Prédios
Como era possível que vidas inteiras pudessem mudar, pudessem ser destruídas, e que ruas e prédios continuassem os mesmos?
Bem mais alto,
Que os pássaros,
Dos terraços dos prédios,
Estão três rapinas,
Que planam em círculos,
Parecem vontades,
Que ficam girando,
Nos cantos da mente,
Sonhos coloridos,
Olhar pela janela do décimo quinto andar
e ver todos os outros prédios calmos,
que tem sua beleza diferenciada
por quantidade em que o sol
consegue toca-los,
é bem diferente do que sair
e andar meio a multidão
que nunca para lá no chão,
e que não tem noção
o quanto as coisas são tão calmas
e assim permanecem
calmamente lindas lá de cima.
Da sacada do nono andar
Da sacada do nono andar, vi as enormes torres, acompanhei as pessoas em formato minúsculo indo e vindo, observei o trânsito distorcendo o que é belo,
Da sacada do nono andar, os ventos poluídos surram os enormes corredores da cidade, a percepção dos gritos da metrópole são notados, o Sol tem visto tudo lá de cima e manda seu recado caloroso sempre que possível através das janelas dos prédios imponentes,
Da sacada do nono andar, vejo a noite crescer, vejo o show de luzes acontecer embelezados pelo lustre central, a Lua!
A metrópole silencia por poucas horas, mas os sonhos e os medos, as dores e os desejos, o certo e o duvidoso, não dão folga para os amantes que buscam uma nova conquista a cada amanhecer.
"Quero mudar o mundo" não quer dizer arrancar árvores, construir prédios, mudar nascentes, poluir, matar. Para mudar o mundo requer pensar, e se pensarmos na melhor forma de mudá-lo, logo, descobriremos que precisamos formar pessoas e ensiná-las a usar um dom dado apenas aos humanos: pensar.
Entre os prédios
Eu a avistei
enorme a brilhar
Um sorriso iluminado
Descendo sem parar
Parecia um quadro vivo
Não consegui capturar
A cena era tão linda
E se perdeu no meu olhar
Obrigada, Lua, pelo show particular
Praça
Praça vazia.
Por ela ando perdido, olhando os prédios
todos fechados, luzes acesas em alguns apenas,
talvez ali, alguém que como eu o sono esqueceu,
e permanece acordada.
Encantador é pela praça andar, em plena madrugada,
só as luzes dos postes iluminam seu espaço.
Nosso pensamento ali voa e não descansa, pelas
ruas passeia, em cada esquina uma figura se vê.
Por entre as casas, o amor dorme.
Só o nosso desejo quer acordado ficar, quem sabe
o amor acorde e pela praça venha passear.
Saudades de quando me acompanhavas por ela,
beijava-te a luz da lua.
Acho que te esqueci entre as casas, só não sei qual.
Sei que estás presente, sinto teu respirar
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Praça da Paz
Nunca pensei estar
Um dia naquele lugar
Entre os prédios centrais
Fervendo em loucuras
E flutuando nas alturas
Certo de como voar
Cheguei ouvindo promessas
Para quem tem pressa
No aliviar da pressão
Desses dogmas, frases feitas
Que insistem indicar
Qual deve ser minha direção
O mundo alternativo
Na praça se cria
Num instante contemplativo
Restaurando o equilíbrio
Da mente ao coração
A paz de viajar
Sem sair daquele chão
A paz que me faz
Aceitar a realidade
Muito além dos jardins
Pelo menos um pouco mais
... me deixe na paz
Ladeiras, prédios, praças, caos, cidades inteiras.
Mares, rios com praias em noites de lua cheia... ahhhh lua
Sou movido pelas paixões e aventuras, mas sabe o que me motiva? Uma mochila nas costas, uma trilha, a natureza para contemplar e uma mulher para amar... é o que realmente me inspira.
Escola
Escola é…
O lugar onde se faz amigos.
Não se trata só de prédios,
salas, quadros,
programas, horários, conceitos.
Escola é, sobretudo, gente.
Gente que trabalha, que estuda,
que alegra, se conhece, se estima.
O diretor é gente,
o coordenador é gente,
o professor é gente,
o aluno é gente,
cada funcionário é gente.
E a escola será cada vez melhor
na medida em que cada um
se comporte
como colega, amigo, irmão.
Nada de ilha cercada de gente
por todos os lados.
Nada de conviver com as pessoas
e descobrir que não
tem amizade a ninguém.
Nada de ser como tijolo
que forma parede,
indiferente, frio, só…
Importante na Escola,
não é só estudar,
não é só trabalhar.
É também criar laços de amizade.
É criar ambiente de camaradagem.
É conviver, é ser “amarrado nela”.
Ora é lógico...
Numa Escola assim vai ser fácil
estudar, trabalhar, crescer,
fazer amigos, educar-se,
SER FELIZ!
Prédios desabam, mas não importa. O que importa é estar com quem gostamos.
Esses prédios um dia foram árvores
a tarde relembram essas histórias
trocaram as janelas
essas casas não estavam aqui
"Acorde, guerreiro da selva cinza! O sol nasce quadrado entre os prédios, mas o seu brilho tem que ser esférico e total! Engula o estresse com farinha e faça da adversidade o degrau para o seu pódio. A cidade é grande, mas a sua ambição tem que ser astronômica. Vá e vença!"
O sol se pôs atrás dos prédios
Passou uma moça com tristeza nos olhos
Será que é o medo do futuro?
Ou será que é a esperança do presente?
Coragem!
A cada vez que te via entrelaçada com outro alguém nas sombras dos prédios as lágrimas falavam mais que palavras,
Quantas horas foram guardadas dentro da caixinha de surpresas sobre nós que nunca chegaram a acontecer?
Prisioneiro da fonte dos desejos sem ação, abracei o pão amassado do faminto solitário,
Quando ouvia a tua voz pelos corredores do condomínio uma cura momentânea tomava conta de mim abatendo o duro golpe de um fugitivo da realidade,
Pegar nas tuas mãos e falar o que penso é o caminho a ser trilhado e mesmo que nada aconteça como imaginado amanhã voltarei a ser um adulto em liberdade pulsando em cima do vazio do esquecimento.
As vezes tenho vontade de subir no mais alto dos prédios e de lá jogar tudo o que eu sinto por você ... mas talvez seja tarde. Me envolvi demais e jogar tudo o que vivemos fora agora seria suicídio, covardia .. É melhor ir morrendo aos poucos mas com a glória e a certeza de que fiz tudo o que podia. Desistir é pros fracos e eu sempre fui tão forte.
