Pouco
Vejo-me sumindo em um escuro que pouco a pouco me degrada, mesmo sabendo do que não quero saber, finjo que o seu coração me pertence no desconforto de pedir pelo tempo;
Eu não lamento pelas perdas atribuídas as magoas do passado, pois o que me interessa é o que acontecerá daqui para frente;
Meu exterior demonstra o homem que muitos julgam sem entender, mas com o interior perfeito que poucos conseguem entender;
Não quero desistir sem ao menos tentar para conseguir um pouco de carinho e amor constante ou o suficiente que cumpra as promessas;
Minhas noites mal dormidas me fizeram pensar em fugir das minhas lágrimas, e não me ver chorar pelas mudanças que havia em seu coração;
Portanto conheci pessoas que se esqueceram de mim, me perderam e não voltarei, por que não sei o caminho;
Me falaram para que eu fosse um pouco mais responsável, mas escolhi ser o que mais desejava ser...eu mesmo;
Entre o meu silêncio me tranco em meu quarto para parecer um pouco mais quando penso em florestas onde não se tem espaço;
Não quero ferir o que me fugiu sem parecer um livro de páginas embaralhadas e sem sentido com poemas insensatos dizendo o que não me convinha;
Não mede o tempo e não se podes medir o tamanho do meu amor que muita das vezes eu acho pouco para cultuar a tua beleza divina e natural;
Somos doidos e julgados por tão pouco com imensas rebeldias, mas não abro mão dos doidos que me acompanham;
Eu vivo um sonho pouco possível de se realizar, mesmo com a força do coração que vem com o natural do dia;
Sei que o abandonar não mais me pertence para nem saber quem são esses caminhos sem sentidos e sem lógica;
E tudo que ainda tenho a compartilhar se trancou na importância de vadiar, quando se faz verdade;
A pouco presenciei um garoto chegando em sua escola de inglês. O segurança de lá é muito simpático e recebeu o garoto com atenção e cordialidade. Segui em frente. Na mesma calçada vinha um outro garoto, este correndo em direção à escola: não sei dos seus motivos, mas lembrei de quando eu também, por vezes, precisava correr para chegar na escola. Não porque amava ou acreditava estar lá era a minha única chance, pois não pensava assim. Estudei em algumas escolas para concluir o Ensino Fundamental e desde os 7 anos de idade eu ia a pé, e nunca foi pertinho. Corria porque voltar para casa por atraso seria muito pior que defrontar todos os professores, gestores ou até mesmo toda a escola. Minha mãe era tudo!
Mais que a oração são as nossas atitudes. Somos falhos não por pouco orar, mas por agir muito em desacordo com as nossas próprias orações. Luto muito contra as minhas falhas, e algumas parecem ser impossíveis de vencer, mas não desisto e faço dessa "indesistência" a minha melhor oração.
Têm gente que procura mesmo é ser pouco, pessoas que não vale a pena contrariar, ruins no existir e que gostam mesmo é de ser mal. Contra essas, tranquilidade, o tempo também é juiz, pois os carniceiros morrem engasgados com a própria carne, os mentirosos pela própria língua e os sanguinários se afogam no próprio sangue.
Procuro o meu eu que a pouco se perdeu... Talvez tenha se escondido em qual quer lugar que não tenha sido eu!
Mulher de Procuro o meu eu que a pouco se perdeu... Talvez tenha se escondido em qual quer lugar que não tenha sido eu!
Seu ventre... Logo o fio da meada e quase nunca percebo nem muito menos reconheço o imenso amor que por mim tens;
Mulher... Vim de seu ventre, me dê colo e acalento para que eu possa te chamar de minha mãe!
De amargo você na minha boca fez-me pouco em um breve intervalo em um segredo mais sincero... Quando a insegurança me causa medo...
Teus olhos me dão o reflexo de que não quero ver... Quanto mais cego é mais certo fica pata direcionar ao caminho da felicidade;
Sinto todas às vezes, quando você some um pouco do sentimento que sinto por você se esvair... Sinto-me fraco e sem direção;
Não se vá, fique ao meu lado e não me deixe derramar as minhas lágrimas de tristeza de lhe perder...
Julio Aukay
Não se entregue ao desespero, nem tão pouco ao desânimo... Viva pela a esperança e ame a fé, para que os teus caminhos sejam ricos de felicidades;
Estar consciente é ter algum benefício próprio, tirando proveito dos erros passados para que não haja futuros...
Viva e deixe viver... Ame para ser amado e tenha prazer exagerado no qual faça quase indecente que mostre que esteja vivo;
A Araponga canta alto
que até parece o meu
peito quando te vê,
O tempo passa e acho
que poucos sabem
que ela é a ave símbolo
de Santa Catarina;
Daqui a pouco dizem
que até Araponga
a gente não irá mais
ter nem ao menos conta,
A única coisa que posso
fazer já está escrita,
Sim, é este simples poema
para ninguém esquecer
porque sei que tem
gente com o poder de fazer
para a Araponga a gente não perder.
Para fugir deste mundo
louco que fez o meu
rio secar busco me distrair
na vida um pouco
para a tristeza não dominar.
Tudo o quê vem acontecendo
mudou até cor do meu
boto que antes era rosa
e acabou ficando roxo
por não ter mais água para nadar,
resolvi escrever porque
não me permito me afogar.
Fazendo penquinhas de Inajá,
cortando discos de Côco
fatiando Jarina e bordando
com canutilhos de açaí
porque na vida tenho que acreditar.
Com o meu Artesanato Brasileiro
tenho muito o quê mostrar,
porque em mim vive um país inteiro
e da minha Terra nesta vida
ninguém vai conseguir me desgostar.
Rohingyas
Há pouco mais de meio século
foram atirados num inferno
crescente e intermitente,
Um povo que ainda continua
com as suas identidades
confiscadas e sem as suas
terras que foram roubadas,
Forçados a se tornarem
apátridas e obrigados
a se deslocar sem data
e sem hora para casa regressar,
Ninguém sabe quando
e como esta História vai terminar.
Eu apenas sei que neste povo
também não se pode deixar de falar,
Sinto na alma este o quê sente
este povo que a terra virou Mianmar.
Floresce ainda mais lindo
o Azevinho Pernambucano
apagado da memória,
Se acha isso pouco,
não compreendeste a História
que nos faz Nação
e a razão poética de chegar
até a última linha
deste poema e de tudo
aquilo que é essencial a vida
e me faz a cada dia Poetisa.
