Pré Modernismo
Quero ser mansa mesmo na impossibilidade de mudar o mundo com brandas palavras mas Gritar se for preciso e até ficar "roucos" por algo que justo;
Poder chegar no topo de consciência limpa e alma lavada;
Ter FÉ e não desistir jamais.
Quero ver a vida escrita como decreto de felicidade em pedra de mármore,Continuar acreditando que vale amar as pessoas,que o Amor é o melhor caminho.
Mesmo que a gente se ame...As outras coisas vão DESTRUIR o nosso amor...Não gosto de SOFRER, mas prefiro sofre do que não sentir NADA, Mas que coisa em?Eu só QUERIA ter certeza antes de me envolver!
Sou feliz
Sou o que sou
Sou o que sempre quis
Sou Amiga(o)
Sou amada(o)
E para ter isso não preciso fazer nada!
Tento impor limites pré-estipulados, a mim mesma. Mas, algo me faz crer que os limites estão ali para serem ultrapassados, como se eu pudesse rascunhar fora da margem do papel. O que me instiga a tomar tais atitudes, é o desconhecido.
Se Deus quisesse criar uma Nova Aliança a partir de conceitos e regras pré-definidas, Jesus, em vez de sua vida, teria entregado 2 novas tábuas da Lei aos homens.
Talvez meu vazio não possa ser simplesmente preenchido com música boa e alguns livros. Talvez eu precise de algo mais forte.
Difícil mesmo é saber o que a vida nos reserva no dia de amanha, por isso temos que construir um presente solido, para que possamos ter um futuro repleto de coisas boas, não devemos ficar presos ao passado, o nome já diz tudo, o que passou, passou e não tem mais volta, não devemos almejar um futuro grandioso se estamos parados no presente relembrando o passado, temos que nos desprender dos laços do passado, construir um presente solido para que o futuro seja tudo aquilo que sonhamos, o pior medo do homem é se libertar das correntes invisíveis das recordações de alguma coisa que foi boa no passado, assim, ficamos presos no presente e deixamos o nosso futuro sem perspectivas, a vida nunca vai ser como queremos que ela seja, sempre vamos enfrentar problemas, desilusões, mas cabe a cada um de nós saber digerir bem cada situação que a vida nos coloca a frente, pois, assim saberemos fazer melhor as nossas escolhas, não fiquem presos ao passado, se um amor acabou é porque muitos ainda estão por vir, se foi a perda de um parente, de um amigo, ou de alguma coisa que almejávamos tanto foi porque Deus quis que fosse assim, se perdeu um emprego é porque outros melhores podem surgir em sua vida, a perda não significa o fim, a perda as vezes nos da a opção de conseguirmos coisas muito melhores do que aquelas que perdemos, não devemos cair no pranto diante de situações adversas, para cada caída existe a possibilidade de uma nova reerguida, procuremos sempre fazer o melhor e conseguiremos o melhor sempre, lembrem-se o passado existe para que possamos aprender com os erros, o presente é o que vivemos agora e temos que aproveita-lo da melhor maneira, o futuro pertence a Deus, mas cabe a cada um de nos fazer com que seja do jeito que queremos que ele seja, ninguém pode fazer nada por você, tudo que você precisa esta ao seu alcance, então pare de reclamar da vida e passe a fazer parte dela, porque nenhuma mudança interior acontece se ficarmos parado no tempo vendo a vida passar, presos a um passado que sabemos que não tem mais volta.
Onde existe a luz não há trevas,classificando a luz como positivo, e trevas negativo então a luz precisou das trevas para existir.
Você se lembra quando estudou a pré história, homens viviam nas cavernas e ....
Hoje em algumas pessoas é ainda assim.
Que antigo!
Pessoas vivem em suas cavernas, com medo da vida.
Com medo de se aventurar.
Com medo do perigo.
Com medo da vida.
Com medo do medo.
São pessoas amarguradas, sem vida ,sem fé,sem esperança.
E a única saída é sai da caverna e enfrentar a vida.
Tais pessoas que bebem as águas da amargura e são levadas pela vontade de morrer.
A saída é a simples atitude de mudar.
Tudo muda, e você?
O verdadeiro amor, em sua essência divina, vive além dos limites humanos pré-estabelecidos. Não existem fronteiras para ele. Impecilhos são como impulsos que servem para delimitar o caminho a ser percorrido até satisfação do ser amado. O lema desse amor se resume em renegar o meu eu, em prol do teu eu. Amor esse que está longe de ser sentido por nossa natureza humana.
Decidir é preciso; acertar é preciso; ser feliz é preciso; mas para que
todo o preciso se torne preciso, é preciso a paciência, a fé, a vontade,
o cuidado, e a direção única de Deus. Poís
Ele, somente Ele sabe conduzir o homem ao caminho preciso da sua
realização.
"A paciencia nos capacita a ficar firme nas horas difíceis, ao invés de esgotar o outro com pressões."
Eu ando assim ,meio sem graça ,meio queita quase sem voz
As palavras tem fugido de mim, como se preciso fosse criar um vocabulario novo ,pois todaspalavras já usei pra falar de saudade .
Mas meu silencio tem melodia ,as vezes triste as vezes nem tanto ,as vezes um pranto sufocado ,mas nada que alguém que passa o que passei e vive o que vivo não possa entender .
É saudade é só saudade .
Esta bendita saudade que é também alimento pra minha alma ,me emudece e me deixa olhando bem pra dentro de mim ,buscando força pra continuar , então sigo calada mas não desesperada, apenas calada ....edma fcosta
Realidade.
Real ou ilusória, a concepção de viver bem nos leva, queiramos ou não, às ideias pré concebidas de conforto e tranquilidade e por que não dizer, de uns luxos.
A vida em sociedade nos obriga a convivência com muitas pessoas, onde ter e poder, significam mais do que simplesmente viver por viver.
Vão longe os dias onde muitos sonhavam com uma casinha no campo para criar filhos e netos, “plantar amigos e livros….e nada mais”.
Nem bem-nascidas, as crianças de hoje se deparam com a necessidade e a obrigação sem escolha de serem criadas nas creches e nas escolinhas.
Cada vez mais, longe dos olhos dos pais, criando hábitos mais e mais parecidos com o das outras crianças e o dos “educadores”, estes, na maioria das vezes cada vez menos preparados, formam-se gerações de profissionais “que o mercado pede” em detrimento das antigas vocações.
Em alguns países da Europa, no Japão e nos Estados Unidos, a educação e cultura podem não estar bem estruturadas para todos, mas está para a maioria e dessa maneira a realidade da vida tem menos diferenças em que pesem as distorções.
Mas essa não é a nossa realidade, o que está aos nossos olhos, é a triste realidade, de que é tal a desvalorização dos vínculos da família que essa exposição tornam a massificação nivelada por baixo.
Sem escolas, sem empregos, sem futuro.
Essa é a nossa triste realidade.
A minha postura supostamente não é de agrado de todos, mas me pré-disponho a reflectirmos sobre o CERTO e ERRADO, para levar a vida avante com harmonia e formamos laços de amizades!
SONETO MELANCÓLICO
Chove, embrusca o céu do cerrado
o horizonte ribomba em trovoada
nuvens prenhas, parindo gota d'agua
"cachoeirando" o telhado poeirado
Tomba galhos, ventos na esplanada
um cárcere sombrio, espírito calado
a alma com os seus ais embrulhado
contempla os sonhos em disparada
E o tempo a ver, o chão ensopado
escorrendo devaneios pela fachada
dos sonhos, em rodopios atordoado
Salpica na janela, medos em pancada
melancolia, num espanto não desejado
dos meu olhos em pranto, numa cilada...
Luciano Spagnol
Novembro, 2016
Cerrado goiano
Inocência
A diferença entre uma criança e um homem é que a criança sempre terá sua inocência preservada já o homem não tem por causa de suas decepções amorosas.
Por um amor vira-latas:
Nunca acreditei muito nessas coisas de pré-destinação escritas e descritas nas estrelas, também nunca acreditei no acaso. Inferno astral ? bobagem ! No entanto, no limiar dos meus 40 anos, tenho sido tomado por pensamentos que cumprem um pouco as previsões e pragas lançadas, há tempos, pelos mais velhos. Dentre esses pensamentos, um tem sido recorrente, se feito presente até em meus sonhos, que é o pensamento de que o mundo se descortinaria e todas as etiquetas, rótulos e pompas da juventude se mostrariam como dispensáveis, inúteis e cansativos e nesse momento sentiria falta daquele beijo envergonhado, dado pela mãe, na porta da escola, daquele cachorro vira-latas que tinha encontrado na rua, sem raça definida e que me esperava sentado na rua, ainda em chão batido, que quando me avistava corria em minha direção e pulava no meu peito, com uma alegria tão generosa, que sem se importar se minha camisa ou meu avental branquinho se sujariam, lambia minha cara e honesta e fraternalmente, abrigava-se ao meu lado para dividirmos um pedaço de pão com manteiga ou outro alimento qualquer, não fazia diferença. Minha mãe ?! Sim, esbravejava e maldizia o cãozinho, ao ver o estrago que causara em minha roupa, mas com seu jeito caipira e também muito honesto, pegava o avental ou minha camisa, dirigia-se ao tanque, com uma pedra de sabão Rio, lavava as roupas, as estendia numa corda, que ela chamava de varal, para "cuará"... enquanto isso, eu e meu leal e honesto amigo, nos aquietávamos em algum canto da pequena casa e esperávamos que a velha se acalmasse e fizesse suas previsões: - Um dia você vai sentir falta de tudo isso, sentenciava. É, minha velha estava certa, ela ainda está viva e ainda fazendo previsões. Meu amigo vira-latas morreu. Os vira-latas, nunca sabíamos de onde vinham, quem eram seus antecedentes, quais eram suas comidas preferidas ou quais cuidados especiais deveríamos ter com eles, eles simplesmente apareciam e ofereciam o que tinham de melhor, o AMOR, e esse amor era tão puro e tão verdadeiro que eles também nunca nos perguntavam quais eram nossas origens, quais eram nossos gostos pessoais, eles estavam sempre dispostos a dividir um pão com manteiga ou nossos chinelos. Os pães e os chinelos eram escassos, o AMOR, esse não, o AMOR era abundante. Hoje compramos nossos amigos, com pedigree e recomendações de cuidados, compramos nossos amigos com etiquetas e pompas, nos desumanizamos para humanizar os bichinhos e pagamos caro para disfarçar nossa desolada solidão, pois o pedigree, os mimos e bibelôs não traduzem o amor. Hoje, já me desfazendo das cascas douradas e inúteis das horas, como diz o poeta, desejo apenas e profundamente um AMOR vira-latas.
A presença da ausência é um sentimento estranho. Ainda mais quando a ausência é mais forte que a presença.
Entenda, não estou falando da palavra 'saudade'. É algo muito mais incompreensível do que sua própria definição.
Nostalgia? Não. Reflete saudade. É muito profundo. Bem mais.
Um sentimento que Nietzsche, quase consegue explicar quando diz que, "como fenômeno estético, a existência é sempre, para nós, suportável ainda."
É como um vazio de algo, um lugar, ou alguém que passou e simplesmente não pode mais preencher a presença com sua ausência, fazendo o verbo estar - e o advérbio ali - serem usados em sua mais nobre essência ao ter presença mais forte do que aquilo, onde ou quem, no exato momento que percebo a ausência da presença, um dia esteve.
Fecho os olhos e vejo o que não mais é visto, sinto o que, de forma inefável, jamais sentirei.
Incompletude. Verbo que me resta para tentar explicar essa presença ausente que jamais existirá novamente.
Não se limite, não se deixe limitar. Os outros mostram apenas o que querem nos mostrar.
Pré-julgar sempre foi mais fácil do que buscar conhecimento.
Mas nem sempre o caminho mais fácil será o melhor caminho.
