Pouco
Aglomerado
De 7753 bilhões
Alucinado
Por algumas 7 ou 6 ações
De um lado
Diminuto em minuto
Por outro
Multiplicado
De orações
De horas que são fruto
De imaginações
Calado e
Deitado
“Em um sistema relapso, não se espera nem um pouco de justiça ou verdade, mas um esquema de omissões e conivências que cansa o povo e pode levar a um colapso!“
Quero da vida um pouco da imensa paz,
a que deve haver no sono de uma criança,
para saber dar valor ao que me rodeia,
plantando sempre um pouco de esperança
“O pouco tempo que se investe para expor uma situação inconveniente a alguém vale mais do que uma longa conversa infrutífera.”
Acorde aos poucos sem alarde, pois é imprescindível que a Terra se espreguice em silêncio para uma nova era.
Melhor é falar pouco.
Quem fala pouco comete menos erros
Julga menos
Tem que dá menos satisfação as demais pessoas
E não corre o risco de ser mal interpretado.
Deparando-me comigo mesma
Descobri que sou melhor
Em escrever do que em falar
Descobri que sou melhor em
Demonstrar meus sentimentos em oculto
Como dançar.
Sou mais complicada do que pensei
Mas quando comigo me deparei
Vi que de tudo um pouco
Sou ou serei.
ESPERANDO VOCÊ....
À espera em todas as coisas...
E em todas as coisas espero...
Um minuto e uma gota de mim...
Já não dá pra lhe esquecer agora...
Como assim?
O que será de mim?
A porta está aberta...
Agora, entra...
Pense bem...
Ninguém espera para sempre...
No alto fulgor dessa paixão insana...
Por todo me queimo...
E minha alma não se cansa...
Enquanto os dias forem meus...
Eles também serão seus...
Serei essa eterna espera...
O que você de mim quer eu não sei...
Mas já lhe aguardo desde ontem...
De véspera
Sabe quando você ama demais uma pessoa?
E não espera nada em troca desse amor?
Assim eu sou...
Mundo tão louco...
E eu aqui...
Me doando cada dia mais um pouco...
Difícil compreender a vida...
Ah esse tempo, leva tudo...
Não me deixe aqui tão só...
Esperando muito...
Vem...
A porta está aberta...
E eu aqui a sua espera...
Sandro Paschoal Nogueira
O #ACENDEDOR DE #LAMPIÕES
No silêncio do ontem...
Entre ventos a soprar...
Saudoso de tempo que não volta mais...
O acendedor de lampiões vem lá...
Em namoro com a lua...
Em vielas e ruas...
Nos becos mais escuros...
Junto as tabernas ou cafés...
Casarões antigos...
Cabarés...
Em cantos silenciosos...
Entre alguém e ninguém...
Um a um acende...
Tão cedo no céu a fornalha se aurora...
Retorna lentamente...
Vagando entre as sombras...
Que espreitam insatisfeitas...
O adormecer das estrelas...
No baile das horas...
Não sabe ele...
Nada pode testemunhar...
Da vida pulsante oculta...
De madrugadas de luar...
Muitas vezes o tormento...
Incendeia a paixão do tempo...
Quando a alma precisa de um momento...
Em caminho tantas vezes percorrido...
O acendedor sente saudades de abrir a janela do coração...
Bendita, malvada vida...
Em acender e apagar o lampião...
Suas imensas lembranças...
Silenciosamente dentro dele começam a ecoar...
Algumas oprimem seus sonhos...
Outras o fazem sonhar...
Na rotina dos dias, meses e anos...
Deseja prender o tempo...
E do que lhe resta tão pouco...
Sem perceber muito dá...
Em seu passeio noturno...
Ele faz tudo brilhar...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
Dono de quê?
Se nem dono de mim eu sou...
Sonhos confusos...
Almejando ao coração ressuscitar...
Com tão pouco tempo a pensar...
Devaneios em barcos de desejos a qual me entrego...
Só assim me reconheço...
Quando a vida com o látego me fustiga...
Finjo não ver a realidade sentida...
Na pura ausência das coisas...
Um palco: eu e a lua...
O terror de pensar no fim da peça...
Louvando por estar em cena...
Ainda...
Mas o futuro insiste e persiste...
Em rasgar as cortinas...
Escurecer as estrelas...
Devorar a noite...
Massacrar o dia...
Na arte de perder-se não há nenhum mistério...
A cada dia um pouco perdemos...
Embora, até o momento, não percebi o quanto tenha mudado...
Quem me quiser que me chame...
Ou que me toque com a mão...
Antes que a peça termine...
E só reste silêncio e escuridão...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
