Pouco
Já errei demais
Não quero voltar atrás
Quero só um pouco de paz
Sei que sou capaz
Separar o joio do trigo
O meu melhor amigo
Me protege dos inimigos
Nada vai acontecer comigo.
Bebê
Estava pensando aqui: falta pouco pra saber o seu sexo; falta pouco pra te chamar de sobrinho (a); falta pouco pra te pegar nos meus braços e dizer que você agora é da Tia.
Não vá
Fica só um pouco mais
Eu não vou te pedir
Porque o melhor orgulho fala mais alto por mim
Não é porque eu quero, ele está me dominando.
Eu não vou te pedir; mas fica aqui
Quero o teu Abraço, posso até ser grossa mas amo quando você me abraça
Fica só mais um pouquinho
Eu Te Amo
Uma pitada de Sal
Uma Xícara de Açucar
Pra dar um pouco de gosto
Nesta vida
Melhorar aquilo
Que foge ao normal
Posto isso
Cumpramos todos os compromissos
Se uma xícara não der
Derrama, mulher
Um quilo
Se não tem gosto de nada
Coloca mais uma pitada
E se mesmo assim
Não tiver açucar em casa
Naqueles dias
Em qua a vida atenta
Abra as asas da imaginação
E coloca pimenta em tudo
Pois
Quando o dia
Parece perdido
é que a gente
Realmente cresce
E escreve aquela nova página
E muda aquelas mínimas coisas
Que devia ter mudado
e deixou pra depois
Pois você não está sozinha
Enquanto eu estiver aqui
Seremos pra sempre
Nós dois
Igual ao que sempre foi
e quando não for
Não se esqueça
Que quando começava assim
Eu sempre colocava
Uma pitada de sal
E lembre
de lembrar de mim.
Parece que em certas tardes
O tempo passa
Um pouco mais devagar
Como se fosse
Uma tarde escolhida
Pra que a gente
Olhasse nuvens antes de chover
Contasse ondas do Mar
Imaginasse Estrelas distantes
Pensasse na vida
Conscientes
de que elas estão realmente lá
E depois olhasse
pras paredes que nos rodeiam
E, de alguma maneira
Tivesse em mente
Que por mais que se conte
Olhe e imagine
Aquilo que conhece
Algo vem e nos fala
Que se realmente quisermos
Pode ser que não seja tarde
e ainda pode acontecer
Que tudo aquilo
Que ontem parecia
Impossível e distante
de repente
Nos alcance
e nos toque
E faça
Que a sua mente troque
A maneira de ver
e de sentir
e de contar
e de querer
Aquilo que era impossível
e veja
Que talvez até nem seja
Pois, com certeza
Não é
De vez em quando
Tudo que eu preciso
É respirar um pouco
Pode até parecer
uma ideia louca
Mas não é todo dia
Que a gente atenta
Nesses desalentos
Que nos atingem a alma
de forma tão costumeira
E a gente nem pensa
Em sair um pouco lá fora
Ou pelo menos abrir a janela
Inspirar o ar pelo nariz
Soltar pela boca
e acalmar-se
Pensar em tantas coisas que eu quis
e não aconteceram
Lembrar das coisas erradas que fiz
E simplesmente me perdoar
Jogar pra fora todo arrependimento
Juntamente com o ar
E olhar as coisas ruins
Indo embora; no vento da noite
Simples assim
A vida se renova
Com uma pequena porção
Pura e nova
desse presente da natureza
Simplesmente
Basta querer
Pois
De vez em quando
Todo mundo precisa atentar para o fato
Que o ato de respirar
É algo um pouco além de somente
Inalar e exalar o ar
Edson Ricardo Paiva
Pouco antes
de eu nascer
Enviei a Deus
uma prece
que dizia
"Me salva, não quero viver"
Porém
Nem tudo pode ser feito
do jeito que a gente queria
Então que se faça
o melhor que a gente possa
pois a maior graça
Que existe em tudo isso
é saber que existe um compromisso
um trato bilateral
e mesmo
Que eu conseguisse
Fazer meu melhor
e realmente melhorasse
tudo ao meu redor
Nada faria sentido
Quando a resposta que vem
lá do outro
Não fosse infinitamente
Maior
e melhor
Edson Ricardo Paiva
Se a vida acabasse hoje
Eu juro que a deixaria
Um pouco triste
Pelas coisas
que não fiz ainda
Mas algo
Sempre há de ficar inacabado
E sem resumo
Se esta noite eu partisse
Diria que não fiz
Aquilo que eu tanto queria
Mas sereno
Por lembrar-me que disse
Se hoje
O Dedo de Deus
Apontasse pra mim
E dissesse
Que a hora do fim era agora
Eu iria embora um pouco triste
Porém, sem remorsos
Nenhum arrependimento
Sequer pelos muitos erros
Que eu cometi
Enquanto pensava acertar
E triste eu iria
Nos braços de uma isquemia
Uma hemorragia cerebral
Tanto faz, não faz mal
Na hora da partida
Qualquer despedida é igual
Creio ter feito
Menos o mal que o bem
Não deixaria ninguém
Que tenha sido
importante pra mim
Sem antes ter dito muitas vezes
Sobre a importância que tiveram
Nesta e em todas as outras vidas
Se minha vida acabasse hoje
Creio ter sido esta
A minha poética despedida.
Edson Ricardo Paiva
Me pego desejando
Que os raios de luz de Sol
Iluminem um pouco mais
As cores desbotadas
dos varais da minha infância
Lençóis de criança
Perdidos no tempo e distancia
Caras alegres de outros dias
Colhendo tristes frutos
Da estupidez semeada
Sol, infância, lençol
Não restou quase nada
Talvez um resto de poesia
Que a força dos ventos
Faz soprar por entre as folhas
Outros dias vem
Nasceres do Sol
Coloridos sem cor
Brilhares sem brilho
Pouca coisa
Quase nada
Nada além
da cor desbotada
Edson Ricardo Paiva
Tua vida, uma ilusão.
Se refaça
Procure
por um pouco de graça
Em sua vida
Olhe pra si mesmo
e responda
Se o caminho que trilhais
Não estará te levando
Pra demais distante
da alegria de viver a vida
Mira-te a ti mesmo
Diante do espelho
Reflita
Se a velha receita que jamais deu certo
E o infarto constante
Aquele que vem tentando derrotar-te
a cada instante
Na curta viagem indecisa e dividida
Será que tem visto
Miragens no espelho
Em vez da mesma imagem refletida?
Isso, é você quem deve decidir
Mas...
Decida
Talvez essa existência
Seja mesmo uma ilusão
Um tanto rude
Mas, até onde se sabe
É sua ainda
Portanto
Talvez seja sua hora de escolher
A ilusão
Que mais e melhor
Te ilude
Edson Ricardo Paiva
Bastava-me bem pouco
Estava eu pensando
Que tanto sonhei
E tanto fiz pra conseguir
Agora eu compreendo
Que com muito pouco se vive
E com bem menos ainda
Era provável ser feliz
Hoje fez uma tarde tão linda
Mas a vida já passou
Vai longe
Bastava-me bem pouco
A loucura do mundo negou
Por medo, vaidade
Por amor às próprias verdades
À guisa de insanidade
À cata do que não precisa
Creio que nunca saberemos
Viveremos sempre sós e todos juntos
Morreremos, pois a vida mata
Pra num último momento perceber
Que fomos todos loucos
Pois só possuíamos
O tempo que passou
Dizem que somente nessa hora
Percebemos
Que bastava-nos bem pouco
Do pouco que nós quisemos
Nunca tivemos
E jamais teremos.
Edson Ricardo Paiva
Um pouco mais distante.
Era uma vez um cara
Que viveu num tempo
Um pouco mais distante
E saiu de casa de manhã
Em busca de uma longa espera
Na ânsia, como a conhecemos
Confundindo lágrimas com pérolas
Enxergou como pérolas grandes
As coisas simples e pequenas
Na inexperiência
de quem não se afasta,
Nem guarda a devida distância
Mas ele era apenas um cara
Que viveu num tempo diferente
E saiu pra colher diamantes num campo florido
Se soubesse, que depois do sol à pino
Perderia o rumo (no silêncio há sombras que se arrastam)
Inebriado, pelo falso colorido do desconhecido
Não tivesse ido tão longe
Escolhesse outro destino
Recolheu migalhas, como os próprios pássaros
Que apagaram o rastro na floresta
Só que agora ele não era mais
apenas mais um cara
Que viveu num tempo um pouco mais distante
Era alguém que estava perdido
Tão perdido como todo tolo
Que pensava saber onde estava
Iludido por pensar saber quem era
Perdido desde o dia
Que saiu de casa em busca de uma longa espera
O mundo não era assim
Porém, tinha se tornado, ao fim
Pra alegrar os olhos
de todo aquele que se vê perdido
E que, a partir de agora
Pra sempre ele estaria assim.
Edson Ricardo Paiva.
Certas palavras
Algumas visões
Muitas coisas
Das quais eu pouco entendo
Em determinadas situações
Tem me feito muito mal
Sendo a Humanidade uma só
Mesmo assim
Nem todo mundo é igual
E as coisas que a gente vê
Fazem saber
Que conhecimento é armadilha
E quem julga possuir
O conhecimento como um todo
Está fadado a grande engodo
Em muitos casos
O ardil mais preciso
Se esconde num simples sorriso
A mentira mais sem noção
Muita gente usa quando diz
Que traz você no coração
São coisas que a gente escuta
de gente pra lá de astuta
Que traz grandes inverdades
Em algo chamado amizade
Faltam muitos sentimentos
Que sejam
Realmente nobres
Como em qualquer regra de três
As grandezas não variam da mesma forma
Mas de minha parte não são
E nunca serão
Inversamente proporcionais
Muita gente acha normal
Mas a mim faz muito mal.
Hoje eu queria
Apenas um pouco
um pouquinho só
daquela alegria
que um dia
vivemos juntos
Não peço muita
Porém, preciso muito
daquilo que alguém espalha
depois que a gente junta
Mas, juntando a gente vê
Que não fica mais
do mesmo jeito
Aquilo que um dia foi perfeito
de alguma maneira
você se esqueceu de cuidar
Aquilo que hoje pede a Deus
Ele te deu
Mas acho que alguém não quis
Às vezes parece irritante
o ato de ser feliz
Hoje eu queria
Mas penso sinceramente
Que pra gente
não é mais possível.
Eu penso que ainda sou criança
e peço um pedaço de doce
eu queria um pouco de bala
Fico rouco de chorar
Minha mãe me chama
Pois meu tempo está passando
Eu penso que estou numa festa
provo a bebida que alguém me trouxe
Eu ouço o que você fala
fico louco pra dançar
Porém eu vou pra cama
Pois meu tempo está passando
Eu vejo e meço
O tempo que ainda me resta
a cada dia um desenlace
E o coração se cala
Nessa hora eu penso em orar
Pois Jesus me ama
E meu tempo está passando.
Desde quando a gente nasce
tudo vai matando a gente
um pouco e todo dia
As palavras ruins
As fofocas da tia
O mosquito que morde em mim
Os ouvidos moucos
Que o mundo oferece
enquanto a gente cresce
e se não mata
pelo menos deixa rouco
Desde quando a gente nasce
desde que não morra no parto
esta vida é um infarto constante
é a fumaça das velas
o barro nos pés
os gases invisíveis e inodoros
os pontapés que a vida dá
quase sempre leva ao chão
a cara amarrada do patrão
o quase nada que eu trago pra casa
a demência lenta e galopante
a que somos condenados
pois quando nascemos gente
nascemos, então
sem asas
Amputados da delícia de voar
vamos vivendo de más notícias
Maus olhados e olhares ruins
e casos de polícia
ou cobiça do ladrão
desde quando a gente nasce
tudo vem matando a gente
lentamente, desde então
Deus
de vez em quando
tudo que eu queria
era estar contigo
um pouco
Deus
Meu melhor amigo
Reconheço estar
errado, muito errado
"de vez em quando"
não passa de um engano
um grande engodo
Deus
Faça o que quiser comigo
Se for a Sua vontade
Me submeto de bom grado
não ligo
Deus
Agora eu compreendo
Que na verdade
Minha vontade
é de estar Contigo
o tempo todo
Eu queria só saber
Caminhar corretamente pela vida
E que a vida fosse um pouco mais
Que uma mera superfície plana
Eu queria poder superar
Todas as limitações
A que está submetida
A minha humilde condição humana
e todas as fraquezas nela inseridas
Eu queria conhecer e saber lidar
Com a força existente em mim
Antes do fim desta vida
Eu queria viver o tempo que ainda tenho
Vivendo o Sonho de Conhecer a Deus
O Deus que existe nos meus sonhos
E que às vezes me permite saber
Que é sim, possível voar
Pois Ele já me presenteou algumas vezes
com essa sensação incrível
e me ensinou que o tempo
Apesar de impiedoso e inexorável
É necessário pra que a gente aprenda
a remover a venda que existe
nos olhos humanos, e é
inerente à Condição Humana
Eu não digo o tempo mundano
Que faz compreender
as horas e as semanas
Existe outro tempo, além deste plano
Um tempo que vem de Deus
Que tem me ajudado a tentar compreender
Que cada pedra
Que eu, com respeito, carreguei
e cada dor que um dia me derrubou
Agora se traduzem
numa espécie de compreensão
Que de mim se assenhora
E me faz saber de onde eu vim
E que as dores que eu senti
eram sim, necessárias
Pra que eu não passasse pela vida
e a visse desaguar um dia
Num Oceano de incompreeensão
e a tivesse vivido como um reles pária
Carregando sensações imaginárias
Eu já compreendi que Outra Coisa existe
Porém ainda não sei o quê preciso fazer
e a maneira correta de pedir e receber
Tudo isso às vezes me faz sentir
Um pouco triste ao fim do dia
Quando se aproxima a hora de ir dormir
Tarde, bela tarde
A bem da verdade
é um fim de tarde
e dentro em pouco
O Sol nem arde
Abaixo do Sol
O Mar engole a terra
e a terra empurra o Mar
Numa eterna monotonia
Que se a gente pudesse
Ia lá só pra ohar
Todo dia
E trazia o coração
Arreado de alegia
Quando a noite vem chegando
E joga no ar
A rede ou anzol
E assim, bem de repente
O Sol agonizando contrastante
Sumiu completamente no horizonte
Caminhando pela areia
Eu vejo ao longe
Um cão sem dono
Abandonado, esquecido
deixado de lado
E todas aquelas sensações
tão lindas...somem
A Lua já brilhando
Me envia um recado mordaz:
"O cão não sabe o que faz
Ou então não seria jamais
amigo do homem"
Eu pedi a Deus
Um pouco de alegria
E Deus deu-me uma folha de papel
Eu pedi a Deus
A alegria de vislumbrar um pouco o Céu
E Deus deu-me uma folha de papel
Eu pedi a Deus
Uma maneira de dizer aquilo que eu queria
E Deus deu-me uma folha de papel
Eu pedi a Deus
Que minha vida não fosse perdida
E Deus deu-me uma folha de papel
Eu pedi a Deus
Asas para voar
E Deus deu-me uma folha de papel
Eu pedi a Deus
Olhos com visão além do alcance
E Deus deu-me uma folha de papel
Eu pedi a Deus Sabedoria
E Deus deu-me uma folha de papel
Eu pedi a Deus
Que após minha partida
Todo Mundo procurasse entender a vida
Que vivi aqui um dia
E Deus deu-me uma folha de papel
Pra eu poder escrever poesia
