Prédios
Quando reformamos prédios acabamos percebendo a necessidade de reformar ideias, situações... enfim, a vida!
Despertar do Sol
Cheguei trazendo chuva
Meu coração... Chuva!
Os prédios estavam feios... Chuva!
Mas o sol apareceu
Quando pensei em ir... O sol!
Mas a chuva continuou
E quando realmente quis ir embora
Quando fui embora
A minha saudade despertou
Despertando “O sol...”
Metrópole Qualquer
Prédios entre fumaceiras
mendigos entre sujeiras
trampar sofrer ganhar.
Um pivete vai correndo.
Um ambulante vai correndo.
Um empresário vai correndo.
Correndo...as pernas olham.
Eta vida besta, meu Deus.
São quase seis e ele vêm surgindo como que entre os prédios, desafiando toda escuridão. Junto dele o canto solitário de um voador que nunca vejo e que sobrevive do que sei lá. E não me importo de outros mortais ainda estarem dormindo, é como se o espetáculo fosse inteiramente só pra mim.
Areia, água, céu, pessoas e prédios.
Uma ponte no meio, uma pitada de enquadramento, e a foto está pronta.
A receita da vida também é assim, pegue as coisas que tem e distribua de forma adequada e tudo ficará melhor. Querer incluir coisas que não dispomos torna tudo mais triste.
Eternidade.
A cidade amanheceu cansada, velha demais para continuar.
Prédios sussurram as igrejas que a nobreza do tempo, acabou.
Amanheceu e banhou-se no mar, a sombra da belíssima construção.
O cavalo corta a rua com seus cascos calejados e cansados de fendas e buracos.
Para, respira, bebe a santa agua e prossegue, cansado como a cidade.
Olhares perdem-se com as poeiras de eras, centenárias cenas, casas grandes e pequenas, bordado longo, calmamente elaborado.
Tijolo por tijolo o tempo desfaz, uma saudosa brisa curva-se sobre telhados e janelas.
É a mesma de vidas atrás.
Só os personagens mudaram.
A cidade vai dormir cansada para acordar disposta a brilhar por mais um pouco, na eternidade da memória.
"Como junto às colunas caídas se constroem prédios novos que as substituem, ao morrer, uma religião é substituída por outra, após outra, sendo todas manifestações limitadas pela época e pela situação geográfica, embora sendo encarnações de uma mesma necessidade e emanações de uma idêntica fonte."
Nós construímos esta cidade. Construímos os prédios, as estradas. Então trouxeram as máquinas. Não pelo lucro. Fizeram isso para nos expulsar. Porque as pessoas normais sempre nos odiaram. Só que faziam isso sorrindo.
Admiro muito os engenheiros, pois eles tem o poder de criar casas... prédios... até mesmo uma cidade.
Mas admiro ainda mais um escritor, pois ele tem o poder de criar universos.
No garimpo de prédios, quem tem ouro é réi.
Valores em reais, deuses falsos atuais.
Nego perde a cabeça e pelas cifra mata atoa.
Me encontro no mestre sua palavra é minha coroa
Realidade virtual, cédula digital.
Oque é tangível nessas hora é ser de fato leal.
Construa seu alicerce naquele que te quér bem,
valores morais nunca se desfazem, amém
@Diego_Sukuri_
Não há cristãos, que eu saiba, explodindo prédios. Não tenho ciência de nenhum cristão terrorista-suicida. Não tenho conhecimento de nenhuma grande denominação cristã que acredita que a punição para a apostasia é a morte. Tenho pensamentos confusos sobre o declínio do cristianismo, à medida que o cristianismo poderia ser um bastião contra algo pior.
Há quem se encante pelas grandes cidades, com sua imponência, seus prédios que tocam o céu e a agitação incessante que preenche cada instante. Eu, porém, encontro alma no campo na simplicidade que acalma, na beleza silenciosa da criação e no sutil afago de Deus, revelado no toque sereno da brisa em meu rosto.
Talvez, num futuro apocalipse, essas ruínas revelem que esses prédios foram construídos não pra impor a vontade da maioria, nem a vontade de Deus. Mas pra proteger o que é vulnerável da força bruta.
Com os olhos molhados, a alma rompida e o coração partido, na minha cabeça eu crio prédios cada vez mais altos.
O PARQUE
Em meio a tanto concreto,
Prédios, carros e asfalto,
Mais parece um oásis
O parque arborizado.
Gosto de correr por lá,
Alguns vão só caminhar
Com a natureza ao lado.
Flores em Paris
Perambula
Carros
Prédios
Avenidas
Observa
Homens
Janelas
Ruas
Para
Mulheres
Portas
Ruelas
Senta
Crianças
Arcos
Praças
Respira
Bolas
Pontes
Parques
E as flores!
Fumo a fumaça dos carros
e vago pelo teto dos prédios.
Ao meio-fio do prazer,
enquanto as ruas
caminhavam sobre mim,
transito, transando com a poesia.
Que os pais são os nossos alicerces, eu já sabia. É como o alicerce dos prédios no Japão: por mais que nossa estrutura balance em virtude de terremotos e que todo o seu interior se sacuda, sua estrutura é impecável.
"O Vazio Silencioso"
Na cidade onde os prédios parecem tocar o céu e as ruas ecoam de passos solitários, há uma história que se desenrola em meio ao desamor. Não é uma narrativa de lágrimas derramadas em noites solitárias, mas sim um relato silencioso de corações que se afastaram sem alarde. Em um café aconchegante, onde o aroma do café recém-coado mistura-se com a melodia suave de um piano ao fundo, duas almas perdidas encontraram-se, não por acaso, mas por um capricho do destino. Ele, com seu sorriso contido e olhos que guardavam segredos não ditos, e ela, com sua aura de mistério e uma tristeza velada nos cantos dos lábios. O encontro foi casual, como muitos outros na cidade movimentada, mas algo na maneira como trocaram olhares fugazes indicava que ali havia algo mais profundo. Conversas se iniciaram, histórias foram compartilhadas, mas entre as palavras havia um abismo, um vazio que nenhum deles ousava preencher. Eles dançaram ao redor do desamor, mantendo uma distância segura, como se temessem o que aconteceria se permitissem que seus corações se aproximassem demais. A cada encontro, o silêncio entre eles crescia, preenchendo o espaço com uma melancolia sutil. Até que um dia, sem aviso prévio, eles se despediram com um abraço frio e palavras vazias. Não houve lágrimas, não houve gritos, apenas um entendimento mútuo de que o desamor já havia se instalado entre eles, como uma sombra persistente. E assim, eles seguiram caminhos separados, perdidos em suas próprias névoas de desilusão. No café aconchegante, o piano continuou a tocar suas melodias, enquanto as cadeiras vazias testemunhavam o desfecho silencioso de uma história de desamor, onde o vazio era a única certeza.
