Porque não
Entre a menina e a mulher
Tenho andado sozinha.
Não porque não queira companhia, mas porque há caminhos que ninguém pode percorrer por nós. Há silêncios que precisamos atravessar sozinhas, perguntas que somente o tempo sabe responder e versões de nós mesmas que precisam partir para que outras possam nascer.
Tenho andado assim: aprendiz, menina, mulher.
Às vezes, ainda sou aquela menina que se assusta diante do mundo, que procura abrigo, que acredita, que espera, que guarda sonhos como quem protege uma pequena chama do vento. Em outras, sou a mulher que a vida foi esculpindo à força de perdas, recomeços, esperas e algumas dores que ninguém viu.
E talvez crescer seja justamente isso: não abandonar a menina que fomos, mas aprender a acolhê-la com os braços da mulher que nos tornamos. Quando me perco, já não procuro alguém para me encontrar. Volto para dentro, procuro os pedaços que deixei pelo caminho, recolho meus sonhos, escuto meus silêncios e sigo.
Porque descobri que, muitas vezes, quando penso que estou perdida, estou apenas deixando de ser quem já não cabe em mim. Tenho andado sozinha, sim, mas já não caminho vazia. Levo comigo a menina que ainda sonha, a mulher que aprendeu a resistir e todas as versões de mim que tiveram coragem de continuar.
E talvez seja esse o meu verdadeiro encontro: quando me perco da menina, encontro a mulher. E quando encontro a mulher, finalmente compreendo que a menina nunca esteve perdida. Ela apenas estava me esperando crescer o suficiente para voltar para casa.
Odeio gente que não consegue ouvir algo simples,não porque não conseguem ouvir mas por não quererem ouvir...gente com arrogância desnecessária.
Na vida, a gente não tem certeza de nada, só da partida, que ainda é incerta, porque não sabemos o dia, nem a hora.
Jesus falou isso, e todo mundo acha que se trata da volta dele, quando na verdade a metáfora se trata da morte.
Tudo muda a todo momento, mas você não precisa mudar só porquê não saiu como planejou.
Exceto se for para a sua evolução.
Pois só não muda de ideia é aquele quê não têm uma outra grande idéia.
Não há nenhuma objeção normal à existência do Ser, porque não aceitá-lo seria afirmar o Nada absoluto, o qual já estaria negado pela própria afirmação que dele se fizesse.
se amas tanto alguém
porque morres com este amor no peito?
porque não esbanjar oque sentes?
se for sincero
sente.
Olho por olho dente por dente, um mundo cego e com fome porque não tem olhos para ver e dentes para distinguir o se sente.
Analise os donos da verdade na terra: são todos mentirosos, porque não pagaram o preço para que eles sejam julgados de acordo com a Verdade dos Céus.
O niilista é aquele que morre de sede diante de uma fonte apenas porque não acredita na pureza da água. Prefiro a loucura da esperança à lucidez estéril de quem cultua o nada.
Religiosos chamam ateus de "frustrados", mas é só porque não encontraram como criminalizar a descrença. No fundo, a frustração que eles veem nos ateus é só a frustração do próprio poder religioso sendo desafiado.
Confidencial
Aquele que fala mal do outro,
porque não se reconhece por inteiro.
Fala mal do outro toda vez!
Sem saber que é
o seu inconsciente
que revela sobre ele ,
toda a sua insensatez
Matemática
Coluna vertebral
"Axial":da Escola..
Porque não?
_ Soma, subtração,
Multiplicação e divisão.
Aprende_se Matemática
sem o uso de "cola"!
Daí, se entende e se decola.
Raciocina_se,enumera_se
calcula_se com lógica.
E de forma pedagógica !
Por essa linguagem universal.
Verso para Terra,porque não?
O primeiro Neógeno foi aqui que aconteceu.
O Brasil foi o local da sua aparição.
Dos lagos,rios e metade da espécie atual
Amazônia,Acre formaram floresta e Pantanal.
O mar do Acre secou!
Surgiu a biodiversidade por um empurrão.
_Anotou?Preste atenção!
Dos Andes,na América do Sul,
do Himalaia ,na Ásia.
dos Alpes na Europa .
_O mar virou floresta verde ,
que antes , era água azul.
só postar quando fizer sentido pra mim
porque eu, porque não?
Antes, o mundo parecia uma fila organizada de causas e consequências. Havia um acordo silencioso entre as coisas: se você fosse bom o suficiente, gentil o suficiente, paciente o suficiente, o universo acabaria devolvendo tudo na mesma moeda.
Então alguém apagou as placas da estrada.
Foi estranho perceber que a tempestade nunca escolhia quem merecia. Ela apenas acontecia. Derrubava telhados de quem rezava e de quem amaldiçoava, afundava barcos de pescadores experientes e de crianças brincando na margem. O céu nunca pediu desculpas por chover.
Ele passou anos perguntando.
“Por que comigo?”
Como se existisse uma secretaria do destino pronta para responder e anexar um relatório detalhando os motivos de cada cicatriz.
Mas o silêncio sempre foi mais competente do que qualquer resposta.
Então começou a reparar em outra coisa.
As pessoas passavam a vida inteira negociando com o inevitável. Acendiam velas para convencer o escuro a não entrar. Faziam promessas para comprar alguns meses de paz. Inventavam versões de si mesmas esperando que a próxima fosse poupada.
Nunca eram.
Porque a vida não perseguia ninguém.
Ela simplesmente não sabia mirar.
E talvez essa fosse a parte mais difícil de aceitar: não havia um vilão escondido atrás das cortinas. Não existia uma inteligência cruel desenhando tragédias personalizadas. O universo era apenas um oceano. E o oceano nunca odiou quem se afogou.
A pergunta começou a mudar.
Não era mais “por que eu?”
Era…
“Por que eu seria diferente?”
Naquele instante, alguma coisa rachou dentro dele.
Não de um jeito triste.
De um jeito libertador.
Percebeu que carregava o ego vestido de vítima sem perceber. Achava que sua dor era uma exceção na história do mundo, quando na verdade era apenas mais uma língua da mesma fogueira onde todos aquecem as mãos e queimam os dedos.
As pessoas chamavam aquilo de azar.
Outras chamavam de destino.
Ele começou a chamar apenas de existência.
E, curiosamente, quando deixou de procurar culpados, a raiva perdeu o emprego.
Não porque as perdas doíam menos.
Mas porque finalmente entendeu que dor nenhuma carregava seu nome gravado.
Ela visitava.
Depois ia embora.
Assim como a felicidade.
Assim como o amor.
Assim como todas as versões dele que jurou serem definitivas.
No fim, percebeu que a vida nunca prometeu justiça. Prometeu movimento.
E talvez fosse exatamente isso que havia tanta beleza escondida no caos.
O vento nunca pergunta quem merece ser levado.
Ele apenas sopra.
E, pela primeira vez, em vez de gritar contra ele, o homem abriu os braços.
Não como quem venceu.
Mas como quem finalmente parou de perguntar por quê.
