Posso Ficar Triste sem Dinheiro
Seu abraço é um abrigo sempre seguro e fiel, um refúgio onde posso me sentir em paz.
Oh, quão terna é tua voz que acalenta,
e me faz sentir que estou em casa.
Nosso amor é eterno, uma cumplicidade de irmãos que se fortalece a cada novo nascer do sol.
Ilumina-me tal como um farol à escuridão
numa noite de tempestade turbulenta.
Me despeço
Movo-me sempre que posso, me despeço.
Mudo-me sempre que vejo, não te peço.
Sou novo, eu me movo, mas me despeço,
Pois, pós-abraço, me despeço.
Sou grato, mas me empresto, te despeço.
Sou simples, porém o cansaço reina — me despeço.
Despeço-me tanto quanto imaginaria,
Pois o hoje, o espeço, expresso, pode não só se despedir,
Mas também reprimir algo novo.
Que a morte não se despeça — quero que venha, mas demore.
Quero que seja um pedaço da despedida,
E não pagarei o preço.
Me despeço.
Sou Poesia
Posso ser o poeta
Ou então, o Poema em si.
A diferença está apenas nos meios,
O que importa, é o fim.
Sou alma presente,
Chamada Poesia.
Sou do poeta, o dente
E do poema, melancolia.
Com a palavra,
Alice Coragem.
"Se eu amasse um amigo apenas pelos benefícios que ele me proporciona ou pelo que posso obter dele, meu amor não seria pelo amigo, mas por mim mesmo.
O verdadeiro amor por um amigo nasce da admiração por sua essência, suas virtudes e tudo o que ele é em si.
Somente quando amo meu amigo por quem ele é, sem interesses ou segundas intenções, posso dizer que o amo de verdade."
A dor me escapa e se esconde para além de mim mesma. Liberta da opressão, posso expressar com lirismo todos os sentidos ofuscados. Sou calma e a calma é o meu jeito de estar no mundo. Prezo passos mansos, mãos delicadas e palavras sussuradas. Nada que desperte a natureza, tão coerente em seu ritmo. Posso ser um pássaro, uma flor, um fruto. Posso ser um ser integral em comunhão com tudo que me cerca. Admiro a paciência das árvores, crescendo lentamente. Não quero ferir o silêncio. Por isso meus dedos são suaves e não fazem alarde.
Cansada do eu, dispo-me do ego e me entrego nas palavras subconscientes. Posso ser uma pedra preciosa, bela e inquebrável. Mas essa imagem bonita diz pouco quando escurece e a noite traz sons do universo. O dia foi longo como um trem rasgando a estrada. E se escrevo é porque transbordo do eu farto de mim. E me entrego a imagens. A flor é bela e delicada, mas além de seu aroma não sinto mais nada. Depositei em você sonhos de unificação, mas o amor resultou inútil. E me sinto uma pedra, que não simboliza nada. A pedra pode ser o instrumento de uma força descomunal que busco em mim. Uma rocha imutável, sujeita aos ventos, ao sol, E a chuva. O que fazer para aliviar esse desaninimo que me exaure? Talvez pintar um quadro, mas a pintura resultou inútil, se a olho e nada sinto. Esse é uma prosa poética que fala sobre energia, aliás, a falta dela dela. Então como palavras repetidas, imagens gastas e você que é ilusão. Se pelo menos o amor batesse a porta com suas mil promessas. Eu acreditaria, pois tenho fome de ideais. Mas na poltrona de minha sala só encontro vazios e um cansaço de existir. Se ao menos o tarot falasse a verdade, mas sou de touro, e isso não diz nada. Quero promessas, materializações. Eu farta de inventar motivos, significados. Eu não me basto. É como dizer para o universo 'por que tantas estrelas se não posso tocá-las e nem compreendê-las. Noite escura, vento que sopra. E nada me diz.
Posso me adaptar sem aceitar, estar de acordo sem aprovar: um corpo que se molda, uma mente que se recusa,
um gesto que obedece, um íntimo que sussurra.
Posso vestir a forma sem vestir a alma, ceder no corpo, dobrar a vida, mas manter a chama.
A mente que aceita nem sempre se curva, o gesto que adapta nem sempre concorda, o ato que obedece nem sempre abraça.
Hoje posso degustar peixes, saborear os pães, discordar do sentido das palavras, mesmo que às vezes pareça esquecê-lo, devo lembrar- me da verdade. Enquanto tiver forças, meu agradecer sempre virá acompanhado do pedido de perdão.
O incompreendivel mar
Que será que vai se acabar
Será que o fim eu vou achar
Será que eu posso me gabar
Ou me ódiar
De um dia encontrar e se perder em alto mar
Ó, poeta
fiz tão pouco
publiquei tão menos
nem sei se posso
proclamar-me poeta
I, too, dislike it
enfim
um escritor
que mal escreve
bom pranto
para as ironias
baratas
e um “poeta”
entregue às traças
chegarei à velhice
sem aprender nada
era virar
um purgante insuportável
minha meta
mas nem isso
terminam chegando perto
de mim
e batendo nas costas
ó, poeta
Ser o melhor que posso, uma jornada de excelência, mas superioridade sobre outros não é minha essência. O melhor é trazer conforto, oportunidades a explorar.
Mas humildade é reconhecer que todos têm seu lugar.
Livro: O Respiro da Inspiração
Aprendi que não posso cobrar o amor de ninguém...
Mas posso ser paciente, oferecer bons motivos para que gostem de mim...
E, acima de tudo, entregar e confiar tudo nas mãos de Deus.
Posso salvar muitas pessoas, menos quem me afoga. Porque, se eu salvar quem me afoga, não salvo mais ninguém.
Te vejo
Não posso ao menos te tocar
Ao meu lado
Apenas fico a olhar
Não posso falar meu desejo
Fico apenas a observar
Com outro, te completas
Comigo, só me deixas sonhar.
Aparentemente, posso sair do meu PDO, ou país de origem (...), mas não consigo sair do meu próprio caos.
Não posso adiar para amanhã o que posso realizar hoje, até porque o ontem já foi um hoje desperdiçado.
