Praia
”De que adianta”
De que adianta a praia, se não a contemplo?
De que adianta a família, se não tenho tempo?
De que adianta algum dinheiro, se não viajo?
De que adianta alguns amigos, se não me engajo?
De que adianta o ar, se não respiro?
De que adianta o mar, se não me atiro?
De que vale o sol, se não me esquento?
De que vale a casa, se sou relento?
De que vale a fartura de pão, se eu não sustentar?
De que vale mais um culto, se não me entregar?
De que me serve a fala, se eu não pregar?
De que servem os braços, se eu não abraçar?
De que valeu o tempo, se eu não parei?
De que valeu a vida, se eu não reparei?
De que serviu a paisagem, se eu não percebi?
De que serviu o espelho, se eu jamais me vi?
De que me valeram os olhos, se eu não olhei?
De que me valeram as tempestades, se eu não mudei?
De que serviu a Bíblia, se eu nem a li?
De que serviu a Cruz, se não me arrependi?
Um dia eu fui pescar
Na praia de Maruda
Encontrei um caranguejo
Que tocava um realejo
O siri todo gabola
Dedilhava uma viola
Uma tartaruga sapeca
Vinha tocando rabeca
Convidando a dona raia
Para vim sambar na praia
Os peixinhos do mar
Vem para areia sambar (bis)
O restaurante da tia dica na praia grande é um lugar aconchegante. Se vê apaixonados, solitários felizes, leitores, observadores, idealistas, degustadores curiosos, se vê Mirlas...em algum canto mais frio, com uma caneca de chopp, uma bolsa marrom, uma caneta prateada, uma caderneta cheia de processos de campanhas para publicidade, e uma respiração ofegante vestindo um vestido com listras vermelhas, com um cabelo em formato de abacaxi, dançando com o vento artificial do ar condicionado, mas mesmo assim suando decisões difíceis. Entretanto o que mais me chama atenção é a moça da mesa ao lado. Ela tem um sorriso que não cabe na mesa dela. Ela é livre. ❤
Sabe...💭
As vezes eu acho que no final vai ser só eu mesmo.
Aquela ventania de 17:55, na praia com meu filho brincando na areia.
Estarei lá segurando uma caneta, apoiando um guardanapo velho e amassado sobre o meu coração...escrevendo o quão é perigoso ser habitável.
Provavelmente após isso colocarei o guardanapo no bolso e irei deixar molhar com as ondas...
💚💛🧡❤️
És como uma Onda do Mar que chega á areia da praia e trás toda a essência para a embelezar, e depois recua devagarinho para recuperar as energias e trazer de volta todo esse encanto de ir e voltar. Como ela me ama como ela me deseja, SÓ ELA SABERÁ EXPLICAR.
Tem dias que meus pensamentos sentam na beira da praia e observam a calmaria do mar, outros são levados pelas ondas gingantescas para o oceano e custam a voltar..
Voltei à poesia
longe dela não há esperança
nem alívio, nem descanso
nem mar, nem praia, nem remanso
falemos pois de fantasia
de futuro, de passado ou de estrelas
já que o mundo perdeu objetivo
palavras não atingem compromisso
a boca que ama é a mesma que escarra
no rosto da inocência, com o mesmo afã
de confessar uma paixão, uma crença,
se confessa ódio e ausência.
Voltei à poesia
enquanto o caos se expande
e o amante esquece o beijo
enquanto um corpo cai do décimo andar
e as guerras alimentam o comércio da paz
calemos diante do absurdo, fique mudo
que importa dos homens justos seus ais
ou das mulheres estéreis o abandono
são todos labirintos esquecidos
sem pão, sem cordão, sem migalhas
sem ariadne...
Voltei à poesia
sigamos os rastros do cometa
não haverá espaço nem palavras
que contestem a ilusão estética de apolo
nenhuma ninfa subirá do lago de Narciso
para chorar a morte do poeta!
Voltei à poesia
a única razão justa de negar
ser mais um estúpido
amante da prata insaciável
e assassina da beleza!!!
GAROTA DE COPACABANA
Copacabana também tem uma garota
Que anda marota até a praia do Leblon
Em Ipanema todos ficam encantados
Com seu rebolado quando escutam aquele som
É a beleza que caminha lado a lado
Com a natureza, com o balanço do mar
Rio, que rio é esse, que rio de tudo quando
Cá estou, é o balanço da moça faceira
Bela feiticeira que me escravizou
Copacabana tem uma beleza etérea
Uma musa eterna para um compositor
Um poeta velho ou um poeta moço
Cantam este colosso que ninguém criou
Foi Copacabana cantada primeiro
Pelo estrangeiro que por lá chegou
Só Copacabana ainda é princesa
Luz que a natureza nunca apagou
Rio, que rio é esse, que rio de tudo quando
Cá estou, é o balanço da moça faceira
Bela feiticeira que me escravizou
Copacabana todo fim de ano
Vem o mundo inteiro para lhe adorar
Mas logo em janeiro ela é só minha
Quando posso ver gente a caminhar
Na calçada larga de uma rua santa
Só o que me encanta é o seu andar
Rio, que rio é esse, que rio de tudo quando
Cá estou, é o balanço da moça faceira
Bela feiticeira que me escravizou
Ondas e pessoas
Uma a uma as ondas chegam,
quebram na praia.
Uma a uma as pessoas chegam ao mar
E eu a contemplá-lo como se não existisse.
Mas é real.
Pode-se tocá-lo, mergulhar
Em profundas ondas...
O pescador com a família sonda as águas.
Choveu e tudo toma cor de cinza.
Céu e mar, um corpo só.
Céu no mar.
As águas sondam o pescador com a família.
Ao longe, mãos, braços, corpos que trabalham
Já não sondam mais.
Sol ou chuva?Não importa...
Gente e rede, um corpo só!
Gente na rede!
Os frutos pulando, murmurando sons de morte.
Um a um, fruto e gente, deixam a rede.
Sol – chuva – mar.
Novamente frutos na rede...
Vida que não se quebra.
Outra vez gente na rede.
Mar.
Gente.
Rede.
Frutos.
Assim, sucessivamente, até que
os braços deslizem pelo corpo e encontrem
a terra para repousarem eternamente.
Out/1978
“Sentinelas da Praia”
No alto do posto, firmes no chão,
Três sombras guardiãs fitam o verão.
Entre guarda-sóis e a dança do mar,
São faróis de ordem a vigiar.
O sol se deita na linha do azul,
Enquanto a multidão se agita em um turbilhão sutil.
Mas ali, serenos, atentos, calados,
Três fardados erguem seus fardos pesados.
Não empunham armas de vaidade,
Mas o escudo da responsabilidade.
Protegem sorrisos, olhares, canções,
Mesmo em silêncio, dizem: “estão sob proteção.”
Na areia quente, o dever não cessa,
Mesmo quando o riso é o som que começa.
São mais que vigias do tempo e do espaço,
São rostos ocultos do bem no compasso.
Ao fundo, a brisa e o brilho do mar,
À frente, a missão de nunca falhar.
Três figuras que o povo mal nota,
Mas que sustentam a paz em cada rota.
"A obra perfeita
Seria eu e você
Na beira da praia
Do anoitecer ao amanhecer
Do friozinho ao calor dos corpos
Junto ao pôr do sol"
O vento e as ondas levam o barco para longe da praia. A vida vai junto - desbravando os mistérios do mar - ela avança sem medo. Ela não sabe voltar!
Mulher Brasileira
Caminhando pela praia lá vem ela com seu corpo perfeito e cabelos longos que voam contra o vento, vejo chegar naquele momento, no meio de muitas, a mais bela.
Com uma beleza sem igual desfilando com graça se fazendo presente, mostrando seu lindo rosto em formato angelical.
Com passos de ternura caminhando pela areia lá vem ela a linda mulher brasileira, maravilhosa,provocante e normal em nossa cultura.
Caminhando e se fazendo admirar, passando por todos que com a face congelada nada podem fazer, somente suspirar.
Caminhando na areia sem com o mundo se importar, lá vem ela sempre bela sendo observada até mesmo pelo mar.
No momento em que na água ela entra, todos ficam paralisados esperando somente para vê-la mergulhar.
Parece uma sereia cortando as ondas que suaves de encontro ao seu corpo também vêm tocar.
Com a pele molhada em um momento sexy de ser, seduzindo meninos e homens sendo que apaixonados já estavam, sem que pudessem perceber.
Saindo das águas com a aparência de uma sereia caminhando e desfilando em direção á areia, estendendo sua toalha,curtindo um belo sol,lá está ela , a linda e maravilhosa mulher brasileira.
Sendo Loira ou morena, causa impacto por onde passa com sua figura sedutora e serena.
Para nós isto já é um fato normal, saber que as mulheres aqui no Brasil são mais lindas, é a herança de um país tropical.
O mundo todo se rende á este fato e confirmam que a história é verdadeira, a mulher mais linda e sexy do mundo, sem sombra de dúvida, é mesmo a mulher brasileira.
A Linda Mulher Brasileira!
A praia
Descobri um lugar magnifico que encontrei por acaso, vou meditar. Os mexilhões perdidos nos vários lugares mostram-me o caminho que devo percorrer. Essas trilhas podem ter sido desenhadas pelo pincel cósmico de Deus. Cocais voam como cabelos ao vento, a areia umedecida simula silhuetas esculpidas, se há sorte, pode ser entendida aqui, se há o milagre, pode ser entendido aqui, há coisas que quando olhamos, mais nos confundem do que se explicam. Se somos totalmente racionais, esse lugar me deixa sem razão, há cascatas em todos os lugares, mas a do meu coração aqui me deixa em profusão. Quando vejo a transparecia da água sob a irradiância da luz do sol, me conformo com a beleza. Quando olho pra cima e vejo a imensidão do crepúsculo azulado, a rasgar os céu em cima da minha cabeça, percebo o quanto sou pequeno, nesse lugar, um grão, na imensidão de areia, dessa praia, é aqui que vou ficar, esse é meu lugar.
Assim como o mar devolve seus cadáveres a praia, o universo devolverá a seu tempo todos os males por nós praticados.
Ah, a oscilação...
Eu oscilo, tu oscilas, ele oscila...! Nós oscilamos...
E como ondas numa praia, vamos e voltamos todo o tempo. Mas isto não produz enfado?
Feliz daquele que encontrou ao Porto, e seguro descansa do longo percurso!
(Fabi Braga, 19/10/2014)
"O falador fala de mais, e morre na beira da praia.
Se 90% das coisas que um bom falador falou se concretizassem, os políticos lá de Brasilia largariam a politica, e fundariam uma nova Religião"....
