Praia
Caminhando com Jesus
Em uma noite de angústia consegui sonhar,
Que estava em uma praia linda e deserta,
Mas tive a felicidade de poder encontrar,
Uma pessoa maravilhosa que só falava em amar.
No meio de tanta simplicidade vi o teu valor,
Sempre procurando uma forma de me acalmar,
Com as tuas sábias palavras proclamando o amor,
Mas o tempo foi passando e já cansado de andar.
Sentei-me na areia e logo veio em meu pensamento,
As lindas palavras que retornavam aos meus ouvidos,
Com uma macia voz me chamando naquele momento,
De maneira tão meiga que jamais teria esquecido.
Diante de tanta beleza, felicidade e sabedoria,
Pude contemplar o mais puro exemplo de amor,
Ao caminhar pela areia quase amanhecia o dia,
Percebi que estava ao lado do meu Senhor.
Ao longo da praia deserta e perdida,
Paramos para que pudesse me mostrar,
As cenas que por mim foram esquecidas,
Mas o que fiz na vida me fez recordar.
Mas a pequena fé em mim veio aparecer,
Ao mostrar as tristes cenas do meu passado,
Senti de imediato o meu coração entristecer,
E não mais pude sentir o Senhor do meu lado.
Naquele instante já muito triste e desolado,
Cheio de angustia uma voz veio me dizer,
Que eu via um par de rastros, mas não devia temer,
Pois fique em paz que por mim está sendo levado.
Du’Art 25 /04 /2014
Passamos grande parte de nossas vidas, construindo castelos de areia,na beira do mar,
mas nas praias da vida, sempre vem uma onda querendo nossos castelos de sonhos derrubar,
Gilberto Braga, 2019.
Poema - Sereia
O dia tava paia
Resolvi ir à praia
Caminhando pela areia
Cair no canto da sereia
Ela tava deitada
Toda bronzeada
Em frente ao mar
É de outro patamar
Que corpão
Roubou minha atenção
Algo dentro dela
Me deixou sem ideia
Dei um mergulho
Viajei até Mercúrio
Mundo da imaginação
Faz qualquer um comer nas suas mãos.
Depois do mergulho
Ainda meio confuso
Ela passou por perto
Cantando a música do Roberto
Olhou para trás
E disse "até mais"
E deu um sorriso
Me senti no paraíso
Concluiu dizendo "pode chegar
Que amanhã estarei no mesmo lugar"
Já indo embora
Atrapalhei os manos jogando bola
O homem quando fica apaixonado
Fica assim meio desligado
Fui dormir pensando nela
E acordei pensando nela.
O dia amanheceu
Já que aconteceu
Seja o que Deus quiser
Por isso vou na fé
Ela tava lá na barraca
Na cadeira sentada
Tomando uma água de coco
Chamando a atenção dos outros
Dá licença aí parceiros
Que essa eu vi primeiro
Ela chegou logo encostando
Dizendo que tava me esperando
Realizamos o nosso desejo
O primeiro beijo
O resto é história
Que começa agora.
És como uma Onda do Mar que chega á areia da praia e trás toda a essência para a embelezar, e depois recua devagarinho para recuperar as energias e trazer de volta todo esse encanto de ir e voltar. Como ela me ama como ela me deseja, SÓ ELA SABERÁ EXPLICAR.
Ondas e pessoas
Uma a uma as ondas chegam,
quebram na praia.
Uma a uma as pessoas chegam ao mar
E eu a contemplá-lo como se não existisse.
Mas é real.
Pode-se tocá-lo, mergulhar
Em profundas ondas...
O pescador com a família sonda as águas.
Choveu e tudo toma cor de cinza.
Céu e mar, um corpo só.
Céu no mar.
As águas sondam o pescador com a família.
Ao longe, mãos, braços, corpos que trabalham
Já não sondam mais.
Sol ou chuva?Não importa...
Gente e rede, um corpo só!
Gente na rede!
Os frutos pulando, murmurando sons de morte.
Um a um, fruto e gente, deixam a rede.
Sol – chuva – mar.
Novamente frutos na rede...
Vida que não se quebra.
Outra vez gente na rede.
Mar.
Gente.
Rede.
Frutos.
Assim, sucessivamente, até que
os braços deslizem pelo corpo e encontrem
a terra para repousarem eternamente.
Out/1978
Serei praia em todas as tuas marés. Serei horizonte em todos os teus crepúsculos. Neste mar naufragam as naus dos nossos luares.
Tu nem imaginas
quantas vezes
eu escrevi
o teu nome
na areia da praia.
O mar sorriu
e de maré baixa
repentinamente
passou para
maré de águas vivas.
O restaurante da tia dica na praia grande é um lugar aconchegante. Se vê apaixonados, solitários felizes, leitores, observadores, idealistas, degustadores curiosos, se vê Mirlas...em algum canto mais frio, com uma caneca de chopp, uma bolsa marrom, uma caneta prateada, uma caderneta cheia de processos de campanhas para publicidade, e uma respiração ofegante vestindo um vestido com listras vermelhas, com um cabelo em formato de abacaxi, dançando com o vento artificial do ar condicionado, mas mesmo assim suando decisões difíceis. Entretanto o que mais me chama atenção é a moça da mesa ao lado. Ela tem um sorriso que não cabe na mesa dela. Ela é livre. ❤
Sabe...💭
As vezes eu acho que no final vai ser só eu mesmo.
Aquela ventania de 17:55, na praia com meu filho brincando na areia.
Estarei lá segurando uma caneta, apoiando um guardanapo velho e amassado sobre o meu coração...escrevendo o quão é perigoso ser habitável.
Provavelmente após isso colocarei o guardanapo no bolso e irei deixar molhar com as ondas...
💚💛🧡❤️
E terminou. Terminou como um dia de praia quando chega a tempestade,quando o outono vai embora dando lugar ao inverno e quando o sorvete derrete.Terminou antes de ter começado.
Quando estávamos voltando de barco até a praia a música "Balada do amor inabalável", do Skank, começou a tocar, e aí meu coração se suavizou. Lembrei então dois anos atrás,após o término do meu namoro, de como me arrumava todas as tardes para ir a aula, cada dia tentando ir mais bonita para ele ver o que perdeu cada dia retocando a maquiagem borrada pelas lágrimas. Aquela música exprimia minhas dores e esperanças e a saudades de um amor. Ela exprimia todos esses sentimentos, mas agora não mais. Agora ela exprimia o sal do mar, o calor do sol e o vento que bagunçava meus cabelos. Era engraçado que a mesma música pudesse em momentos distintos exprimir sentimentos tão adversos, e me senti grata pelo céu, pelo mar, por estar viva , por não amá-lo mais e por ao mesmo tempo meu coração estar transbordando de amor. Foi nesse momento que eu percebi que estava pronta para amar de novo.
''Imagine eu e você, uma praia em alto mar, eu bobo nesse seu sorriso, borboletas no estômago querendo voar''.
O vento trouxe uma mensagem , agitou-se entre as palmeiras, arrastou areia da praia e encrespou as ondas do mar e morreu na boca da noite que chegava sorrateira roubando a luz do sol.
