Preconceito
Bruxas
Na verdade as bruxas nunca existiram. O que existiu foi preconceito, intolerância e muita ignorância.
Muitas mulheres foram perseguidas, torturadas e condenadas por bruxaria apenas por intrigas, inveja ou desavença.
Mesmo sem nenhuma evidência concreta eram acusadas e os julgamentos baseados em qualquer relato incoerente de um vizinho maldoso, um familiar ou qualquer outra pessoa influente na sociedade eram suficientes para que mulheres fossem jogadas na fogueira e queimadas vivas.
Acreditava-se que bruxas tinham marcas de nascença e um corpo bonito com sardas era suficiente para que um invejoso fizesse a acusação e levasse a mulher a julgamento e à morte. As atrocidades cometidas contra as mulheres acusadas de bruxa foram muitas e os motivos hoje são considerados absurdamente inimagináveis.
PROBLEMAS são apenas ações percebidas, com preconceito, como tarefas difíceis.
É por isso, que dentro de toda pergunta sempre habita um pouco da resposta. Isto é, todo problema é a embalagem da solução.
Há a gaiola, há a vida e a (des)confiança
e há o muro, há a cerca e o preconceito
e há o filho, a família e a aliança
e há a grade, há a profissão e o preceito
e há o relógio, o horário e o acontecimento
e há o estatuto, há a lei e o mandamento
e a regra dizendo é proibido.
E é a vida, é o mundo e é a gaiola
e é a casa, o nome e a vestimenta
e é o imposto, a renda e a ferramenta
e é o orgulho e o coração sem ação.
E era o amor, era a amizade e o medo de magoar
e era o laço e o enlaço e o final sem chegar.
E era a vida, era a vida o mundo e a gaiola
e era a vida e a vida era a gaiola.
Enquanto existir preconceituosos haverá preconceito.
Ele poderá mudar de tema, razão motivo ou circunstância, mas enquanto o dono do sentimento não melhorar como pessoa... os motivos de suas aversões só serão substituídos, não anulados.
Na vida crie pontes, defenda a equidade, a solidariedade, a fraternidade e o amor sem preconceito para todos.
Preconceito e interesse privado serão antagonistas poderosos demais para o espírito e o bem público.
PRECONCEITO
Pode ver que o preconceito
É da pessoa tacanha
Querendo ensinar a Deus
Destila a sua sanha
Provoca, fere, ofende
Sua alma ao diabo vende
E p’ro diabo faz campanha
Somos todos iguais, saímos da mesma fonte e a retornaremos a mesma fonte. Por que tanto preconceito? Por que tanta discriminação? Por que tanta inimizade entre as pessoas?
“Quando vejo em mim a covardia, o preconceito, a indiferença, o orgulho, a vaidade, a soberba, a ingratidão, a ignorância, a prepotência, truculência e insensibilidade, logo pergunto, que bicho sou eu?”
Giovane Silva Santos
Os extremos de uma vida, religião, opinião ou preconceito, destroem relacionamentos, vidas, acaba com o mundo.
Todos os dias há um novo caso,
De morte, de preconceito, de desigualdade, de intolerância, de fiminicídio...
Me pergunto quando terá fim, essa onda de desamor, de crueldade, ódio...
Eu vejo pessoas sendo mortas por matéria,
Por algo que não nos foi dado
Mas sim inventado pelo homem,
O ser humano desaprendeu a amar
E julga o semelhante sem parar,
Comete erros e mais erros
Aponta sempre pro defeito
Sempre ver o lado ruim,
Nunca pede desculpas
Sempre quer ter razão.
Oh Deus,
Uns dizem ser o apocalipse
O fim dos tempos,
Outros desacreditam e acham que está tudo normal,
Alguns imploram por mudanças
Mas são tachados de "ignorantes".
Eu vejo pessoas nas ruas
Sem teto, sem roupa, sem comida
E vejo também um presidente,
Um governador, um deputado
Ostentando um carro do ano.
Qual seria a resposta?!
Quando vai acabar?!
Será que a paz mundial vai reinar?!
Temos que tentar,
Vamos lutar pela mudança,
Vamos fazer diferente.
O preconceito nunca vem da própria pessoa, mas do olhar do outro.
Uma pessoa nasce sem uma perna no meio de muitas que tem duas pernas. Ela é vista como anormal, castigada, sofrida. Os olhares apontam pra ela direcionando energias de pena, compaixão, dó, estranhamento, repulsa etc. O organismo dessa pessoa já vem preparado para se suprir em outras áreas, como ter maior força de vontade, ou inteligência, força física, bondade, compreensão, ou qualquer outra característica que se sobressaia, mas ela é vista como anormal porque não está dentro do padrão considerado normal pela maioria que possui duas pernas. Ela já começa a sofrer com a falta de uma perna. Ela tem limitações, é claro, mas a falta que sente nada tem a ver com isso. Ela sofre porque começa a achar que, se tivesse duas pernas poderia correr a maratona. Mas no fundo ela nem liga pra correr. Seu corpo está adaptado para ela fazer as coisas dentro de seus limites. Mas como todo mundo pode correr a maratona e têm dó dela, ela também fica com dó e começa a tentar se superar pra provar que é igual. As pessoas até reconhecem isso, mas logo voltam pras suas vidas.
Agora imagine duas pessoas que nasceram em uma ilha. Foram trazidas pra lá e cuidadas por seres fantasmas. Uma cresce com uma perna e a outra com as duas. Elas só reconhecem a si mesmas. Quem é a anormal? A de uma perna pode entrar em buracos que a de duas não consegue, entre ter outras habilidades. Quem é o anormal?
O problema nunca será a ilusória limitação do outro, mas o não reconhecimento de que aquele outro é perfeito como é, que dentro do que ele é, dentro de suas características, ele pode fazer qualquer coisa.
Muitas pessoas têm se sentido mal por não serem como as outras eleitas por elas como exemplo de vida. Não sou rica. Não sou magra. Não sou bonita. Não sou ruiva. Não sou branca. Não sou negra. Não sou empoderada. Não sou boa. Não sou suficiente!
Parece que existe uma elite secreta que sai soprando nos ouvidos do povo o que é ser certo e o que é ser errado. Essas falas vão passando de ouvido em ouvido como um telefone sem fio. Alguns tentam se adequar ao novo padrão, outros não conseguem e se sentem tristes. A regra da vez é ser anti-comunista, ou vegetariano, ou espiritualizado, ou diplomado, ou ir pra Disney, ou postar fotos bonitas no Instagram. Todos tentam se adequar.
Todos sentem uma falta, um vazio a ser preenchido pela nova moda do mês, afinal os olhares e julgamentos externos doem muito. Mas mais pobre é quem julga e não vê a completude no outro.
Ser professor é despir de todo e qualquer preconceito, para que a aprendizagem seja alcançada. Sua origem, cor, credo, condição social, orientação sexual, não são barreiras para a educação.
