Praia
O nada é só isso:
Um homem nada na praia!
O nada metafísico não existe.
É apenas criação demente de nossa mente,
que, como sabemos, mente.
A matéria sempre existiu,
é anterior ao espírito, que é novo,
criação do homem.
O Universo (s) sempre esteve aí...
Se transformando...
Nada (?) é para sempre,
tudo se transforma, morre, explode, renasce...
Esta é a grande aventura do homem,
descobrir sempre e mais o que já existe,
em uma jornada sem fim. Se algum dia tiver fim,
encontramos o nada e mergulharemos nele.
Hoje fui caminhar na praia,
Saí em busca dos teus olhos,
- lindos olhos cor de (a)mar,
Bastou as ondas para lembrar
Do teu jeito de me desalinhar.
Deste teu jeito de fotografar,
Em letras registrar,
- esse poema
Sobre a mesa de trabalho,
Estou a inundar-te...,
- tal como um estuário
Sou eu a te assanhar...
Eu na praia, e você aí,
Sobre a mesa de trabalho,
Eu sou o teu verso ordinário,
E também o teu verso oratório;
O teu desejo longe de ser transitório.
Como num transe que não tem explicação,
Eu caminhei até a praia,
Só para ver se eu ganharia
o teu sorriso,
Como uma divina moção,
Mas você lá não estava,
Lembrei-me do tempo,
que eu era a tua amada.
Graciosamente o mar marulhava,
- todo formoso ele cantava
Uma linda canção que me tocava,
Dos pés ao último fio de cabelo,
Lembrei-me da época que não tínhamos
- nenhum segredo -
E o medo do escuro
era uma doce desculpa,
Para pular no teu colo
- o meu grande enredo.-
No ápice do inexplicável transe,
Que só reforçou a lembrança,
- do nosso lance
Vi um jovem casal de namorados,
Os dois atravessando a duna,
Recordaram que nunca deixei de ser completamente tua.
Hoje eu fui até a praia,
Catar conchas para você,
Ninguém precisa saber,
O mar gentil bramia,
Mansa a tarde caía,
O sol se recolhia,
Por detrás das dunas,
Ideias leves como plumas,
Repletas de beijos de luz,
A sereia e as ternuras,
Endereçadas à você,
Recolhendo conchas,
Para outra vez te ver,
Deixei a praia me dominar,
Guardei as conchas no corpo,
Mergulhei em mim e no mar.
O amor é um oceano,
Temos que desvendar,
Todos devem sonhar,
E ter alguém para amar.
Quase devolvida ao mar,
Resolvi regressar,
Para te rever, e nos resgatar;
E nunca mais olvidar...,
Iniciei a oração,
O céu se abriu admirado,
Com tanta devoção,
Em tom lavanda e com nuvens róseas,
Ele floriu como um jardim de rosas,
Repletas de místicas flóreas,
Um celestial jardim de rosas místicas,
- suspensas em pleno ar
Numa explosão de beleza sem igual,
Ouvi um concerto angelical,
Surgiu um arco-íris dando um sinal,
Que o nosso amor jamais terá final.
Até uma pétala vira mar
Com o tamanho do amor,
Nem na Praia de Tambaú
Navega-se sozinho...
Dá para ver lá da vista
Do Picãozinho,
Quando se trata de amor
Não se deve amar sozinho.
O vento abanando a minha
saia de renda,
Nasci prenda com alma de
Paraíba,
Carinhosa e arretada
Como uma boa nordestina,
Sou o Rio São Francisco
Se encontrando com o mar.
Água de coco, água de beber,
Assim é o nosso querer;
Não vamos nos perder,
Águas de cheiro a se reencontrar,
O amor sempre irá se renovar,
Nos vejo lá da vista do Picãozinho
Esperando o sol raiar...
No canto do Sabiá-da-praia
tenho o primeiro solfejo
da trégua tão desejada,
é preciso superar qualquer
mágoa, pensar na terra
adorada e abraçar
com afeto profundo toda
a possibilidade de viver
com paz e felicidade.
Um Mate especial
para a gente tomar
o Chimarrão da Praia
quando a gente se encontrar
para que do amor nada distraia.
Entrego na tua mão
para que você entenda
o Chimarrão da Praia
para que compreenda
que tu é gente brasileira,
latino-americana
e de herança gauchesca,
para que ninguém
fique enchendo a tua cabeça.
Batateira da Praia
Poesia e inspiração
espalhada tais como
a Batateira da Praia
florescida pela duna
Faça Sol ou faça chuva
você também na vida
há de se permitir sem
se preocupar se
falarem que é loucura.
Boi paranista
O meu Boi paranista,
é Boi de Mamão,
Ele dança na praia
com toda a vibração,
Ele dança no pasto
e não para nunca não;
Ele é o meu querido
que deixa sempre
o coração apaixonado,
Não existe boi no mundo
que seja mais amado.
