Pré Modernismo
Canção do Amor-Perfeito
Eu vi o raio de sol
beijar o outono.
Eu vi na mão dos adeuses
o anel de ouro.
Não quero dizer o dia.
Não posso dizer o dono.
Eu vi bandeiras abertas
sobre o mar largo
e ouvi cantar as sereias.
Longe, num barco,
deixei meus olhos alegres,
trouxe meu sorriso amargo.
Bem no regaço da lua,
já não padeço.
Ai, seja como quiseres,
Amor-Perfeito,
gostaria que ficasses,
mas, se fores, não te esqueço.
Esconde-me, Senhor, nas fendas da rocha, nas sombras das tuas asas, Senhor, eu quero me abrigar. Preserva-me da angústia que o homem possa me causar, ensina-me o caminho, com os olhos erguidos eu vou caminhar. Jesus, Senhor da minha vida, não há outro em quem devo confiar. Tu és o meu amor, minha alegria, permanente companhia... Vou contigo e nada temo, pois comigo estás... eu sei. Amém!
Se respeite, se valorize, se ame, se cuide.
Pense em você, antes de pensar em algo que não vale a pena!"
Tentei fugir , me esconder , me afastar , te esquecer . Não consegui e eu não vou negar , não deu pra seguir sem lembrar do passado , olhar pro lado e não mais te ver . Ta doendo
EU
Sou o que penso: pré-moderno, revolução cognitiva.
Sou o que faço: modernismo, revolução industrial.
Sou o que consumo: pós-moderno, revolução da informação.
Sou o todo: futuro, revolução humana.
Carta aberta: o cansaço que ninguém quer ver
Não é drama.
Não é falta de fé.
Não é preguiça.
É exaustão.
Física, mental, emocional. Uma falência silenciosa do corpo e da alma.
Tenho tentado.
Fui a médicos, psicólogos, psiquiatras, fiz exames, busquei respostas.
E ainda assim, nada muda.
Parece que estou me apagando aos poucos, como uma luz que vai perdendo força, mesmo quando alguém gira o interruptor com força.
É uma junção de tudo: depressão, ansiedade, burnout, hormônios em desordem, imunidade baixa, cansaço crônico.
Um corpo que pede socorro, e uma mente que já não tem mais fôlego pra gritar.
Às vezes, levantar da cama é uma guerra.
Tomar banho parece escalar uma montanha.
Comer, responder mensagens, existir… tudo dói.
E o pior é sentir que ninguém entende.
Vivemos em um mundo doente, onde todo mundo diz “cuide-se”, mas ninguém tem tempo pra escutar.
Os profissionais tentam, mas o sistema é frio, impessoal, repetitivo.
E a gente segue colecionando diagnósticos, receitas, e o mesmo vazio.
Escrever isso talvez seja o pouco de vida que ainda me resta.
Talvez alguém leia e se reconheça — e perceba que não está sozinho.
Talvez isso sirva pra lembrar que há uma linha muito tênue entre estar vivo e apenas continuar existindo.
Eu não sei o que vem depois.
Só sei que estou cansada.
E que, se eu ainda falo, é porque algo em mim insiste em não se calar completamente.
Mas eu queria, de verdade, só descansar — de tudo isso, de mim, do peso que é sentir demais.
Sabia que tinha alguma coisa fora do lugar em mim. Eu era uma soma de todos os erros: bebia, era preguiçoso, não tinha um deus, idéias, ideais, nem me preocupava com política. Eu estava ancorado no nada, uma espécie de não-ser. E aceitava isso. Eu estava longe de ser uma pessoa interessante. Não queria ser uma pessoa interessante, dava muito trabalho. Eu queria mesmo um espaço sossegado e obscuro pra viver a minha solidão. Por outro lado, de porre, eu abria o berreiro, pirava, queria tudo e não conseguia nada. Um tipo de comportamento não se casava com o outro. Pouco me importava.
O príncipe tem que ser virtuoso, mas no conceito grego pré-socrático, onde a virtude é vitalidade, força, planejamento, esperteza e a capacidade se impor e profetizar. O príncipe que tiver essa virtude vai ser dono do próprio destino, vai criar sua própria sorte, que para ele determinava somente metade dos acontecimentos na vida das pessoas; a outra metade é definida pela liberdade.
ACEITE O DIA COMO ELE CHEGA PRA VOCÊ
Não faça pré-julgamentos, nem antecipe situações.
Faça de conta que este é o primeiro dia da sua vida,
ainda meio inexperiente, sem reações pré-determinadas.
Tem gente que anda tão "armada",
que dá "patada" até em quem só quer fazer o bem,
desconfia de tudo e de todos, tem medo até de falar,
não aceita palpites, nem ouve conselhos,
se julga pronto, experiente e calejado pela vida.
E lá vem a vida dar uma nova rasteira,
na verdade lições que precisamos aprender,
a vida não julga, ensina o que mesmo sem saber,
buscamos aprender,
pois é certo que colhemos o que plantamos.
Por isso, DESARME-SE!
Ouça as pessoas, procure falar mais baixo, mais devagar,
ouça a sua própria voz.
Palavras lançadas não voltam mais, e as vezes, você sabe,
ferem mais do que facadas, incomodam mais do que ferrão de abelha,
doem na alma e não cicatrizam tão cedo.
Por isso, hoje é o seu primeiro dia de vida,
e como não sabemos se será ou não o último,
melhor aproveitar da melhor maneira possível.
A vida é muito breve, um sopro na poeira do tempo,
por que perder tempo com discussões tolas,
descobrindo quem tem ou não razão?
A razão é aquela amiga que nos puxa pela orelha e diz:
Vai ser feliz!
então, ouça o conselho da razão!
Se amar é sofrer
acho que já sofri bastante,
para tudo há um sofrimento.
Se amar é viver
preciso viver intensamente,
aproveitando a cada momento.
Na tradição britânica, os conservadores são herdeiros de uma cultura insular e que o costume prevalece sobre a razão como o último tribunal de apelação. Seu processo
político é governado por uma constituição não escrita, cujos princípios são uma questão de costume, e não de regras explícitas.
Não sou nem um pouco amigável, detesto rotina. Acho que é por isso que tenho poucas amizades. Prezo muito pelo meu espírito, gosto de me sentir bem, se eu estiver em algum local em que aquela situação não esteja me agradando. Pode até ser falta de educação, mas me retiro de lá. Acho afrodisíaco o mistério, dá mais prazer. Tenho medo de envelhecer e não aproveitar minha juventude. Me sinto mil vezes melhor errando duas vezes do que acertando sempre. Será que sou estranho?
A amizade é tão desnecessária quanto a filosofia, a arte, o próprio universo (pois Deus não precisava criar). Ela não tem valor de sobrevivência; pelo contrário, é uma daquelas coisas que dá valor à sobrevivência.
(Os quatro amores)
