas
Que secaram na poeira
Do chão preto do asfalto!
Não há tempo de chorar
Das lembranças e momentos
Que você banalizou
Que você nem ligou ...
Histórias da própria vida...
Enquanto passa a madrugada
No silêncio da noite
Olhos vidrados no espaço
Viajando os pensamentos:
Entre a chegada ao destino
Ou antecipado o retorno
Calor que engasga a garganta
Ronco de motores
Entre viradas e contornos
Não há tempo ...
Só a pressa de passar
Sem os sonhos nem emoções
Deixando atrás pelo retrovisor
As voltas que já se foram
E que jamais retornarão
Na busca do mesmo tempo
Que não mais teremos
Vida para vivermos novamente
O mesmo tempo jogado fora!
AUTOR – JOÃO BATISTA BARBOSA
MIMOSO DO SUL ES
POESIA
As imagens em preto e branco sussurravam.
Havia uma voz intima em cada canto.
Ouvi novamente minha mãe a perquirir:
- Sabes para que servem as andanças?
Para que possamos volver a casa,
Onde fundamos despertares.
In Poema " A CASA"
O Tribunal do Saco Preto
Passava das duas da tarde e o calor, aquele típico aqui de Altamira que parece derreter até o pensamento, castigava as ruas empoeiradas de Cachoeira da Serra. Empurrando meu carrinho de coleta pelos restos de asfalto quente, eu ia fazendo o meu trabalho diário de recolher o que os outros não querem mais. Parecia que eu tinha meu próprio sol ali, bem do meu lado, fazendo-me cozinhar por dentro e escaldar por fora, mesmo assim, a mente trabalhava mais rápido que as mãos.
Dizem por aí que para conhecer os segredos de uma pessoa, basta invadir o celular dela. Bobagem. Como trabalhador das ruas, eu garanto: quer saber quem é alguém de verdade? Esqueça a senha do Wi-Fi e olhe para o lixo que ela joga na calçada.
Outro dia mesmo, passei na frente da casa do "Doutor" da esquina, aquele que anda de caminhonete importada e fala alto no celular para todo mundo ver. No saco de lixo dele? Só embalagem de macarrão instantâneo, garrafa de cachaça barata e notas de cobrança rasgadas. Na mesma rua, parei na casa da Dona Rita, que anda a pé e conta as moedas para comprar a farinha nossa de cada dia. A lixeira dela estava cheia de aparas de lápis e rascunhos de redação escritos à mão pelos netos — o retrato claro de quem investe o pouco que tem na esperança de um futuro melhor.
É engraçado como a gente vive em uma época de aparências. As pessoas postam fotos sorrindo, vestem roupas de marca e fingem que a vida é um comercial de margarina. Mas o lixo não tem filtro de rede social; ele é fidedigno, não sabe mentir. No momento em que você dá um nó na sacola, a sua privacidade acaba e a sua verdadeira essência é exposta na calçada. Como bem disse Veríssimo em uma de suas crônicas, através do lixo, o nosso particular se torna domínio público.
A verdade é que a lixeira é o nosso maior tribunal. E enquanto eu separo o papelão do plástico debaixo desse sol de rachar, só consigo rir sozinho da ironia de tudo isso. Fica a pergunta para você, que me lê agora: quando eu passar na frente da sua casa amanhã, o que o seu saco de lixo vai fofocar sobre você? Hum?!
ALENCAR.V.C.
[Superstições]
Encontrar aquela gata de preto
Em plena sexta-feira 13,
Foi sorte demais
Pruma vida só.
(Michel F.M. - Altas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)
Jamais abandone sua capacidade de enxergar além do preto e branco; só porque o resto mundo não sabe ler o segredo das entrelinhas.
Preto, favelado, sonhador.
Menino nascido em São João de Meriti,
onde o medo vestia fantasia de alegria,
e sobreviver já era uma forma de poesia.
Foi no barro que criou raízes,
foi na luta que encontrou as cicatrizes.
Cada queda lapidou sua coragem,
cada lágrima desenhou sua viagem.
O menino amado pela avó virou homem,
e seus passos hoje carregam um sobrenome.
Muitos conhecem Matheus Albuquerque, o rosto, a presença, a fama.
Mas só ele conhece Matheus Silva, a alma que nunca se engana.
Sua ousadia rompeu fronteiras,
transformou ruas em passarelas inteiras.
Nunca esperou a porta abrir,
aprendeu cedo que nasceu para construir.
Chamaram de louco... ele sorriu.
Chamaram de impossível... ele insistiu.
Enquanto muitos duvidavam do seu valor,
ele alimentava, em silêncio, o próprio ardor.
Começou pequeno, sem palco e sem plateia,
mas quem nasce gigante nunca aceita uma plateia pequena.
Seu verdadeiro sonho nunca foi apenas vencer,
foi encantar, emocionar, transformar e fazer acontecer.
Matheus... Matheus... Matheus...
Um nome. Mil versões.
Mil talentos. Mil missões.
Erra, aprende, cai, levanta.
Recomeça antes mesmo que a dor o espante.
Porque quem conhece o próprio propósito
nunca se rende ao improviso da sorte.
Poucos conhecem o peso do seu passado.
Poucos imaginam tudo que foi sacrificado.
Mas o futuro... ah, esse não pertence ao acaso.
Pertence à coragem de quem nunca desistiu do próprio traço.
Continue sendo intenso.
Continue sendo diferente.
Continue sendo o improvável que desafia o evidente.
Seja louco o bastante para sonhar.
Forte o suficiente para continuar.
Humilde para aprender.
E gigante para nunca deixar de crescer.
Porque o destino não escolheu um homem comum.
Escolheu alguém que nasceu para inspirar multidões.
Que ontem seja apenas lembrança.
Que hoje seja sua força.
E que amanhã seja a prova de que quem acredita, resiste; quem resiste, conquista; e quem conquista deixa de ser apenas lembrado… para se tornar inesquecível.
“Há em mim um garoto esperançoso que mesmo com lápis branco e preto pode imaginar desenhos coloridos.”
Quando você estiver passando por momentos difíceis, e a vida parecer estar em preto e branco, lembre-se do calvário de Jesus, ele suportou tudo calado, simplesmente por AMOR..
Usar preto roupas do estilo que monda sua consciência de pensar fora da caixa de pandora.
Somos vistos, julgados e rotulados, embora ser o que somos ainda somos mesmo conteúdo.
Crescer e evoluir dentro da própria subcultura como gótica não ser rotulado ou seguir uma seita,
Seguir num estilo visual e musical...
Embora sofrer com descriminação e o racismo, o preconceito de ser criticado por não igual.
Ser de outra religião pagãos ou seguir próprio nariz não quer dizer pertence ao seu mundo de ser.
Vivemos história verdadeira caçada se é pensador poeta sera taxado pela bruxaria que carrega, então sou bruxa bruxo mago o que for incrédulo ate que ciência prove ao contrário, pois sem debate sem criticar e compreender o sistema o somos criaturas da natureza sem alma apenas devastação do meio ambiente , depois comemorar com churrasco e futebol, self-service a IA agradece a preferência, volte sempre suas notificações serão entregues.
