Pouco
Hoje, na madrugada de um sábado, às 1h da manhã, me peguei pensando novamente. Com um pouco de sono, dor de cabeça e uma vontade imensa de ingerir álcool para ver se o turbilhão de pensamentos pode se tornar apenas um sonho.
Não me vejo como uma pessoa triste ou depressiva. Sou apenas um rapaz feliz, amoroso e extremamente chato durante o dia. Porém, acredito eu que a madrugada — não sei, talvez o silêncio — me traz algo interno, algo que tento enterrar com meu ego, minhas ações, meu ser, ou não sei.
Eu penso: caramba, que interessante. Aos olhos das pessoas, pareço ser um cara tão normal, até gente fina para alguns, mas, por dentro, lá no fundo do subconsciente, sou uma pessoa má e perversa.
Acho que talvez, de alguma maneira, isso possa transparecer às vezes, mas eu realmente não sei.
Tenho tanto medo de realmente transparecer os meus piores pensamentos que não consigo fazer isso nem escrevendo para mim mesmo. É incrível.
Mas, enfim, voltando ao teor do tema tratado, uma madrugada consegue ser extremamente complexa para mim. Que loucura.
Eu também me peguei pensando em algo interessante. Acho que eu não realmente, ou necessariamente eu... Para ser sincero comigo mesmo, acredito que tudo o que sou — isso incluindo vestimentas, atitudes, relacionamentos com as pessoas, estilo, vivências e os caralhos —, acho que tudo isso que construí até o ápice dos meus 21 anos é uma forma de me manter mais sociável, sei lá, mais amável, mais namorável, mais confiável, mais alguma coisa com “ável”. Eu não sei se realmente tenho que me tratar, ou procurar ser alguma coisa que ainda não sei se sou.
Mas acho que aquilo que sou hoje em dia realmente não sou eu. Talvez eu seja uma pessoa mais ruim, mais fria, mais cara fechada. Ou então uma pessoa fria demais para quem amo e quente demais para quem não amo.
Não sei.
Realmente, é uma madrugada complexa.
Eu nasci sozinho, vivo sozinho, não me importo nem um pouco em trabalhar sozinho. Na verdade dependendo do caso eu até prefiro.
Real Amor Incondicional
Hoje preciso falar um pouco sobre ela, a mulher que amo e sempre esteve comigo
Sempre foi assim quando os tempos eram difíceis eu sabia que podia contar contigo
De vez em quando eu aprontava e você ficava brava, mesmo com algumas broncas eu não ficava bravo porque me amava
Quando chegava a noite as coisas ficavam estranhas as luzes das velas iluminavam o barraco de madeira
E na cozinha fazia milagre com pouca comida e mesmo com tão pouco como nunca pensou em fazer alguma besteira?
Nunca tive nada mas sempre tinha tudo que alguém precisava, quando não sabia o que fazer você me ajudava e no final me abraçava
Os anos iam se passando e cada vez a vida complicava, a beira da miséria a família estava
Porque tanto sofrimento assim eu me perguntava e a resposta quase não achava
Mesmo passando natais com pouca comida, todos da casa ficavam feliz vendo as luzes piscantes da avenida
Na mesa panettones doados faziam nossa ceia, numa vida simples não tinha presente na meia
Passamos por tudo isso e hoje podemos ser felizes, foram tempos difíceis mas sem cicatrizes
Então não se esqueça que eu amo você é estou contigo, pode contar comigo, Mãe além de ser seu filho sou seu amigo
O pouco para tanta gente, pode ser muito para muitos que quase nada possuem, mas certas pessoas, que esnobam pelos valores materiais e desfazem dos princípios da caridade, se perdem no mundo das vaidades!
— João Batista Barbosa
Mais um ano se vai e sinto muito grata por ter vivido intensamente, pouco medo e muito sentimento.
Conheci pessoas fantásticas e fiquei longe de pessoas importantes, sobrevivi a cada minuto, horas e dias.
Errei, chorei, gritei, aprendi, esqueci, lembrei e sorri, me tornei uma pessoa melhor e observei mais.
Aprendi a se importa mais comigo.
Vi pessoas maldosas e vi pessoas "humanas".
Não sei mais viver pela metade é tudo ou nada, busquei refúgio em mim e fiquei segura e feliz por saber que sou a minha fonte, me conheci mais é fiquei admirada pela garra que tenho.
Seja Bem-vindo 2019, que o tempo esteja aí meu lado e se não estiver farei que fique!
K.B
Sem planejar, me vi sentindo algo grande.
Em pouco tempo, ela se tornou presença constante nos meus pensamentos, no meu silêncio, nas minhas vontades.
Foi rápido.
Foi intenso.
E eu reconheço: foi paixão.
Fui sincera. Disse o que sentia.
Ela também foi. Disse que gosta de mim, que está desenvolvendo sentimentos, mas que ainda não chegou ao mesmo lugar onde eu estou.
E dói.
Não porque o que existe entre nós seja pouco, mas porque eu cheguei antes.
Tentei diminuir o passo. Esfriar o que sentia. Me proteger daquilo que talvez pudesse me machucar.
Mas sentimento não entende estratégia.
Ela continua aqui.
Nos pensamentos que chegam sem convite, nas lembranças que aparecem do nada, nas vontades que eu tento guardar para mim.
E quando penso em conhecer outra pessoa, é nela que penso.
Talvez essa seja a parte mais difícil: saber que eu poderia seguir em frente, porque eu sei viver sem ela, mas ainda assim não querer fingir que não existe dentro de mim um lugar que, por enquanto, é dela.
Eu estou apaixonada.
E não tenho vergonha disso.
Também não quero apressá-la, cobrá-la ou transformar o que sinto em uma obrigação para ela.
Eu só não consigo mentir para mim mesma.
Ela ocupa um espaço grande dentro de mim.
E, por enquanto, tudo o que posso fazer é respeitar o tempo dela sem abandonar o meu.
Porque amar alguém também é saber sentir profundamente sem tentar possuir o sentimento do outro.
K.B
Ansiedade é excesso.
Excesso do daqui a alguns segundos;
Excesso do daqui a pouco;
Excesso do depois;
Excesso do amanhã;
Excesso do que pode acontecer;
Excesso de tudo aquilo que não está presente no momento do agora.
A ansiedade nos faz viver no futuro, no que ainda não aconteceu, no que pode ou não acontecer. Nos preocupamos com o amanhã, com o depois, mas esquecemos de viver o presente, que é o único tempo real que temos. Quando conseguimos focar no agora, a ansiedade perde seu poder e conseguimos viver com mais tranquilidade.
Dinheiro para mim é muito pouco; eu quero é mais, quero pessoas, afetos, sabores, cheiros, melodias, sintonias, silêncios sinceros, andar sem rumo, lugares, ar puro, mato, mar, montanhas, cidades, realidades, histórias, detalhes, momentos, sentimentos, universos, vida.
Nos vícios, perde-se a razão,
pouco a pouco, sem perceber,
o corpo ainda segue em frente,
mas a alma começa a desaparecer.
Por mais que vivemos, por anos e décadas, ainda nos será pouco, para entendermos a alegria de viver. Se a morte nos abater, será como viver apenas um ano ou não mais, de uma década, pois a vida é uma criança, que não tem consciência da morte, simplesmente brinca com ela.
Natalirdes Botelho
Hoje me sinto um pouco perdida.
O chão parece instável, apesar de eu parecer estar bem.. ou nem tanto.
Há pouco, tudo parecia tão claro, cristalino, singular, genuíno...
Agora, algumas certezas se desfizeram no caminho de forma tão repentina e o futuro voltou a parecer uma estrada coberta de neblina.
Talvez eu tenha confundido um passo com um destino.
Então, por enquanto, fico com o presente.
Sem promessas sobre o amanhã,
sem tentar enxergar além daquilo que os meus olhos alcançam.
Porque, às vezes, seguir em frente também é aceitar não saber para onde estamos indo.
E, mais uma vez... é estranho muita coisa mudar e nada mudar mesmo assim.
Se você gasta 90% do seu tempo pensando no que não quer que aconteça, sobra pouco espaço mental para planejar o que quer que aconteça.
