Pouco
A Sinceridade
Vivo um momento de podar o que pouco me agrega e quase nada me satisfaz. Na casa dos sessenta anos, o que busco cabe em três palavras: sabedoria, quietude e liberdade. É o bastante. Não estranhem o meu recolhimento, apenas aceitem. Já me doei o suficiente. Agradeço a compreensão de quem entende, e respeito a incompreensão de quem não alcança.
[Marcelo Hypolito Botelho]
AMOR SEM FIM
Autor: Góis Del Valle
Eu sei que dentro de você
Existe o meu ser, um pouco de
Um tudo que eu deixei
Tanta ternura, amor sem fim.
Ninguém vai esquecer assim
Pra mim, nunca tem fim o
Amor nascido pra sempre existir
Tanta ternura, amor sem fim.
Tudo que eu quis foi fazer você feliz
Mesmo sobre os riscos que eu corri
Te dei meu coração, sangrei na emoção
Perdi tudo que eu fiz, os sonhos que sonhei.
Lembranças que vão florescer
Como num jardim, e nunca vai morrer ou desistir,
Amor é fogo que arde sem fim
Tudo que eu quis foi fazer você feliz
Mesmo sobre os riscos que eu corri
Te dei meu coração, sangrei na emoção
Perdi tudo que eu fiz, os sonhos que sonhei.
Tudo que eu quis foi fazer você feliz
Mesmo sobre os riscos que eu corri
Te dei meu coração, sangrei na emoção
Perdi tudo que eu fiz, os sonhos que sonhei.
É de tanto nos acostumarmos com a bondade alheia que, pouco a pouco, deixamos de reconhecer sua raridade e nos tornamos dependentes daquilo que um dia soubemos receber com gratidão.
Alexandre, o pequeno príncipe. Viveu tão pouco, e talvez tenha sofrido mais do que o tempo que lhe foi concedido poderia justificar. Partiu antes de conhecer a vastidão do mundo, antes que a vida lhe revelasse suas infinitas contradições, suas descobertas inesperadas, seus prazeres efêmeros e suas dores inevitáveis. Não conheceu tantas pessoas, tantas tecnologias, tantas possibilidades que ainda estavam por nascer diante de seus olhos. O futuro permaneceu para ele como uma biblioteca cujos livros jamais seriam abertos, um universo de experiências suspensas na eternidade daquilo que não aconteceu.
Havia tanto por descobrir, tanto por experimentar, tanto por compreender. A humanidade continuaria reinventando seus brinquedos, seus desejos, suas máquinas e suas ilusões. O mundo mudaria de pele inúmeras vezes, enquanto Alexandre permaneceria para sempre na imobilidade de sua breve existência, alheio às revoluções que transformariam o cotidiano e aos pequenos milagres que aprenderíamos, pouco a pouco, a considerar banais.
Talvez tenha sido melhor assim. Há sofrimentos que a brevidade interrompe, tormentos dos quais a eternidade dos dias não nos oferece garantia de libertação. Talvez a vida, em sua inexplicável indiferença, lhe tenha poupado de algumas das crueldades que ainda estavam por vir. Ou talvez essa seja apenas a maneira imperfeita com que os vivos tentam reconciliar a razão com a injustiça de uma partida prematura.
Porque existe uma crueldade particular em morrer cedo: não apenas a de perder a vida, mas a de perder todas as vidas que poderíamos ter vivido dentro dela.
Alexandre, o pequeno príncipe, não chegou a conhecer o mundo inteiro. Mas o mundo também jamais saberá quem ele poderia ter sido. E talvez seja essa a tragédia mais silenciosa de todas: não sabermos apenas o que perdemos, mas tudo aquilo que nunca terá a oportunidade de existir.
Talvez, tenha sido melhor para o mundo.
✔ Você nunca conseguirá viver em seu passado.
✔ Nem tão pouco lá no futuro distante.
✔ Você só tem, seu tempo presente, para...
Extrair de seu passado experiências.
✔ E pavimentar a sua estrada para o seu futuro, tudo isso no seu agora.
✔ Então desperte, pare de viver com expectativas.
🤝🏽 Mãos a obras.
Não temos pouco tempo. Temos, talvez, mais tempo do que imaginamos. O que nos falta não é a duração, mas a consciência de sua passagem.
Perdemos muito dele esperando o momento certo, adiando desejos, habitando culpas antigas e projetando futuros que talvez jamais cheguem. O relógio não nos rouba as horas. Somos nós que, tantas vezes, entregamos a ele aquilo que não vivemos.
No fim, a tragédia talvez não esteja em morrer cedo, mas em atravessar longos anos sem realmente estar presente neles. O tempo não precisa ser maior. Precisa ser vivido antes que se transforme em memória.
Melhor é o pouco, havendo o temor do Senhor, do que grande tesouro onde há inquietação.
Provérbios 15:16
Eu vim do pouco, nunca precisei de muito e jamais me deixei iludir pelo excesso. Aprendi a dar valor às coisas simples da vida, a encontrar riqueza nas experiências genuínas, beleza nos sorrisos sinceros e felicidade nas amizades verdadeiras.
A simplicidade é a minha fonte de contentamento, a gratidão é o meu guia e a autenticidade é o que mantém a minha essência intacta. Não preciso de muito para me sentir feliz, porque aprendi que as maiores riquezas da vida não estão naquilo que possuímos, mas naquilo que sentimos, vivemos e compartilhamos com quem realmente importa.
Gosto do que é verdadeiro, valorizo o que vem do coração e procuro viver cada momento com a consciência de que a vida acontece nas pequenas coisas que, muitas vezes, passam despercebidas aos olhos de quem está ocupado demais buscando sempre mais.
No fim, não quero uma vida que impressione os outros, mas uma vida que faça sentido para mim. Porque a verdadeira riqueza não é ter muito para mostrar, mas ter motivos sinceros para agradecer.
Não que você
não mereça
eu te querer,
Você em pouco
tempo povoou
a minha fantasia
Elevando a minha
vaidade feminina.
Não posso ficar
onde sei que não
tenho como
emocionalmente
sustentar;
Não preciso
prever o futuro
porque sei que
entre nós tem
tudo para dar errado.
O amor pede de nós
profundos cuidados,
Da forma que você
está acostumado,
Não sou eu é que
farei impossível
para te modificar.
Não, não há nada
de errado comigo,
E nem contigo;
Apenas temos
expectativas
diferentes,
Só não quero
colocar o meu
coração mais
sob o teu perigo.
Você ter pouco dinheiro,
muita gente se importa.
Você ficar doente, alguns se importam.
Experimente ser feliz e veja
quanta gente se importa.
Há momentos em que o silêncio entra na vida como quem não quer nada, mas, pouco a pouco, ocupa todos os espaços. Ele se senta entre duas pessoas, paira sobre uma lembrança, repousa no canto de um quarto vazio e, sem dizer uma sílaba, revela o que nenhuma palavra consegue alcançar. O silêncio também fala, e muitas vezes fala com verdade do que qualquer discurso.
Ele se manifesta no olhar cansado de quem pede ajuda sem coragem de pedir, na pausa de quem guarda um sofrimento antigo, no abraço que dispensa explicações. Há silêncios que são muralhas, erguidas para proteger feridas. Outros são pontes, construídas com afeto, compreensão e presença. Em ambos, existe linguagem.
Ser humano aprender a escutar o que não foi dito. Nem todo silêncio é ausência; às vezes, é excesso. Excesso de dor, de amor, de medo, de saudade. Por isso, ouvir alguém vai além de prestar atenção às palavras: exige sensibilidade para perceber o que a alma sussurra quando a boca se cala. E talvez seja nesse espaço invisível que nascem as verdades profundas.
