Prego
prEGO
O que move teu ego pálido
Químico de gelo
Por que desfaz-me desmantelo
Se os céus esquálidos, esquerdos
Doem-me “em mim” o dedo
Envolvido de desapego
Extorquido do teu ego
Do teu zelo?
Ego sei te nego
Mas me renegas
Às léguas intrépidas
Do teu medo.
Por que o desmantelo
Se o martelo dos cegos
Martelou-me os sombreiros?
Borra-se o pélvico bálsamo de bordas caçoantes
Que riem do meu antes
D’antes fossem céu-inferno
O que limbo, o que eram...
Era-me papel pôr de prego
És-me tinta furta-cor do cego
Dá-me papel, pincelo
Pinta-me no bélico pão-farelo
Esfarela o cérebro
Celebra o clérigo
Afago dos histéricos
Épicos
Podres
Póstumos
Inexactos... Fossem cactos os cacos em mim...
São cactos dos que catam os cacos
Cactos caçoam cactos
Abstractos
Cactos
Cactos... Esqueléticos riem...
Ruborizaste minha alma
Envergonhaste-a de ti
Tão dentro, tão fundo
Tão pálida, caste minha alma
Caste-a de ti...
Cactos cactam minha alma
Cactos cactam em mim... burocácticos
Antes cactos fossem rasgando a alma
D’antes fossem cactos rasgando o rim.
Firme o “fulgo dos felpes felpos dos Alpes”
Alpendres de postes podres de pena
Postes podres de pena
Pena
Cactos
Pena de mim...
Que não mais tenho pena
A cumprir...
Mas os cactos, desbocactos
Riem...
Ser professor é pregar uma coisa e ver o mundo fazendo outra. Às vezes, até melhor do que você pregou, mas em outros momentos nada daquilo que você desejou.
Cuidado com quem anda do teu lado, por que teve amigo de Jesus que não acusou, mas forneceu o prego.
As vezes mesmo que perdoamos uma magoa, ela fica lá.. é tipo quando enfiamos um prego na madeira, podemos tira-lo da madeira, mas a marquinha sempre fica lá.
Ricardo Cabús
Cabeça Dura
(Cacos Inconexos)
Foram três tentativas vãs
Quando o prego não quer
O quadro cai
A havaiana quebrou a correia e não hesitei, coloquei um prego (o tempo de ir no mercado). Daí as lembranças da infância. Naquele período ela quebrava, prego! O prego saia cortava um pouquinho e prego, novamente. Mas sou grato por esse passado, me tornou mais forte, menos ingrato e com a consciência de ter e viver com o necessário.
Um Aviso a todos!
Se você notar em mim algo que não esteja coerente com o que prego ou professo, por favor, me chame no privado!
Aquele tipo de amizade que só lhe procura quando o martelo da culpa crava um prego consciência, nunca foi amizade. Se afaste!
Prego e martelo.
Na gavetas da vida...
Onde...?
É claro...
Dentro do fundo de minh'alma...
Guardei sonhos...
Guardei ilusões...
Gardei abraços...
Guardei beijos...
Guardei momentos...
Me embebedei....
Demorei voltar ao meu 'Eu'..
Quando acordei...
Transbordou em mim uma energia Solar...
Mastiguei os poemas que fiz...
Senti o doce e o amargo...
Moderado e sempre com a paz interior...
Dos prometidos a mim...
Não exijo nada..
Mais o Sol e a chuva que cai...
Deles eu não posso jamais abrir mãos...
Os seguro...
Com todas as forças e capacidade que tenho...
Assim...
O meu solo fica nutrido e florido...
Mereço isso...
Ah se mereço...
É direito de todos nós...
Pensamentos meus...
Meu cérebro é um universo...
E nele eu não permito nada enraizar o que não me convém...
Procuro ser somente eu...
Me faço de prego robusto...
Contra marteladas que querem me entortar...
Meu silêncio fala tudo...
A escolha é minha...
E jamais será de outro alguém...
Aceito críticas construtivas...
Sim...
Mais não posso aceitar marteladas destrutivas...
Pra mim..
Tem uma conexão única entre o prego e o martelo...
Uma vez enfraquecidos...
Tanto o prego como o martelo..
Podem vim...
Á se machucar....
Autor Ricardo Melo..
O Poeta que Voa.
A verdade entra nas pessoas como um prego quente na manteiga, e não há no mundo ser humano que esteja preparado para ela.
um prego que representa a esperança,
Tipo algo solido,
ou um espinho do bem,
um furo na medida ,na madeira da vida ,comsertando o que esta souto e asegurando o futuro.
TEAR
Enquanto eu faço um poema eu te descrevo
Como se não te conhecesse
E meus olhos prego em ti.
Tudo eu lamento na minha poesia
E tudo sai na alegria de tua boca rindo.
Queres uma prova de amor?
Eu ando sobre as brasas.
A caneta dança uma interminável valsa,
E de nós quem rodopia,
Quem tem a autonomia nos pés
És tu. tutora de tudo o que aprendi.
Enquanto sonho tu acordas
Para fazer de mim teu mimo
Teu cãozinho novo, tua maquiagem.
E eu aprendi o que me ensinastes,
Nunca olvidar aprendi também.
Graças a ti, poesia feita agora,
Minhas verdades de outrora
A vida contigo, pode dizer-se eterna.
Sem ti é tudo um desmantelo.
Enquanto eu teço o verso
Tu urdes em minha cabeça
Um templo de bombardeios,
Das tantas guerras,
Que comemoramos o seu final.
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naeno*com reservas
