Prato
O Luxo e o Lixo
Sou camarão ou escargot que enfeita o prato do gourmet
Sou a dor da fome, que faz sua barriga doer!
Sou granito que veste seu chão;
Sou terra batida, no seu barracão.
Sou piscina, com laterais gramadas;
Sou esgoto, a lama em frente a sua casa... sou enxurradas.
Sou o relógio rolex de ouro; Sou algema no braço do touro.
Sou o carro importado que mandaram blindar;
Sou o sujeito do qual precisam se cuidar.
Sou a conta bancária, no paraíso fiscal;
Sou o nome no DPC, pobre mortal.
Sou vidraça da sua cobertura;
Sou brecha no barraco, em cada curvatura.
Sou a faculdade pública dos que podem pagar;
Sou a mensalidade dos que deixaram de estudar.
Sou móveis finos, que embelezam sua sala;
Sou o colchão ganho, que cheiro de urina exala.
Sou o Lago Sul, moradia de nobre; Sou invasão, moradia de pobre.
Sou político que conseguiu se eleger;
Sou o voto que não soube escolher.
O luxo só precisa do lixo para continuar a luxar;
O lixo, continua onde está.
Dependendo da maneira que se vê:
O luxo é o lixo, ou vice-versa?
A FOME
A fome é faminta.
Esfomeada por gente.
Existe no prato vazio
E na barriga carente.
A fome é sedenta.
Bebe a agonia dos tristes
Que caçam no lixo o pão...
O pão jogado pela elite.
A fome (imagina)
Até ela mendiga:
Caça farelos de sonhos
Pisoteados na esquina.
Apresentável na seca
E rainha no solo africano,
A fome, por mais horrível que seja.
Sabe enriquecer a mesa dos tiranos.
Quem acredita que a vingança é um prato que como frio, é porque ela chega tão quente que absorve as forças dos vingadores.
Te colocar no prato
Comer teus olhos
Lamber tua boca
Delírios de um amor louco
Loucuras real
Teu corpo
Colocar no prato
Saciar a fome !
27/09/2021
Opinião e cuidados
Aluminio, chumbo, grafeno.
No prato, no copo, uma colher, um gole de veneno.
A evolução.
A revolução.
A questão.
Respostas e perguntas.
Qual a política da nação.
Moléculas de carbono, partículas de átomos.
A carne não é tão natural.
Tantas vacinas inseridas.
A moeda é mais querida.
Do que a vida original.
A busca de mecanismos e soluções.
Ligar as antenas, o espírito ligado, nas modernas gerações.
Mecanismos da ciência tecnológica, constrange o natural.
Gera dinheiro, posteriormente, a ganância letal.
Assim como alumínio e chumbo no confronto do organismo.
Seja, o despertar, da fé, da coragem, do gritar o que significa iluminismo.
A força, a velocidade da luz, mesmo nas trevas, a energia negativa seduz, induz, caótico sinais confusos, traduz.
Lentes conectadas, eixo D, tecnogia G, seria tudo H, o que A, calcular, X x Y, igualdade não há.
Sinal diferente, respostas com frequência, o teor da indiferença, tons, cores, amores, rumores.
A vida conectada, dói na carne, dói na alma.
Arqueiro, acende o espírito da visão, mira com martelo, a cabeça do prego, enterra a escravidão, a cegueira, tire o povo da prisão.
Acerte o calcanhar de Aquiles deste milenar mundo, profundo de enganação.
Giovane Silva Santos
Somos culpados por nossas decepções. Oferecemos nosso melhor prato, mas esquecemos que o nosso melhor não é o melhor para todos.
Passando pelas ruas encontrei olhares tristes distantes,
Que sequer têm um prato de comida para o dia de hoje.
Poeminha para Bia
..
Bia põe o prato
Perto da bacia
A bacia está embaixo
Da pia da Bia
Bia e a pia não se bicam
A pia cai no pé da Bia
A Bia pia
A pia ria
MANHÄ DE DOMINGO
Sobre a mesa redonda adornada com uma velha toalha de renda vermelha
Um prato de sobremesa com arroz branco e uma pequena poção de Strogonoff.
Um sachê de algodão estéril
Dois esmaltes de cores preta e laranja.
Algumas lixas de unha e outros acessórios para adornar as unhas do mais velho.
Missangas enfeitavam as bonecas passadas da netinha.
À minha frente um copo de cristal cica amealhado de cerveja me dava inspiração.
Uma garrafa plástica de refrigerante indaiá sabor limão discretamente desamparada.
O óculos de grau redondo fechado ao centro da mesa
Paralelamente o chaveiro com a chave do carro que mais tarde levaria todos deixando a saudade e o sonho de um novo reencontro.
Era assim o domingo da vovó
