Porque sou assim
Porque você não vem até a mim e me aceita como eu sou, ao invés de chegar cobrando perfeição? Meu caro, é como dizia Nelson Rodrigues: "Perfeição é coisa de menininha tocadora de piano". E convenhamos que eu não toco nem de longe piano, muito menos posso ser considerada menininha. Eu sou troncha mesmo, cheia de defeitos. E sabe, eu prefiro ser assim.
Você diz que sou louca, que sou brava. E eu te digo que você ainda não viu nada. Porque sou bem pior que isso, sou indomável, meio bicho do mato. Defendo minhas opiniões e por sinal, ainda sou teimosa, chata e paranoica. Tenho mania de falar sozinha, de morder e de beliscar, sou bem marrenta, confesso. Mas, no fim das contas, é dessa garota sem noção que você gosta. E são esses defeitos que me definem, que me torna gente, ao contrário de muitos seres artificiais que conheço.
Nem só de pão viverá o homem, falo isso porque sou movido à saudade. Parece um clichê, mas é que tem uns séculos aí que já venho com feridas abertas e na carne viva.
Quando me perco nos pensamentos não é porque sou louco e ignoro o mundo, talvez seja porque me encontro num mundo melhor e sem hipocrisia quando estou pensado.
O meu Deus ainda é o mesmo,
sou porque ele é.
Há de cair toda força contrária,
porque maior é a luz que me guia.
Ontem,hoje e eternamente.
Vera Queiroz
As ofenças nao me atigem! Sabe porque?? Porquê eu sou o que sou porque eu quero, nao para agradar ninguém.
Não sou perfeito mais faço de ti a minha perfeição, nunca te engane com aparência......porque nem sempre aparência diz alguma coisa.
"O Criador estava todo eufórico dizendo: - Eu sou muito inteligente, porque criei a distância e com isso tudo pode ser medido perfeitamente com centímetros, metros e quilômetros; ai a amizade disse: - Criador você não sabia o que estava fazendo quando criou a distância; e ele exaltado pergunta: - Por quê amizade?! e ela responde: - Porque quando você criou a distância nasceu junto a saudade."
Porque eu sou do tamanho daquilo que sinto, que vejo e que faço, não como as pessoas me enxergam.Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem importância, pois nada tem importância. Faço paisagens com o que sinto.Sempre vou me afastando de quem sinto de verdade talvez assim a dor de sentir muito seja menor...Me busco em músicas que dão ritmo ao que sinto de forma silenciosa e me busco em trechos de livros que revelam idéias que mantenho ainda embaralhadas e tento fugir...
Eu sou legal até descobrir que você fez algo contra mim, Aí você vai entender porque eu tenho poucos amigos, e porque não permito que qualquer pessoa entre na minha vida.
Dia 65,
Despertei,
Sim, agora sou melhor pessoa pra você,
Porque aprendi a ser melhor pessoa pra mim,
Te quero porque te amo,
Não porquê nôs precisamos,
O amor é a arte da escolha de ser e fazer feliz todos os dias, Ainda que de longe, nosso caso;
Cuidar de si é cuidar de quem se ama,
Estou orgulhosa de ti,
De mim,
Da nossa caminhada de auto-conhecimento ,
Amar não está vinculado à posse,
E sim deixar o espaço,
A velha história do passarinho,
Tão lindo,
Pra que botá-lo numa gaiola,
Então, voa passarinho,
Sou ninho e não gaiola,
Me libertei das barras soldadas que me prendiam,
Estou pronta para amar,
Troquei,
O álcool por água de bolinha,
A ansiedade por atividade física,
As saídas noturnas por pedaladas diurnas,
Treino,
Bom alimento,
De corpo,
Alma e Espírito,
Sabendo que sempre serei neurodivergente,
Os remédios de cada dia nos daí hoje,
Mas, o equilíbrio persevera,
A Terapia coopera,
E meu amor por ti persevera.
De todas as versões que já fui, a que sou hoje é a que mais me inspira. Não porque tudo esteja no lugar, mas porque finalmente estou. Aprendi que os recomeços nem sempre fazem barulho. Às vezes, eles surgem em momentos corajosos, como dizer "não" quando antes me anulava. Como não mendigar o que mereço receber por inteiro. Vamos aprendendo a permanecer somente onde nossa presença é valorizada, nos sentindo em casa, onde nos acolhem com boas intenções. E perdendo a necessidade de impressionar quem não enxerga a nossa essência. Hoje, sou o meu próprio abrigo. Sou a calma depois do vendaval, a certeza da minha força depois de tudo que passei. E não é que tudo esteja perfeito. Mas agora não fujo das imperfeições, eu as acolho, pois sei que fazem parte da vida. Eu me olho com honestidade. Me cuido com intenção. Posso dizer que a minha versão atual é a mais resiliente depois de tudo que aconteceu.
O mundo não quer me ler, porque eu sou a dor de veia rompida perto do calcanhar. Uma dor fina, que incomoda bastante quando a caminhada é longa, mas dá uma certa aflição gostosa ao se espreguiçar na cama, antes de dormir. Então, é melhor conviver do que investigar, já que pode ser uma hemorragia interna, mas também pode ser só efeito do tempo sobre pés cansados.
Eu até sei que sou um IDIOTA, até porque nem sei o que fazer para evitar isso. Fazer o quê, né? Mas o bom disso tudo é que, podendo escolher, eu sei muito bem os tipos que não quero ser.
O que não dá para entender é se essas pessoas têm algum problema para interpretar texto — algo que beira uma psicopatologia — ou se simplesmente não possuem um mínimo de honestidade intelectual.
Porque o que está escrito está tão claro e nítido que nem seria preciso explicar a explicação, desenhar o desenho e ainda ter que explicar o desenho feito.
Fingem uma demência disfarçada de inocência e ainda acham que todos têm que ser iguais a eles.
Isso é hipocrisia.
“ ”
Olá, eu sou Alice Coragem.
E hoje meu texto é diferente.
Porque minhas palavras são para aquele que quer ser lido.
Então eu vou te ler.
Meu texto hoje é em silêncio.
Sem as palavras,
Alice Coragem.
